Ao todo, a iniciativa abrangeu 30 municípios e mais de 43 localidades (incluindo vilas e distritos situados a, no máximo, seis horas de Belo Horizonte). O objetivo central foi ampliar a visibilidade desses territórios, incentivar o turismo de experiência e valorizar os modos de vida, as tradições, a gastronomia, os patrimônios culturais e as belezas naturais que fazem de Minas Gerais um estado único.
. Além do roteiro da Zona da Mata, percorrido pela Encontro e que pode ser conferido aqui, outras sete rotas foram elaboradas para destacar pequenas pérolas locais que oferecem vivências ligadas à cultura, ao patrimônio e ao turismo de natureza.
. Confira:
Rota Ouro e Sabores
Percorre os distritos de Acuruí (Itabirito), Glaura, Rodrigo Silva, Lavras Novas e Chapada (Ouro Preto) e Bichinho (Prados). Região reúne antigas vilas que proporcionam experiências autênticas em localidades que mantêm vivas a história e a identidade de Minas Gerais. Parte da Estrada Real, valem a pena os passeios para conhecer edificações históricas, como a Estação Ferroviária inaugurada em 1888, em Rodrigo Silva, ou igrejas coloniais, como a de Nossa Senhora da Conceição, do século XVIII, em Acuruí. Vilarejo, aliás, é a porta de entrada do roteiro e fica a apenas 80 km da capital. Principal acesso é pela BR-356 (Rodovia dos Inconfidentes) em direção a Itabirito.
. Rota Diamantes do Espinhaço
A 300 km de Belo Horizonte, a charmosa Vila de Biribiri, formada pelo conjunto arquitetônico da antiga fábrica de tecidos da Companhia Cedro e Cachoeira, abre os caminhos para um percurso recheado de pequenos e antigos povoados da Estrada Real, como Milho Verde e São Gonçalo do Rio de Pedras. Cenários naturais deslumbrantes também estão à espera do visitante, como São João da Chapada, que fica próximo ao Parque Nacional das Sempre-Vivas e oferece acesso a paisagens de campos rupestres e cerrado. Compõe o roteiro, ainda, Santo Antônio do Itambé, que abriga o Parque Estadual Pico do Itambé, o ponto mais alto do estado e do país, com cerca de 2.000 m de altitude.
. Montanhas e Cachoeiras
Bela combinação entre patrimônio cultural e natureza, roteiro apresenta um um desfile de belas cachoeiras, a começar pela mais alta do estado, Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro (a apenas 167 km de Belo Horizonte, via Rodovia MG-10). De lá, segue-se para a vila Cabeça de Boi, com seu sítio arqueológico com grafismos rupestres, e a pequenina Serra dos Alves, com suas trilhas - com diversos níveis de dificuldade -, lindas quedas d’água e seu bucólico centro histórico. Ipoema fecha a caminhada, com atrativos culturais como o Museu do Tropeiro e o Museu da Pharmácia.
. Minas das Águas
A bela região do Lago de Furnas, o famoso Mar de Minas, se revela ideal para o turismo de natureza, náutico, rural e gastronômico. O percurso interliga cinco pequenas cidades com seus atrativos específicos: Cabo Verde, a "Cidade do Café", com foco na produção de cafés especiais, no Pico do Mirante e em patrimônios históricos como a Igreja Matriz; Areado, voltado para passeios de barco, pesca esportiva e a vista do Alto do Cruzeiro; Campo do Meio, que aproveita as margens do lago para lazer e destaca os mirantes e trilhas da Serrinha; Cristais, procurado por trilhas e esportes de aventura na Serra dos Cristais; e Guapé, referência em turismo náutico com seus cânions, mais de 15 cachoeiras, as trilhas do Parque Ecológico do Paredão e o histórico distrito de Santo Hilário.
. Mantiqueira Mineira
Paisagens de montanha, clima serrano, comida quentinha e de excelência. Quem busca aconchego segue pelos caminhos das vilas e vilarejos da Serra da Mantiqueira. Porta de entrada do Parque Nacional do Itatiaia, Itamonte oferece a possibilidade da experiência do montanhismo no Pico das Agulhas Negras, Maciço das Prateleiras e Pedra do Sino.
. Em Alagoa, é possível vivenciar como é a produção de queijos artesanais maturados e premiados, além de visitar o Parque Estadual da Serra do Papagaio. Quem busca um turismo rural e ecológico, Santo Antônio do Rio Grande (distrito de Bocaina de Minas) é a aposta certa. Local que preserva a interessante tradição gastronômica do cultivo do marmelo, Marmelópolis também é um polo de trekking, que pode ser feito nos picos dos Marins, Marinzinho e Itaguaré.
. Já a gelada Maria da Fé, uma das cidades mais frias do estado, é também reconhecida como polo de azeite extravirgem com visitas a olivais, além de se destacar pelo artesanato em fibra de bananeira.
. Caparaó Mineiro
Mundialmente reconhecida por suas paisagens de altitude e pela produção de cafés especiais, a Serra do Caparaó guarda segredos deslumbrantes em suas vilas e vilarejos.
. O percurso engloba seis municípios e comunidades com seus respectivos destaques, como a comunidade de Galileia, inserida em área produtora de café especial e com acesso facilitado a atrativos como o Vale Encantado e a Cachoeira Bonita. Já a vila de São Domingos, em Espera Feliz, é voltada ao turismo rural e tem atrativos como o mirante Alto das Três Cruzes e as corredeiras do Rio São Domingos.
. Principal porta de entrada mineira para o Parque Nacional do Caparaó, que dá acesso ao Pico da Bandeira (terceiro ponto mais alto do país), o Alto Caparaó conta com trilhas e campings. Outro ponto que vale a pena explorar é a produção de cafés especiais, com propriedades abertas à visitação e degustação.
. O turismo de aventura pode ser vivenciado na cidade de Caparaó, que também oferece acessos estratégicos ao parque nacional, cachoeiras e atividades de aventura ao ar livre. Em Alto Jequitibá, é possível praticar o trekking, rapel, voo livre e passeios off-road, abrigando a Cachoeira das Andorinhas e resquícios da história ferroviária.
. Vilas e Fazendas
O Vale do Piranga é um destino autêntico que resgata a memória dos ciclos do Ouro e do Café em Minas Gerais por meio do patrimônio histórico, do turismo religioso e de fazendas tradicionais. O trajeto engloba cinco localidades, entre eles: Catas Altas da Noruega, que preserva o ambiente colonial nas igrejas de São Gonçalo do Amarante e Nossa Senhora do Rosário, além de abrigar o Memorial Padre Luiz Gonzaga Pinheiro e a Gruta Nossa Senhora das Graças, importante destino de peregrinação.
. Em Itaverava, ponto histórico das primeiras jazidas de ouro na Estrada Real, é famosa pela Igreja Matriz de Santo Antônio (com obras atribuídas a Mestre Ataíde) e pela Cachoeira do Guarará. O município abriga o pequeno distrito de Monsenhor Isidro, voltado ao turismo rural com suas fazendas, cachaçarias artesanais, além da cachoeira da Curvilhana.
Piranga se destaca como polo cultural na Zona da Mata e reúne o Núcleo Histórico de Pinheiros Altos, manifestações tradicionais como o Congado, além de comunidades quilombolas. Vale a visita à Cachoeira Zé de Arminda.
A rota é finalizada no distrito de Santo Antônio do Pirapetinga (Bacalhau), surgido no século XVIII que abriga o Santuário do Bom Jesus do Bacalhau — um dos maiores centros de peregrinação da região —, além das ruínas da Igreja do Rosário.