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Concerto da Orquestra Sinfônica de MG destaca protagonismo feminino

Apresentação no Palácio das Artes integra a série Concertos da Liberdade e será regida pela maestra convidada Priscila Bomfim

Da redação
Maestra Priscila Bomfim - Foto: Ana Clara Miranda/Divulgação
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) apresenta, nesta quarta-feira (11), às 20h, um concerto dedicado a grandes obras do repertório sinfônico. Sob regência da maestra convidada Priscila Bomfim, o programa integra a série Concertos da Liberdade e será realizado no Grande Teatro Cemig do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Os ingressos custam R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada) e podem ser adquiridos na bilheteria do Palácio das Artes ou pela plataforma Sympla.
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O destaque da noite é “Romeu e Julieta – Abertura-Fantasia”, do compositor russo Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840–1893), obra inspirada na tragédia de William Shakespeare. A composição traduz em linguagem sinfônica os conflitos e a intensidade dramática da história, alternando momentos de serenidade, confronto e paixão.
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Em celebração ao mês das mulheres, o concerto se inicia com “Abertura”, da compositora polonesa Gra%u017Cyna Bacewicz (1909–1969), cuja escrita é marcada por energia e virtuosismo técnico. Na sequência, será apresentada a “Sinfonia Concertante em Si bemol Maior”, do austríaco Joseph Haydn (1732–1809), obra que estabelece um diálogo entre a orquestra e instrumentos solistas.
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A interpretação contará com o quarteto formado por musicistas da OSMG — Karine Oliveira (violino), Juliana Santos (fagote) e Talita Capra (oboé) — e pela solista convidada Elise Pittenger (violoncelo). O programa inclui ainda “O Capricho Espanhol”, do russo Nikolai Rimsky-Korsakov (1844–1908), composição conhecida pelo uso de ritmos vibrantes inspirados na tradição espanhola e pela valorização do virtuosismo individual dos músicos.
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O concerto será encerrado com a execução de “Romeu e Julieta – Abertura-Fantasia”, em que Tchaikovsky transforma em música elementos centrais da narrativa de Shakespeare, como a serenidade religiosa associada ao Frei Lourenço, os conflitos entre as famílias Capuleto e Montéquio e a intensidade trágica do amor entre os protagonistas.
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Segundo a regente, o programa foi concebido para valorizar a riqueza do repertório sinfônico e destacar o protagonismo feminino no concerto. “A apresentação evidencia o brilhantismo técnico da OSMG e, dentro da celebração destas grandes obras, o protagonismo feminino emerge como um fio condutor essencial. Essa centralidade das mulheres é revelada na liderança da regência, na força da composição de Bacewicz, no solismo das instrumentistas e como fonte de inspiração para as obras. O encontro une a reafirmação do espaço da mulher na música à monumentalidade de um repertório que se mantém vigoroso, independentemente do tempo”, afirma. 
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Maestra Priscila Bomfim

Natural de Braga, em Portugal, Priscila Bomfim construiu uma trajetória marcada pelo pioneirismo no cenário musical brasileiro. Ela se tornou a primeira mulher a reger em uma temporada oficial de ópera do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
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Com formação acadêmica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde se graduou com honras e obteve os títulos de mestre em piano e bacharel em regência orquestral, a maestra atua tanto em grandes produções líricas quanto em projetos de impacto social. Entre eles está a regência da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada exclusivamente por alunas da rede pública do Rio de Janeiro.
 
Concertos da Liberdade – "Romeu e Julieta", de Tchaikovsky
Data: 11 de março de 2026 (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro – Belo Horizonte)
Classificação indicativa: 10 anos 

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