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Companhia Nacional da Ópera de Pequim se apresenta em Belo Horizonte

Companhia chinesa traz ao Minascentro o espetáculo "A Lenda da Serpente Branca", combinando música, dança, acrobacia e artes marciais

Da redação
A montagem apresentada na capital mineira adapta uma das histórias mais populares do folclore chinês - Foto: Lu Chunlai/Divulgação
A Companhia Nacional da Ópera de Pequim desembarca no Brasil neste mês para uma turnê que integra as comemorações do “Ano Cultural Brasil-China 2026”. Considerada uma das principais representantes da tradição teatral chinesa, a companhia passará por Belo Horizonte, Salvador, São Paulo e Brasília com dois clássicos do repertório: “A Lenda da Serpente Branca” e “As Mulheres Generais da Família Yang”. 
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Na capital mineira, o público poderá assistir ao espetáculo “A Lenda da Serpente Branca” neste sábado (16), em duas sessões, às 15h30 e às 20h30, no Grande Teatro do Minascentro.
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Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a Ópera de Pequim — chamada na China de Jingju — reúne elementos de música, teatro, dança, acrobacia e artes marciais em uma linguagem cênica marcada pela estilização dos movimentos e pela força visual. As apresentações contam ainda com uma orquestra tradicional chinesa, formada por instrumentos típicos como o erhu, de cordas, e o suona, de sopro.
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A montagem apresentada em Belo Horizonte adapta uma das histórias mais populares do folclore chinês. A trama acompanha a Dama Branca, espírito de uma serpente que assume forma humana e se apaixona pelo jovem Xu Xian após um encontro às margens do Lago Ocidental. O relacionamento, no entanto, enfrenta a oposição do monge Fahai, que considera a união entre um humano e um espírito uma afronta às leis naturais.
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Além da narrativa romântica e sobrenatural, a produção chama atenção pelo trabalho visual e coreográfico. Figurinos elaborados, maquiagem estilizada e adereços simbólicos fazem parte de um sistema de códigos cênicos desenvolvido ao longo de séculos dentro da tradição da Ópera de Pequim. Espadas, leques e lenços ajudam a construir os personagens e reforçam os movimentos executados pelos intérpretes em cena.
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O espetáculo já passou por diversos países e acumula elogios da crítica internacional. Em texto publicado pelo jornal britânico The Guardian, a experiência foi descrita como “a formidável coordenação e energia de um complicado número acrobático chinês”, enquanto o periódico observou que “há poucas coisas comparáveis a ela no Ocidente”. Já o The Times destacou que “na Ópera de Pequim, o refinamento da alta arte encontra a diversão da arte popular, com movimentos estilizados, humor e ação em uma explosão de entretenimento”.
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Fundada em 1955 e vinculada ao Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China, a Companhia Nacional da Ópera de Pequim foi presidida inicialmente por Mei Lanfang, considerado um dos maiores nomes da história da arte chinesa. Atualmente, o grupo reúne artistas dedicados à preservação e renovação do gênero, mantendo um repertório com mais de 500 obras entre peças tradicionais, narrativas históricas e produções contemporâneas.
 
Serviço 
Espetáculo “A Lenda da Serpente Branca”
Dia 16 de maio, sábado, às 15h30 e 20h30 
BeFly Minascentro (Av. Augusto de Lima, 785 – Centro)
Ingressos: a partir de R$ 50
 Vendas: site da Dellarte e na bilheteria do teatro  

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