A técnica da criolipólise surgiu em 2008 na universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Dois anos depois, virou tratamento de beleza e invadiu as clínicas de estética no Brasil.
Segundo o cirurgião plástico Jorge Menezes, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a criolipólise não é um método de emagrecimento. "É para reduzir gordura localizada. É seguro, desde que seja feito dentro dos padrões de uso do aparelho", destaca o especialista.
No procedimento, o equipamento é posicionado sobre a parte do corpo a ser tratada. Uma manta umedecida é colocada na superfície da pele para protegê-la de possíveis queimaduras. A máquina promove, então, uma sucção a vácuo da epiderme, como se fosse um "desentupidor de pia".
O frio diminui a passagem do oxigênio pelas células de gordura. Com isso, elas morrem, são cristalizadas e levadas pelo sangue para o fígado, onde são eliminadas pelo organismo. Não se trata de um procedimento cirúrgico e não há necessidade de anestesia.
A criolipólise pode eliminar entre 20 e 30% da gordura localizada, conforme a esteticista Lígia Gimenes. Geralmente, uma sessão dura cerca de 60 minutos e é suficiente para gerar resultado. Caso o paciente opte por fazer outras sessões, é preciso esperar seis meses. Após o procedimento, a pessoa pode voltar a realizar as atividades normalmente. Uma sessão custa em torno de R$ 950.
"O resultado é muito bom, mas a quantidade de gordura retirada não é tão grande a ponto de gerar uma flacidez na pele. Criolipólise é um tratamento estético para perder medidas e não para emagrecer", reforça a esteticista.
Cuidado
Algumas clínicas oferecem o tratamento por valores bem abaixo do padrão. É possível encontrar sessões por até R$ 150. Se estiver barato demais, é prudente desconfiar. Além disso, apenas as máquinas certificadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) podem ser usadas na aplicação da criolipólise..