Revista Encontro

JUSTIÇA

Evento em BH relembra os 20 anos da chacina em Unaí e exibe filme

O documentário Servidão retrata o "trabalho escravo contemporâneo" no Brasil e foi exibido em reunião dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais

Da redação
Rogério Reis, Julie Santos e Marcelo Campos, auditores-fiscais do trabalho - Foto: Gabriela Delcin/Divulgação
A Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais – SINAIT DS/MG realizou na última quinta-feira (25), no Cine Belas Artes, evento que marcou os 20 anos da tragédia em Unaí e a mobilização da categoria pelo descumprimento do acordo firmado, em 2016, com o Governo Federal, que previa uma série de melhorias das condições de trabalho e a regulamentação do Bônus de Eficiência e Produtividade.

Na ocasião foi exibido o documentário “Servidão”, dirigido por Renato Barbieri e Neto Borges, que retrata o trabalho escravo contemporâneo no Brasil, com depoimento de trabalhadores rurais escravizados no Norte do país.

De acordo com a SINAIT DS/MG, desde o dia 11 de janeiro a fiscalização de denúncias de trabalho análogo à escravidão em Minas Gerais está paralisada, sem data para voltar a campo, assim como em 21 estados e no Distrito Federal. "Nossa mobilização é uma luta constante pela reconstrução e valorização da carreira, que há anos vem sendo sucateada, e que tem atuado sob condições precárias de trabalho. Acima de tudo, nossa reivindicação tem como objetivo garantir um cenário adequado para a atuação do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho, o que resultará em um serviço de proteção efetivo ao trabalhador brasileiro. A tragédia de Unaí é um triste episódio. Toda ação fiscal é tensa, e quando há interdição de máquinas e equipamentos, embargos de obra, constatação de trabalho análogo ao de escravo, a fiscalização fica mais tensa, naturalmente", declara Marcelo Campos, auditor-fiscal do trabalho.

Juliana Marcondes (auditora-fiscal do trabalho), Cynthia Saldanha (auditora-fiscal do trabalho) e Ivone Corgosinho Baumecker (presidente da Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais) - Foto: Gabriela Delcin/Divulgação
Rogério Reis, Cynthia Saldanha e Marcelo Campos, auditores-fiscais do trabalho - Foto: Gabriela Delcin/Divulgação
Marcelo Campos (auditor-fiscal do trabalho), Rogério Reis (auditor-fiscal do trabalho) e Carlos Calazans (Superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego de Minas Gerais) - Foto: Gabriela Delcin/Divulgação
Paula Oliveira Cantelli (representante do Comitê Estadual Judicial de Enfrentamento à Exploração do Trabalho em Condições Análogas à de Escravo e ao Tráfico de Pessoas do CNJ) e Julie Santos (diretora da Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais) - Foto: Gabriela Delcin/Divulgação
Keila Rabelo, Julie Santos, Mary Ann Junho Song, Rogério Reis e Ivone Corgosinho Baumecker: diretores da Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho de Minas Gerais - Foto: Gabriela Delcin/Divulgação
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