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Exposição revisita a história do Palácio das Mangabeiras

Mostra permanente no Parque do Palácio contextualiza o edifício como residência oficial e analisa sua transformação em espaço cultural aberto à cidade

Da redação
ntegrante da programação permanente do Parque do Palácio, a mostra convida o público a revisitar a história de um espaço - Foto: Barbara Dutra/Divulgação
Em cartaz no primeiro andar do Palácio das Mangabeiras, a exposição “Palácio das Mangabeiras: de Residência do Governador a um Parque para Todos” propõe um olhar aprofundado sobre a trajetória do edifício e suas transformações ao longo do tempo. Integrante da programação permanente do Parque do Palácio, a mostra convida o público a revisitar a história de um espaço que, por décadas, esteve associado ao poder e ao uso restrito e que hoje se consolida como patrimônio cultural aberto à cidade.
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Com concepção e curadoria do arquiteto e cenógrafo Alexandre Rousset, em parceria com o Departamento de História da PUC Minas, a exposição articula arquitetura, política, urbanismo e paisagem para contextualizar o Palácio das Mangabeiras dentro da história de Belo Horizonte e de Minas Gerais. O percurso expositivo aposta em uma narrativa acessível, pensada para dialogar tanto com visitantes de fora da capital quanto com o público local, sem abrir mão do rigor histórico.
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Inaugurado em 1955, o Palácio foi projetado como residência oficial dos governadores mineiros e, durante muitos anos, permaneceu como um espaço de acesso limitado. Esse período é revisitado na exposição por meio de documentos, imagens e textos curatoriais que ajudam a compreender o contexto político, social e arquitetônico de sua construção, além dos significados simbólicos que o edifício assumiu ao longo das décadas.
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Ao longo do percurso, o visitante é convidado a refletir sobre as mudanças na relação entre poder, cidade e espaço público, bem como sobre os processos que levaram à transformação do Palácio em um equipamento cultural, turístico e de lazer. Em vez de seguir apenas uma cronologia linear, a exposição constrói conexões entre passado e presente, estimulando uma leitura crítica sobre o uso e a apropriação dos espaços públicos.
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A cenografia valoriza o próprio edifício como parte central da narrativa. A arquitetura modernista, a implantação aos pés da Serra do Curral e a inserção do Palácio em uma área de proteção ambiental são apresentados como elementos fundamentais para a compreensão de sua importância histórica e cultural. Assim, o Palácio deixa de ser apenas o local que abriga a exposição e passa a ocupar o papel de principal objeto expositivo.
 
Parque do Palácio. Quarta a sexta-feira, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 9h às 18h. Café Magri: quarta a sexta-feira, das 10h às 18h; sábado e domingo, das 9h às 18h. Botânico: quinta e sexta-feira, das 18h às 22h; sábado e domingo, das 9h às 18h. Rua Djalma Guimarães, 161, Portaria 2. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Entrada gratuita Codemge às quartas, quintas e sextas-feiras, mediante retirada pelo Sympla. 
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