Revista Encontro

Para educadores

Inhotim promove formação sobre arte, educação e acervos

Programa Descentralizando o Acesso reúne pesquisadores e educadores de todo o país e marca os 20 anos do museu com debates e atividades formativas

Da redação
O programa reúne pesquisadores, curadores, professores e educadores de diferentes regiões do país - Foto: Brendon Campos/Divulgação
O Instituto Inhotim, em Brumadinho, realiza em 2026 a 14ª edição do programa Descentralizando o Acesso, iniciativa voltada à formação de professores e educadores. Neste ano, o projeto tem como tema "Aprender com os acervos: coleções contemporâneas e perguntas para o presente" e marca as comemorações pelos 20 anos do museu com uma reflexão sobre o papel das coleções de arte no mundo contemporâneo.
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Promovido pela Diretoria de Educação e Território do Inhotim em parceria com a Faculdade de Educação da UFMG, o programa reúne pesquisadores, curadores, professores e educadores de diferentes regiões do país para discutir temas relacionados à arte contemporânea, educação e pensamento crítico.
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Entre os participantes estão Júlia Rebouças, diretora artística do Inhotim; Wayne Modest, diretor de conteúdo do Wereldmuseum, da Holanda; Pollyana Quintella, curadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo; Clarissa Diniz, professora da Escola de Belas Artes da UFRJ; Guilherme Marcondes, do Departamento de Sociologia da mesma universidade; e Diane Lima, curadora do Pavilhão do Brasil na 61ª Bienal de Veneza.
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Ao longo da programação, os encontros abordarão temas como justiça epistêmica, representatividade, memória, artistas mulheres e as relações entre os acervos e as questões contemporâneas. A proposta é compreender as coleções de arte e o jardim botânico do Inhotim como espaços de debate e produção de conhecimento, para além da contemplação.
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O programa também busca refletir sobre os critérios que estruturam uma coleção e as transformações de sentido que esses conjuntos acumulam ao longo do tempo. A iniciativa integra professores da rede pública de ensino e prevê, como etapa final, a produção de uma publicação elaborada por educadores participantes.
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“Em diálogo com os 20 anos do Inhotim, nosso Programa de Educação e Território volta os olhos para o acervo do museu, entendendo as coleções não apenas como conjuntos de obras preservadas mas como estruturas públicas de debate. Projetos desta magnitude são o que diferencia um museu de um espaço meramente expositivo. O Inhotim sempre buscou responder às questões do presente e, nesta edição, faz isso olhando criticamente para sua própria coleção a partir desse conjunto de perguntas para o presente que impulsionam a investigação e a pesquisa dos professores e professoras participantes. Por isso o comissionamento é tão importante: é um gesto que reconhece, remunera e cria situações que favorecem a pesquisa de professores”, afirma João Paulo Andrade, gerente de Educação Continuada do Inhotim.
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A programação está dividida em quatro etapas. A primeira delas é um curso de extensão que teve início em maio e se estende até junho, com cinco encontros online e 300 vagas destinadas a professores e estudantes de licenciatura de todo o país. Com certificação da UFMG, a formação propõe reflexões sobre o papel dos acervos de museus na construção de conhecimento e de narrativas sobre o presente.
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Em seguida, o programa promove duas imersões pedagógicas presenciais no Inhotim, voltadas a professores da educação básica de Minas Gerais. As atividades incluem percursos mediados pelo acervo artístico e botânico, encontros com profissionais do museu e experiências de observação e interpretação crítica das obras.
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Entre agosto e outubro, serão realizadas visitas escolares ao Inhotim. A previsão é receber 100 grupos de estudantes da educação básica acompanhados pelos professores participantes da formação. As visitas foram concebidas como experiências investigativas, incentivando os estudantes a dialogar com as obras e construir interpretações próprias sobre arte, memória e contemporaneidade.

O percurso formativo será encerrado com uma residência editorial. Dez professores serão selecionados para desenvolver pesquisas inspiradas nas experiências vivenciadas ao longo do programa. O material produzido dará origem a uma publicação prevista para outubro, reunindo metodologias, reflexões e práticas educativas desenvolvidas durante a iniciativa.

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