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Mostra debate a representação das bruxas e das "mulheres mágicas" no cinema

Projeto encerra circulação por Minas Gerais com sessões gratuitas em Belo Horizonte, incluindo a exibição do filme "Medusa" e debates com convidadas

Da redação
A exibição de "Medusa" ocupa papel central na etapa final da programação da mostra - Foto: Anita Rocha da Silveira/Divulgação
A mostra "Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema" retorna a Belo Horizonte para duas sessões especiais após percorrer cidades do interior de Minas Gerais. A primeira acontece nesta terça-feira (16), às 19h, no Cine Graciano, na Lagoinha, com exibição gratuita do longa brasileiro "Medusa" (2021), dirigido por Anita Rocha da Silveira. Após a sessão, haverá debate com a artista, documentarista, produtora cultural e professora Duna Dias.
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O encerramento da terceira edição da mostra está marcado para 3 de julho, a partir das 18h, no Cine Cardume Rodoviária, retomando o percurso iniciado pelo projeto na capital mineira.

Entre abril e junho, a iniciativa passou por Belo Horizonte, Uberlândia, Araçuaí e Montes Claros, levando uma programação dedicada a discutir as diferentes representações da figura da bruxa no cinema. Com curadoria das pesquisadoras Carla Italiano e Juliana Gusman, a mostra reúne produções de diferentes épocas, países e linguagens para refletir sobre as formas como o audiovisual construiu e transformou imaginários relacionados às mulheres, à magia, ao poder, à memória e à dissidência.
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A exibição de "Medusa" ocupa papel central na etapa final da programação. O filme combina elementos de terror, fantasia e sátira social para retratar um Brasil marcado pelo conservadorismo religioso e pelo controle dos corpos femininos. A narrativa acompanha um grupo de jovens que vigia comportamentos considerados inadequados e aborda temas como moralidade, violência de gênero, repressão do desejo e resistência.
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Segundo a coordenadora e produtora da mostra, Tatiana Mitre, a obra amplia as possibilidades de interpretação da figura da bruxa no cinema contemporâneo. “'Medusa' atualiza de maneira muito potente a figura da mulher monstruosa, perseguida e silenciada historicamente. A diretora constrói um universo ao mesmo tempo pop e profundamente perturbador, que tensiona questões urgentes do Brasil atual sem abrir mão de invenção formal e radicalidade artística. O filme desloca a ideia da mulher mágica para um campo menos literal e mais político, simbólico e corporal; a magia nele não aparece necessariamente como feitiço ou sobrenatural clássico, mas como aquilo que escapa ao controle: o desejo, a raiva, a voz, a transformação”, completa.
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O debate após a sessão será conduzido por Duna Dias, que desenvolve trabalhos nas áreas de cinema, dança e educação. Fundadora da produtora Errância Filmes e idealizadora de projetos como a mostra de videodança "Move Concreto!" e a "Mostra de Dança do Fim do Mundo", a artista tem trajetória voltada à investigação das relações entre corpo, território, imagem e experimentação estética.
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A sessão dialoga com um dos eixos curatoriais da edição de 2026, intitulado "Bruxas contemporâneas: corpos indomáveis, saberes ancestrais". A proposta reúne produções que ampliam as representações tradicionais da bruxa, aproximando essa figura de debates contemporâneos sobre resistência, autonomia e transformação social.
 
Serviço
Sessão comentada de “Medusa” - Mostra Mulheres Mágicas: Reinvenções da Bruxa no Cinema
Data: 16 de junho (terça-feira)
Local: Cine Graciano (R. Itapecerica, 468 - Lagoinha, Belo Horizonte - MG)
Horário: 19h
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
 

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