Revista Encontro

Agenda

Festa da Luz chega à 5ª edição e ocupa o hipercentro de BH

Com tema voltado à América Latina, evento promove intervenções urbanas, shows e atividades formativas gratuitas.

Da redação
Ao todo, o festival vai apresentar 12 instalações artísticas, uma mostra latino-americana de videomapping, apresentações musicais, performances itinerantes e uma agenda de encontros e oficinas - Foto: Isis Medeiros/Divulgação
O hipercentro de Belo Horizonte volta a se transformar em uma grande galeria a céu aberto entre os dias quinta-feira (25) e domingo (28), quando acontece a quinta edição da Festa da Luz. Neste ano, o festival adota o tema “O Brasil é América Latina” e propõe uma reflexão sobre as conexões culturais, históricas e artísticas que aproximam o país dos demais territórios latino-americanos.
.
Com entrada gratuita, a programação reúne instalações artísticas, videomapping, música, performances, debates e atividades formativas distribuídas por diferentes pontos da região central da capital. Ruas, praças, monumentos e edifícios históricos tornam-se suporte para obras que exploram temas como ancestralidade, tecnologia, território, espiritualidade, memória e participação do público.
.

A edição de 2026 amplia a ocupação do centro da cidade, levando intervenções para locais como o Parque Municipal, Praça Rui Barbosa, Praça da Estação, Rua Sapucaí, Viaduto Santa Tereza e Museu de Artes e Ofícios. Ao todo, o festival apresenta 12 instalações artísticas, uma mostra latino-americana de videomapping, apresentações musicais, performances itinerantes e uma agenda de encontros e oficinas.
.

Segundo Juliana Flores, diretora artística da Festa da Luz, a proposta desta edição é fortalecer o diálogo do festival com a produção cultural latino-americana. “A quinta edição da Festa da Luz chega com o propósito de afirmar que o Brasil, e especificamente Belo Horizonte, é América Latina. Propomos uma reflexão sobre o que significa ser latino a partir do nosso território. Nosso intuito não é definir uma identidade latina — o que consideramos redutivo, mas celebrar o que somos, explorando as conexões e as singularidades que nos unem e nos distinguem. Como um festival de arte pública e multilinguagens, desejamos não apenas falar sobre a América Latina, mas dialogar diretamente com ela”, comenta.
.

Entre os destaques da programação estão as esculturas infláveis monumentais “Filhos do Sopro”, da artista brasileira-mexicana Fefê Talavera. Inspiradas nos alebrijes mexicanos, as obras ocuparão a Praça Fuad Noman, os edifícios Sulacap e Sulamérica e o Viaduto Santa Tereza, criando um percurso marcado por elementos de fantasia, ancestralidade e imaginação.
.

Na Rua Sapucaí, o artista mexicano Ocote apresenta “TolTech”, instalação que aproxima referências da cultura tolteca de linguagens digitais contemporâneas. Também na região, Luiz Carlos Oliveira assina “Planta Baixa: o lúdico arquitetado”, videogame interativo projetado sobre a fachada da antiga Rede Ferroviária, permitindo que os visitantes participem da construção de uma cidade-jardim digital.
.

O Parque Municipal concentra outra parte importante das intervenções. O espaço recebe obras como “Pedras de Duwid ou Boca de Marte”, do artista indígena Gustavo Caboco, uma instalação inédita na água criada pela artista paraense Roberta Carvalho e a obra “Dance Flowers”, do coletivo francês Spectaculaires.
.

Na Praça Rui Barbosa, Rafael Ski apresenta “Céu em Nós”, painel interativo de LED que reage à presença dos visitantes por meio de câmeras e sensores, transformando seus movimentos em jardins digitais projetados em tempo real.
.

Já a fachada do Edifício Chagas Dória recebe “ECO”, instalação criada por Rafael Maia, Flávia Péret e Gabriel Figueiredo a partir de referências gráficas coletadas em diferentes países da América Latina. A obra propõe reflexões sobre identidade, pertencimento e linguagem compartilhada entre os povos do continente.
.

Outro destaque é a Mostra Latino-Americana de Videomapping, realizada na fachada do Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação. Com curadoria da SSA Mapping, a programação reúne artistas do Brasil, Bolívia, Colômbia, Guatemala e Uruguai em apresentações previstas para quinta e sexta-feira.
.

A música também ocupa papel central na programação. O projeto Rádio Améfrica, com curadoria da DJ e pesquisadora Jeiza Fernandes, leva ao Baixio do Viaduto Santa Tereza apresentações de artistas e DJs ligados a sonoridades latino-americanas e afro-diaspóricas.
.

No fim de semana, o projeto MUMA – Música e Mapping retorna à Praça da Estação promovendo encontros entre músicos e artistas visuais. Entre os convidados estão Tamara Franklin, Célia Sampaio, Bloco Swing Safado, Claudia Manzo, Orquestra Atípica de Lhamas e Academia da Berlinda, acompanhados por projeções realizadas ao vivo.
.

A programação inclui ainda performances itinerantes como o Trovão Tropical, projeto de videomapping móvel conduzido por VJ Flora Rodrigues e VJ Bug, além de atrações como Circo Gamarra, Siriara e WIGokê. A abertura oficial será realizada pelo grupo Ori Samba, da Lagoinha.
.

Na sexta-feira (26), o Viaduto Santa Tereza recebe mais uma edição do Duelo de MCs, com batalhas de rima, graffiti e show de Max B.O. Já no domingo (28), o Boi Livre BH percorre o circuito do festival, levando manifestações da cultura popular para o centro da cidade.
.

Além das atrações artísticas, a Festa da Luz promove uma programação formativa no Espaço Cemig. A agenda inclui encontros sobre produção audiovisual, debates sobre cultura e economia criativa, discussões sobre arte e inteligência artificial e uma oficina conduzida pelo coletivo Gambiologia para a construção de luminárias inspiradas nos arcos de Santa Tereza.
.

Patrocinadora exclusiva do evento, a Cemig destaca o impacto da iniciativa na ocupação cultural dos espaços urbanos. Para a Cemig, como a maior incentivadora da cultura de Minas Gerais, é uma alegria estar, novamente, ao lado da Festa da Luz, patrocinando essa iniciativa que, a cada ano, apresenta novas atrações e encanta o público que passa pelo centro da capital mineira.  Ruas, praças, edifícios e tantas outras estruturas urbanas ganham novas funcionalidades na cidade, permitindo uma aproximação das pessoas com a arte”, afirmou a diretora de Comunicação e Marketing da empresa, Cristiana Kumaira.
 
Serviço
Festa da Luz 2026 – 5ª edição
Data: 25 a 28 de junho de 2026
Horário: 18h às 23h
Local: Hipercentro de Belo Horizonte
Entrada gratuita
Informações e programação completa: @festadaluz.art 

.