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FAFAN recebe propostas de artistas LGBTQIAPN+ para edição presencial

Com foco em artes cênicas, música, literatura e audiovisual, evento seleciona obras e ações formativas para 2026

Da redação
As inscrições ficam abertas o dia 20 de janeiro e podem ser feitas online - Foto: Mateus Santos/Divulgação
O FAFAN – Festival de Arte Fancha chega à sua 2ª edição e, pela primeira vez, será realizado em formato presencial. Idealizado pela Coletiva Fanchecléticas em parceria com a Associação Artes Sapas, o festival abre inscrições para artistas LGBTQIAPN+ de Belo Horizonte e região metropolitana interessados em integrar a programação deste ano.
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Podem se inscrever artistas a partir de 18 anos, atuantes nas áreas de artes cênicas, música, literatura e audiovisual. As inscrições ficam abertas até 23h59 do dia 20 de janeiro e devem ser realizadas exclusivamente por formulário digital, disponível no Instagram @fanchecleticas e no site das Fanchecléticas. A programação presencial do festival está prevista para acontecer em março.
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“Chegar a esta primeira edição presencial é o amadurecimento desse caminho coletivo. Depois de cinco anos, finalmente concretizamos o que em 2021, durante a pandemia, era apenas um desejo: o olho no olho e contato físico”, celebra Éle Fernandes, que assina a coordenação de curadoria ao lado de integrantes das duas instituições realizadoras.
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Nesta edição, o FAFAN pretende reunir 16 trabalhos artísticos e duas ações formativas, a partir do conceito de Colheita, que orienta a curadoria. “Para nós, o ato de colher significa também reconhecer os caminhos que percorremos. Nossas criações dialogam com linhagens que vieram antes de nós. Artistas, coletivas, corpas, corpos, movimentos que prepararam o solo para que pudéssemos arar. Nosso festival propõe que essas memórias sejam criadas, revisitadas, reimaginadas e atualizadas em obras que tragam a força de quem semeou antes o futuro ancestral”, acrescenta Éle Fernandes.
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No segmento de artes cênicas, podem ser inscritas propostas de teatro, dança, circo ou performance, com duração entre 45 e 120 minutos. Na linguagem do audiovisual, o edital aceita curtas-metragens e documentários finalizados em 2023, 2024 ou 2025, com até 25 minutos, em todos os gêneros, exceto filmes publicitários, institucionais, seriados e videoclipes.
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Já na área de literatura, a curadoria irá considerar propostas como saraus, narração artística, contação de histórias e outras performances literárias, com duração entre 15 e 40 minutos. Para a modalidade musical, serão selecionados trabalhos ao vivo, em formato de pocket show, com apresentações entre 20 e 40 minutos. Também poderão ser inscritas oficinas com duração mínima de duas horas, desde que dialoguem direta ou transversalmente com o conceito de Colheita.
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Cada artista, coletivo ou grupo poderá inscrever até duas propostas, desde que em linguagens distintas. Para cada trabalho selecionado, será oferecido cachê — conforme valores definidos em edital — incluindo transporte, alimentação e equipe técnica.
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O FAFAN se propõe como um espaço de afirmação política e artística para corpos dissidentes no campo cultural. “A cada ano que passa, o FAFAN se afirma como um espaço de luta ao compreender a arte não apenas como um produto, mas como prática política e ferramenta de transformação social. Para nós, a luta se manifesta na escolha de quem ocupa o centro da curadoria, afirmando corpas dissidentes e narrativas silenciadas que escapam às lógicas hegemônicas de produção cultural. O festival é, essencialmente, um território de confronto simbólico onde o ato de produzir e ocupar o espaço enquanto pessoas LGBTQIAPN já se configura como uma forma de resiliência e insurgência”, conclui Éle Fernandes.

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