A programação inclui o ciclo de debates Territórios do Samba, shows da Orquestra Cabaré, apresentações do bloco Coisas da Rita, do cantor Fabinho do Terreiro e encontros com mestres de bateria de escolas de samba de Belo Horizonte. O espaço conta ainda com área kids e estrutura voltada para receber famílias ao longo de todo o dia.
. No período da manhã, das 10h às 13h, o Territórios do Samba propõe uma reflexão sobre o carnaval belo-horizontino, hoje consolidado como um dos maiores do país. Os debates abordam temas como “O carnaval é de quem?”, “Moda e tendências no carnaval”, “Parcerias – carnaval em movimento”, “Samba, rua e resistência”, “Criando conceito”, “Economia criativa” e “Descentralização e valorização”. A proposta é discutir os caminhos da festa a partir de seus territórios, práticas culturais e dimensões econômicas.
. Durante os dois dias, o público também poderá circular pelo Circuito Gastronômico de Favelas, que reúne cozinheiros de dez comunidades de Belo Horizonte. O cardápio inclui feijoada, peixe frito, pastéis, pratos à base de carne suína, tortas artesanais e releituras da cozinha mineira e quilombola, muitas delas inspiradas em receitas familiares transmitidas entre gerações.
. A programação artística começa ao meio-dia, com DJ, bandas e blocos. No sábado, a Orquestra Cabaré recebe o bloco Coisas da Rita e o cantor Fabinho do Terreiro. Criado em homenagem a Rita Lee, o bloco apresenta um repertório que reúne sucessos da artista e canções de parceiros e influências como Beatles, Mutantes, Gal Costa e Secos e Molhados, sob o comando da cantora Ana Rodrigues.
. No domingo, a Orquestra Cabaré retorna ao palco em um encontro com mestres das baterias das principais escolas de samba da capital, novamente ao lado de Fabinho do Terreiro. Sob a condução de um coletivo de artistas da cena musical mineira — entre eles Manu Dias, Raquel Coutinho, Fernando Bento e Thiago Delegado —, a apresentação percorre desde o clássico “Oh, abre alas”, de Chiquinha Gonzaga, até marchinhas e sucessos das décadas de 1930 a 1950, como “Mamãe eu quero”, “Touradas em Madrid” e “Allah-la-ô”, além de composições autorais dos artistas envolvidos.
. O evento marca o encerramento do ciclo de oficinas do projeto Oficinas e Circuito de Arte Digital – Ano II, iniciativa da Casulo Cidadania, com patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais (Leic). Ao longo do segundo ano, o projeto atendeu 120 jovens periféricos, conectando educação, tecnologia e prática criativa em diálogo com os territórios da cidade.
. Para a coordenadora do projeto, Danusa Carvalho, o encerramento sintetiza o percurso construído ao longo das oficinas. “Finalizar esse processo com um evento aberto, diverso e gratuito é reafirmar o sentido do projeto. É um convite para que o público participe, leve a família, aproveite o dia, almoce no local e celebre a cultura, o samba e os sabores das favelas de Belo Horizonte. Viva o
Carnaval!, afirma.”
Viva o Carnaval. 24 e 25 de janeiro de 2026 (sábado e domingo), das 10h às 20h, Mercado da Lagoinha (Rua Formiga, 140 – Lagoinha – Belo Horizonte). Entrada gratuita.