Criado em 2012, o FESTIM tem como proposta difundir as linguagens do teatro em miniatura e do teatro lambe-lambe, aproximando o público de produções tradicionais e contemporâneas. Ao longo de sua trajetória, o festival já realizou mais de 500 apresentações de cerca de 300 espetáculos nacionais e internacionais, além de atividades formativas que capacitaram aproximadamente mil pessoas.
. Com produções de nove cidades brasileiras, a programação deste ano destaca a diversidade estética e o diálogo entre a tradição do teatro de bonecos e as novas possibilidades das formas animadas em pequenos formatos. Segundo a diretora de produção e curadora do festival, Iasmim Marques, a proposta busca valorizar experiências artísticas marcadas pela proximidade entre artista e espectador. “O público encontrará desde o teatro de bonecos popular de mamulengos até performances poéticas contemporâneas, como as intervenções ‘Sombras na Palma da Mão - Micropoéticas’ e ‘Sopros Poéticos’. O FESTIM não é um festival de teatro convencional; numa época dominada por estímulos grandiosos, o convite para espiar através de um visor e mergulhar em uma narrativa de poucos minutos é uma vivência direta, profunda e pouco usual de conexão entre arte e público, o que proporciona uma experiência singular”, comenta.
. A edição de 2026 também será marcada pela estreia de quatro produções de artistas mineiros: “Anjo do Lar”, de Mari Teixeira; “Margaridas”, de Bruno Godinho; “O Mundo em Flor”, de Ellen Velute; e “Sombras na Palma da Mão – Micropoéticas”, de Sandra Lane. Duas dessas montagens, “Margaridas” e “O Mundo em Flor”, foram desenvolvidas durante a Residência LAB – Laboratório de Criação de Micro Espetáculos, realizada em janeiro deste ano.
. Outro destaque é a participação da artista Denise Di Santos, de Salvador, uma das fundadoras do teatro lambe-lambe em 1989. Ao lado de Aline Busatto, ela apresenta o espetáculo “A Menina com a cadeira na cabeça e A Menina que vendia charutos”, que revisita memórias de infância da artista nas ruas da capital baiana e dialoga com a história de Ismine Lima, estudante do interior do Ceará.
. Para Iasmim Marques, o incentivo à criação e à circulação de novos trabalhos contribui para fortalecer o setor cultural. “Ao fomentar processos criativos, trocas artísticas e espaços de pesquisa, o FESTIM também fortalece o empreendedorismo criativo, especialmente por incentivar obras em formato solo e a formação de redes, ampliando a autonomia de artistas e grupos na criação e circulação de seus trabalhos”, destaca.
. Além da programação artística, o festival aposta em um modelo de experiência intimista que aproxima público e artistas. Os espetáculos de teatro lambe-lambe e teatro em miniatura costumam ter curta duração e permitem apresentações em espaços abertos e territórios descentralizados, ampliando o acesso às artes cênicas. “O aspecto intimista permite despertar um outro tipo de atenção. Por se tratar de uma experiência individualizada, ela não se mascara na aglomeração da plateia. São características que envolvem questões essenciais do nosso tempo histórico, como a velocidade do tempo em si, a inclusão e a qualidade de atenção”, pontua Iasmim.
. O FESTIM também reúne espetáculos voltados para diferentes faixas etárias e busca ampliar a participação das crianças nas atividades culturais. Para a organização, a formação de público passa pela valorização da infância como parte ativa dos processos artísticos. “Um espetáculo pode abordar temas complexos, e isso faz parte da genialidade do trabalho dos artistas. Utilizar a poética e a técnica para levar debates essenciais ao público é um dever de festivais como o FESTIM, porque enxergamos as crianças como parte ativa para a construção de pensamento na sociedade e nas artes”, afirma Tiago Almeida, diretor artístico e curador do Festival desde sua primeira edição.
. No campo formativo, o evento oferece quatro atividades. Entre elas estão a Oficina Bonecos em Miniatura, ministrada por Gustavo Campos Ed no sábado (13) e no domingo (14); a Oficina de Construção de Mini Rabeca, com Carlinhos Ferreira, nos dias 16 e 17 de junho; a Oficina Cenografias de Papel, destinada a crianças de 9 a 11 anos; e o Laboratório de Intercâmbio de Teatro em Miniatura, voltado para artistas e estudantes interessados na linguagem.
. Todas as atividades formativas serão realizadas na Aldeia Ponto de Cultura, no bairro Horto. As inscrições para as oficinas podem ser feitas pelo site do festival.
Para Tiago Almeida, a formação é uma das bases do projeto. “O contato com a manifestação artística, e neste caso específico com as produções em pequenos formatos, possibilita despertar nas pessoas o interesse criativo associado a capacitação, que, sem dúvida, são estímulos para a origem de produções que futuramente poderão ser acolhidas pelo Festival. Este forte eixo de formação sempre buscou impulsionar que novas gerações de artistas tenham acesso às técnicas e pesquisas para a disseminação dessa arte tão celebrada pelo FESTIM”, finaliza.
. Serviço
FESTIM - Festival de Teatro em Miniatura - 12ª Edição | Belo Horizonte
Realização: Grupo Girino
Data: 13 a 21 de junho
Locais: Aldeia Ponto de Cultura (Rua Silva Freire, nº 133, bairro Horto); Centro Cultural Venda Nova (Rua José Ferreira dos Santos, 184, Bairro Jardim dos Comerciários); Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado (Rua Ministro Hermenegildo de Barros, nº 904, bairro Itapoã); Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Avenida Afonso Pena, nº 1377, Centro) e Teatro Francisco Nunes (Avenida Afonso Pena, nº 1377, Centro)
Inscrições e programação completa no site do FESTIM