A cerimônia também marcou o lançamento do projeto “Memórias da Capoeira em Minas Gerais: a Voz dos Mestres e das Mestras", voltado à preservação e difusão da prática, reconhecida como Patrimônio Cultural Brasileiro.
. As intervenções no galpão, que somaram mais de R$ 700 mil, incluíram melhorias na cobertura, pintura, forro e estrutura. Com isso, o local passa a contar com auditório, áreas para exposições e um laboratório de conservação e restauração.
. A reabertura integra um conjunto mais amplo de ações previstas para o imóvel. “A Casa do Conde também vai passar por um restauro, num processo que pretende fortalecer o eixo cultural que vai do Iphan até a Praça da Estação”, afirmou o diretor do Departamento de Ações Estratégicas e Intersetoriais do Iphan, Daniel Sombra. Segundo ele, o espaço foi preparado para receber atividades diversas, tanto do próprio instituto quanto de instituições parceiras.
. A superintendente Maria do Carmo Lara Perpétuo destacou o caráter simbólico da reinauguração e a destinação do espaço para a cultura. Ela ressaltou que o galpão “volta a cumprir sua função pública após período de inatividade e que sua ocupação poderá ser muito bem aproveitada, sobretudo, pelas expressões culturais e ao patrimônio imaterial”. Para ela, trata-se de um espaço necessário para encontros, articulações e fortalecimento da cultura em Minas, contribuindo para a construção da cidadania e da identidade cultural.
. “Memórias da Capoeira em Minas Gerais: a Voz dos Mestres e das Mestras"
O projeto lançado durante o evento reúne 25 registros audiovisuais sobre mestres e mestras da capoeira em diferentes regiões mineiras. O material foi produzido em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Coletivo de Salvaguarda da Capoeira no estado, com base em metodologias de história oral e abordagem etnográfica.
. Os conteúdos estão disponíveis na plataforma do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) e buscam ampliar a visibilidade da capoeira, presente em mais de 400 municípios de Minas.
. Representando os mestres e mestras, a Mestra Codorna, Semíramis Maloni Marques Ribeiro, destacou a relevância da iniciativa, especialmente para dar visibilidade às mulheres na capoeira. “Esse projeto foi de extrema importância, principalmente para as vozes das mulheres na capoeira”, afirmou, ressaltando a importância de que novas histórias continuem sendo registradas e compartilhadas.
. Também presente, o mestre Edson Moreira da Silva (Mestre Primo) pontuou o papel da organização coletiva e das políticas públicas para o fortalecimento da capoeira. Em sua fala, mencionou o avanço de iniciativas como inventários e fóruns de discussão, fundamentais para ampliar o reconhecimento e a valorização da prática no estado.
. Patrimônio e uso cultural
Com a reabertura do galpão, o espaço avança na proposta de se consolidar como Casa do Patrimônio, voltada à difusão cultural e à preservação de bens materiais e imateriais.
A Casa do Conde também deverá passar por obras de conservação e restauração, ainda em fase de elaboração.
Em Minas Gerais, o Novo PAC prevê cerca de 70 ações voltadas ao patrimônio cultural, com investimentos estimados em R$ 300 milhões.
*com informações do Iphan