Em cartaz desde 2019, a montagem já percorreu diferentes regiões do país, participou de festivais e ultrapassou a marca de 30 mil espectadores. No espetáculo, o público acompanha as aventuras de João Grilo e Chicó, personagens criados por Suassuna e profundamente ligados ao imaginário popular brasileiro.
. Sob direção e concepção geral de Gabriel Villela, a encenação aposta em uma estética marcada pela teatralidade popular, pelo humor e por referências visuais presentes no cenário e nos figurinos. A proposta combina elementos do circo, do teatro musical e da linguagem brechtiana para construir uma leitura contemporânea da obra.
. “Auto da Compadecida é, sem dúvida, o texto mais conhecido do teatro brasileiro e a nossa adaptação transforma a peça em uma obra atemporal, cosmopolita e universal”, destaca o ator Leonardo Rocha, que interpreta João Grilo. “Poder fazer esse espetáculo num lugar tão emblemático como o Cine Theatro Brasil é um prazer enorme. É uma felicidade contribuir, em certa medida, com a história desse teatro tão importante para a cidade”, acrescenta.
. A montagem também reforça uma das principais características artísticas do Grupo Maria Cutia: a pesquisa da chamada “música-em-cena”. Durante o espetáculo, os atores interpretam ao vivo canções de artistas como Caetano Veloso, Roberto Carlos, Zeca Baleiro e João do Vale, integrando a música à narrativa dramática.
. No palco, Leonardo Rocha divide a cena com Hugo da Silva, Mariana Arruda, Dê Jota, Thiago Queiroz, Marcelo Veronez e Polyana Horta, em uma construção que alterna canto, interpretação e interação com o público.
. A apresentação integra a Mostra Cine Brasil de Teatro, iniciativa que busca valorizar produções mineiras e aproximar o público da cena local. “Apresentar o Grupo Maria Cutia na programação da Mostra Cine Brasil de Teatro é celebrar uma trajetória fundamental para a cultura mineira e brasileira. Em 2026, a Mostra reafirma seu compromisso com o fortalecimento do teatro produzido em Minas Gerais, exaltando grupos e artistas que ajudam a construir a identidade cultural do estado e projetam a nossa produção para o país”, destaca Eliane Parreiras, diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil.