Revista Encontro

Gratuito

Sérgio Rodrigues debate escrita na era da inteligência artificial

Escritor e jornalista participa do Divinas Conversas, no dia 19 de março, em BH

Da redação
O escritor e jornalista Sérgio Rodrigues - Foto: Alexandre Sant'Anna/Divulgação
Em um cenário marcado pelo avanço de ferramentas capazes de produzir textos, imitar estilos e automatizar processos criativos, refletir sobre o papel da escrita como expressão humana ganha novos contornos. Esse será o ponto de partida da primeira edição de 2026 do projeto Divinas Conversas, promovido pela Fundação Torino, que neste ano celebra uma década de realização.
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O encontro acontece no dia 19 de março, às 19h30, na sede da instituição, em Belo Horizonte, e terá como convidado o escritor e jornalista Sérgio Rodrigues. A participação é gratuita e aberta à comunidade escolar e ao público em geral.
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A proposta da conversa é discutir os desafios da escrita criativa diante da expansão da inteligência artificial, abordando não apenas aspectos técnicos do fazer literário, mas também suas implicações éticas, políticas e subjetivas. O debate parte da ideia de que escrever envolve experiências, repertórios e escolhas individuais que extrapolam a lógica automatizada dos algoritmos.
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Autor do livro “Escrever é humano – Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs”, publicado pela Companhia das Letras, Sérgio Rodrigues defende que, apesar da praticidade oferecida pelas novas tecnologias, a criação literária permanece ligada à autoria e à experiência pessoal.
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“Escrever dá trabalho, e é muito grande a tentação de pegar o atalho oferecido pela IA. No caso de tarefas textuais mais burocráticas, isso pode ser útil, mas para escrever criativamente não serve. Ou você escreve suas próprias palavras ou não é mais o autor, simples assim”, pontua.
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Durante o encontro, o escritor também deve abordar os impactos cognitivos do uso excessivo de ferramentas automatizadas na leitura e na escrita, destacando a importância da prática contínua como exercício intelectual.
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“Nunca percam a capacidade de escrever seus próprios textos, palavra por palavra, nem a de ler com seus próprios olhos, linha por linha. Se acharem boa ideia usar prompts e ler resumos feitos pela IA, vão em frente. Mas cuidado com a neuroplasticidade, com a capacidade que tem o cérebro humano de esquecer as conexões que não usa mais”, defende.
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Sérgio Rodrigues 

Natural de Muriaé (MG) e radicado no Rio de Janeiro, Sérgio Rodrigues é autor de obras de ficção como “O drible (2013)”, eleito livro do ano no Prêmio Portugal Telecom — atual Oceanos —, e “A vida futura” (2022), finalista do Prêmio Jabuti. Na não ficção, publicou “Viva a língua brasileira!” (2016) e organizou a antologia “Cartas brasileiras” (2017). Desde 2016, mantém coluna semanal sobre língua e linguagem no jornal Folha de S. Paulo, além de ter obras publicadas em países como França, Espanha, Portugal e Estados Unidos.
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Serviço:  
Divinas Conversas – “Escrever é humano – Como dar vida à sua escrita em tempo de robôs” 
Convidado: Sérgio Rodrigues, escritor e jornalista 
Mediação: Rogério Faria Tavares (curador do Divinas Conversas)  
Data: 19 de março (quinta-feira)  
Horário: 19h30  
Local: Fundação Torino – Rua Jornalista Djalma Andrade, 1300, Belvedere
Entrada gratuita  
Inscrições neste link
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