A iniciativa é viabilizada, entre outras fontes, por recursos provenientes da comercialização dos jogos RASPADINHA® e Trem das 11, operados em Minas Gerais pelo Consórcio Mineira da Sorte Loteria (CMSL). Criado em 1988 pela educadora Soraya Ferreira, o projeto ocupa atualmente um imóvel concedido pela Loteria Mineira.
. Hoje, o Arte Miúda atende gratuitamente mais de 200 alunos, entre crianças, jovens e adultos, oferecendo aulas de Musicalização para bebês, Teoria Musical, Flauta Doce, Flauta Transversal, Violino, Viola, Violoncelo, Baixo e Violão. As atividades começam ainda na primeira infância, com turmas para bebês a partir de um ano de idade.
. “O Arte Miúda nasceu como uma pequena Escola de Artes Integradas que reunia música, artes plásticas, artes cênicas e balé para crianças pequenas. Naquela época, cada aluno trazia uma flauta doce e uma almofada que, somadas ao piano que levei da minha casa, deram início à escola. Nosso objetivo continua o mesmo: contribuir para a formação de seres humanos mais sensíveis e realizados”, relembra Soraya.
. Atualmente, o trabalho se organiza em quatro frentes: Arte Miúda Diamantina, Arte Miúda no Vale do Jequitinhonha, Arte Miúda em Moçambique e Arte Miúda na Vila Educacional das Meninas. Este último núcleo, o mais recente, atua na proteção e no desenvolvimento de meninas em situação de vulnerabilidade social, funcionando como alternativa de contraturno escolar e apoio às famílias.
. No Vale do Jequitinhonha, o projeto também se tornou espaço de formação e continuidade para ex-alunos. Professora de flauta doce no núcleo regional e mestranda em História Social pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Anabela Cristina Lisboa iniciou sua trajetória no próprio Arte Miúda.
. “Já diziam os bons: ‘A arte existe porque a vida não basta’. Compartilho desse sentimento há quatro anos como professora do Arte Miúda. Essa mesma força que me move a cantar, também me impulsionou a buscar uma segunda formação. Pude celebrar com meus alunos mais um Natal encantado e, junto dele, a conclusão da minha graduação em Pedagogia.”
A ocupação de novas vagas ocorre por meio de ensaios abertos realizados em escolas municipais e estaduais. A proposta é despertar o interesse de crianças e adolescentes pela música e pelas atividades artísticas. Em Diamantina, as inscrições para o projeto principal costumam ocorrer no mês de dezembro. Nos demais núcleos, as vagas são abertas de acordo com a demanda observada por professores e monitores.