O resultado supera o recorde anterior, de 2016, quando a universidade havia registrado 92 pedidos e liderado o ranking nacional de instituições depositantes de patentes de invenção. O levantamento do INPI considera não apenas universidades e centros de pesquisa, mas também empresas e indústrias.
. Os números refletem o avanço contínuo da UFMG na produção científica e tecnológica em diferentes áreas do conhecimento. Além dos depósitos de patentes, a instituição também atuou, em 2025, na proteção de 55 registros de software, 54 registros de marca, sete registros de desenho industrial e sete registros de know-how.
. Os dados fazem parte do balanço anual da Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT), responsável por organizar e impulsionar o processo de transformação de pesquisas acadêmicas em produtos, processos e serviços que chegam à sociedade. O órgão atua como Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da universidade e contribui para o fortalecimento do Sistema Nacional de Inovação (SNI).
. Criada em 1997, a CTIT manteve sua sigla mesmo após a padronização nacional dos NITs, estabelecida entre 2016 e 2018 por meio do Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação. Segundo a universidade, a decisão levou em conta o reconhecimento já consolidado do órgão como uma das estruturas mais avançadas do país na área.
. Colaboração nacional
Além de sua atuação interna, a CTIT tem colaborado com o governo federal na formulação de políticas públicas voltadas à inovação. Recentemente, o órgão participou da concepção do programa “Acelera NIT Brasil”, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) voltada ao fortalecimento de núcleos de inovação tecnológica em instituições de ensino superior.
. Lançado em 2025, o programa conta com cerca de R$ 4 milhões em recursos e prevê apoio a até 20 NITs, por meio de trilhas de aceleração, consultorias e aporte financeiro direto. No primeiro ciclo, foram selecionados 20 núcleos — oito nascentes, oito intermediários e quatro consolidados — para participar da iniciativa.
. A procura superou as expectativas: o número de candidaturas foi mais que o triplo do previsto em edital, o que abriu caminho para novas rodadas de seleção e acompanhamento.
“No programa, buscamos compartilhar com os outros NITs as dificuldades que tivemos no início de nossa trajetória, para que eles possam progredir sem precisar repetir os nossos erros”, explica Gilberto Medeiros, professor do Instituto de Ciências Exatas (ICEx) e diretor da CTIT.
Ao longo da última década, a UFMG se manteve entre as cinco maiores depositantes de patentes do Brasil. Tradicionalmente, instituições de ensino e pesquisa — especialmente públicas — dominam as primeiras posições do ranking. Nos últimos anos, no entanto, o cenário vem se diversificando, com o avanço de multinacionais que operam no país, como a Stellantis, e o fortalecimento da Petrobras, que ampliou seus investimentos em pesquisa.