Batizada de “Especial Studio Ghibli: Paisagens da Fantasia”, a mostra reúne títulos dirigidos por nomes como Hayao Miyazaki e Isao Takahata, incluindo clássicos como “O Castelo no Céu” (1986), “Meu Amigo Totoro” (1988), “Princesa Mononoke” (1997), “A Viagem de Chihiro” (2001) e “O Conto da Princesa Kaguya” (2013).
. Fundado em 1985, após o sucesso de “Nausicaä do Vale do Vento” (1984), o Studio Ghibli tornou-se uma das principais referências mundiais em animação. Ao longo de sua história, a produtora acumulou reconhecimento internacional com filmes premiados e de grande sucesso de público. Entre eles estão “A Viagem de Chihiro”, vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim e do Oscar de Melhor Filme de Animação, e “O Menino e a Garça”, que também conquistou a estatueta da Academia em 2024.
. A programação inclui obras produzidas ainda antes da criação oficial do estúdio, como “Nausicaä do Vale do Vento”, além de títulos marcantes como “O Serviço de Entregas de Kiki” (1989), “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (2008), “Vidas ao Vento” (2013) e “O Castelo Animado” (2004).
. Segundo o gerente de Cinema da Fundação Clóvis Salgado e curador da mostra, Vitor Miranda, a popularização internacional das animações do Studio Ghibli está relacionada à combinação entre estética singular e narrativas que abordam diferentes camadas de leitura.
. “O cinema animado japonês, por meio do sucesso comercial dos filmes produzidos pelo Studio Ghibli, popularizou no Ocidente a singularidade estética e narrativa em um registro muito inovador, sendo tão importante e popular quanto os estúdios Disney, por exemplo. As obras discutem temas complexos que refletem desde os conflitos e características específicas da sociedade japonesa, por exemplo em relação ao uso da tecnologia e à exploração da natureza, até temáticas mais universais sobre amizade, infância, adolescência, memória, universo onírico e outras. Talvez esse seja um fator determinante para sua grande aceitação ao redor do mundo”, pontua.
. Além dos títulos mais conhecidos, a curadoria também destaca produções que ajudaram a construir a identidade artística do estúdio ao longo das décadas, como “Eu Posso Ouvir o Oceano” (1993), “O Reino dos Gatos” (2002), “Da Colina Kokuriko” (2011) e “As Memórias de Marnie” (2014).
. Para Vitor Miranda, a seleção busca evidenciar a continuidade e a renovação da linguagem desenvolvida pelo estúdio japonês. “Essa produtora consolidou uma linguagem própria e inconfundível, marcada pela atenção minuciosa aos gestos do dia a dia e por uma relação particular com o tempo e o espaço. Nos filmes, convivem o íntimo e o grandioso, o cotidiano e o extraordinário, o visível e o invisível. E isso não está restrito apenas aos trabalhos mais conhecidos, que é o que queremos mostrar: obras como ‘Eu Posso Ouvir o Oceano’ (1993), do Tomomi Mochizuki; ‘O Reino dos Gatos’ (2002), do Hiroyuki Morita; ‘Da Colina Kokuriko’ (2011), do Gor%u014D Miyazaki; e ‘As Memórias de Marnie’ (2014), do Hiromasa Yonebayashi, demonstram como essa produção marcada pela fluidez autoral e pela inscrição cultural do Japão foi sendo passada, geração após geração, para outros cineastas e para o público, que terá a oportunidade de conferir toda essa trajetória na tela do cinema”, enaltece Vitor.
Todas as sessões da mostra têm entrada gratuita no Cine Humberto Mauro.
Mostra “Especial Studio Ghibli: Paisagens da Fantasia”
Datas: 11 a 26 de junho
Horários: Variáveis
Local: Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1537, Centro)