Revista Encontro

Turismo

Conheça um interior mineiro cheio de pérolas

Ação inspirada no programa Minas Inédita promove roteiros com opções de turismo ecológico, rural, gastronômico, cultural ou de aventura em pequenos distritos

Marília Mendonça
Oito roteiros temáticos percorrem o interior do estado: estradas de terra, trilhas e cachoeiras a perder de vista, o patrimônio histórico, cultural e humano que só Minas Gerais tem - Foto: Rodrigo Alberft/Secult/Codemge/Divulgação
Inspirada na proposta do programa Minas Inédita, uma força-tarefa promovida pelo Instituto Mundu — organização dedicada ao desenvolvimento sustentável por meio do turismo — reuniu 42 jornalistas e influenciadores de todo o país para uma imersão por destinos surpreendentes e ainda pouco conhecidos do grande público. A ação percorreu oito circuitos temáticos pelo interior do estado: Ouro e Sabores, Diamantes do Espinhaço, Montanhas e Cachoeiras, Minas das Águas, Mantiqueira Mineira, Zona da Mata, Caparaó e Vilas e Fazendas.
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Ao todo, a iniciativa abrangeu 30 municípios e mais de 43 localidades (incluindo vilas e distritos situados a, no máximo, seis horas de Belo Horizonte). O objetivo central foi ampliar a visibilidade desses territórios, incentivar o turismo de experiência e valorizar os modos de vida, as tradições, a gastronomia, os patrimônios culturais e as belezas naturais que fazem de Minas Gerais um estado único.
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Além do roteiro da Zona da Mata, percorrido pela Encontro e que pode ser conferido aqui, outras sete rotas foram elaboradas para destacar pequenas pérolas locais que oferecem vivências ligadas à cultura, ao patrimônio e ao turismo de natureza.
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Confira:

Rota Ouro e Sabores

Região reúne antigas vilas que proporcionam experiências autênticas em localidades que mantêm vivas a história e a identidade de Minas Gerais - Foto: André Frade/Secult/Codemge/Divulgação

Percorre os distritos de Acuruí (Itabirito), Glaura, Rodrigo Silva, Lavras Novas e Chapada (Ouro Preto) e Bichinho (Prados). Região reúne antigas vilas que proporcionam experiências autênticas em localidades que mantêm vivas a história e a identidade de Minas Gerais. Parte da Estrada Real, valem a pena os passeios para conhecer edificações históricas, como a Estação Ferroviária inaugurada em 1888, em Rodrigo Silva, ou igrejas coloniais, como a de  Nossa Senhora da Conceição, do século XVIII, em Acuruí. Vilarejo, aliás, é a porta de entrada do roteiro e fica a apenas 80 km da capital. Principal acesso é pela BR-356 (Rodovia dos Inconfidentes) em direção a Itabirito.
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Rota Diamantes do Espinhaço 

A charmosa Vila de Biribiri, a 300km de BH - Foto: Maíra Cabral/Secult/Codemge/Divulgação

A 300 km de Belo Horizonte, a charmosa Vila de Biribiri, formada pelo conjunto arquitetônico da antiga fábrica de tecidos da Companhia Cedro e Cachoeira, abre os caminhos para um percurso recheado de pequenos e antigos povoados da Estrada Real, como Milho Verde e São Gonçalo do Rio de Pedras. Cenários naturais deslumbrantes também estão à espera do visitante, como São João da Chapada, que fica próximo ao Parque Nacional das Sempre-Vivas e oferece acesso a paisagens de campos rupestres e cerrado. Compõe o roteiro, ainda, Santo Antônio do Itambé, que  abriga o Parque Estadual Pico do Itambé, o ponto mais alto do estado e do país, com cerca de 2.000 m de altitude.
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Montanhas e Cachoeiras 

Roteiro inclui passagem pela vila Cabeça de Boi, com seu sítio arqueológico com grafismos rupestres - Foto: João Castilho/Secult/Codemge/Divulgação
 
Bela combinação entre patrimônio cultural e natureza, roteiro apresenta um um desfile de belas cachoeiras, a começar pela mais alta do estado, Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro (a apenas 167 km de Belo Horizonte, via Rodovia MG-10). De lá, segue-se para a vila Cabeça de Boi, com seu sítio arqueológico com grafismos rupestres, e a pequenina Serra dos Alves, com suas trilhas - com diversos níveis de dificuldade -, lindas quedas d’água e seu bucólico centro histórico. Ipoema fecha a caminhada, com atrativos culturais como o Museu do Tropeiro e o Museu da Pharmácia.
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Minas das Águas

Região do Lago de Furnas se revela ideal para o turismo de natureza, náutico, rural e gastronômico - Foto: Cintia Takae/Secult/Codemge/Divulgação

A bela região do Lago de Furnas, o famoso Mar de Minas, se revela ideal para o turismo de natureza, náutico, rural e gastronômico. O percurso interliga cinco pequenas cidades com seus atrativos específicos: Cabo Verde, a "Cidade do Café", com foco na produção de cafés especiais, no Pico do Mirante e em patrimônios históricos como a Igreja Matriz; Areado, voltado para passeios de barco, pesca esportiva e a vista do Alto do Cruzeiro; Campo do Meio, que aproveita as margens do lago para lazer e destaca os mirantes e trilhas da Serrinha; Cristais, procurado por trilhas e esportes de aventura na Serra dos Cristais; e Guapé, referência em turismo náutico com seus cânions, mais de 15 cachoeiras, as trilhas do Parque Ecológico do Paredão e o histórico distrito de Santo Hilário. 
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Mantiqueira Mineira

Em Alagoa, é possível vivenciar como é a produção de queijos artesanais maturados e premiados, além de visitar o Parque Estadual da Serra do Papagaio - Foto: Wilkie Buzatti/Secult/Codemge/Divulgação

Paisagens de montanha, clima serrano, comida quentinha e de excelência. Quem busca aconchego segue pelos caminhos das vilas e vilarejos da Serra da Mantiqueira. Porta de entrada do Parque Nacional do Itatiaia, Itamonte oferece a possibilidade da experiência do montanhismo no Pico das Agulhas Negras, Maciço das Prateleiras e Pedra do Sino. 
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Em Alagoa, é possível vivenciar como  é a produção de queijos artesanais maturados e premiados, além de visitar o Parque Estadual da Serra do Papagaio. Quem busca um turismo rural e ecológico, Santo Antônio do Rio Grande (distrito de Bocaina de Minas) é a aposta certa. Local que preserva a interessante tradição gastronômica do cultivo do marmelo, Marmelópolis também é um polo de trekking, que pode ser feito nos picos dos Marins, Marinzinho e Itaguaré.
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Já a gelada Maria da Fé, uma das cidades mais frias do estado, é também reconhecida como polo de azeite extravirgem com visitas a olivais, além de se destacar pelo artesanato em fibra de bananeira. 
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Caparaó Mineiro

Pico da Bandeira (terceiro ponto mais alto do país) - Foto: Patrick Arley/Secult/Codemge/Divulgação
Mundialmente reconhecida por suas paisagens de altitude e pela produção de cafés especiais, a Serra do Caparaó guarda segredos deslumbrantes em suas vilas e vilarejos. 
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O percurso engloba seis municípios e comunidades com seus respectivos destaques, como a comunidade de Galileia, inserida em área produtora de café especial e com acesso facilitado a atrativos como o Vale Encantado e a Cachoeira Bonita. Já a vila de São Domingos, em Espera Feliz, é voltada ao turismo rural e tem atrativos como o mirante Alto das Três Cruzes e as corredeiras do Rio São Domingos. 
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Principal porta de entrada mineira para o Parque Nacional do Caparaó, que dá acesso ao Pico da Bandeira (terceiro ponto mais alto do país), o Alto Caparaó conta com trilhas e campings. Outro ponto que vale a pena explorar é a produção de cafés especiais, com propriedades abertas à visitação e degustação. 
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O turismo de aventura pode ser vivenciado na cidade de Caparaó, que também oferece acessos estratégicos ao parque nacional, cachoeiras e atividades de aventura ao ar livre. Em Alto Jequitibá, é possível praticar o trekking, rapel, voo livre e passeios off-road, abrigando a Cachoeira das Andorinhas e resquícios da história ferroviária.
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Vilas e Fazendas

Vale do Piranga é um destino autêntico que resgata a memória dos ciclos do Ouro e do Café em Minas Gerais - Foto: Gabriel Araujo/Secult/Codemge/Divulgação

O Vale do Piranga é um destino autêntico que resgata a memória dos ciclos do Ouro e do Café em Minas Gerais por meio do patrimônio histórico, do turismo religioso e de fazendas tradicionais. O trajeto engloba cinco localidades, entre eles: Catas Altas da Noruega, que preserva o ambiente colonial nas igrejas de São Gonçalo do Amarante e Nossa Senhora do Rosário, além de abrigar o Memorial Padre Luiz Gonzaga Pinheiro e a Gruta Nossa Senhora das Graças,  importante destino de peregrinação.
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Em Itaverava, ponto histórico das primeiras jazidas de ouro na Estrada Real, é famosa pela Igreja Matriz de Santo Antônio (com obras atribuídas a Mestre Ataíde) e pela Cachoeira do Guarará. O município abriga o pequeno distrito de Monsenhor Isidro, voltado ao turismo rural com suas fazendas, cachaçarias artesanais, além da cachoeira da Curvilhana.

Piranga se destaca como polo cultural na Zona da Mata e reúne o Núcleo Histórico de Pinheiros Altos, manifestações tradicionais como o Congado, além de comunidades quilombolas. Vale a visita à Cachoeira Zé de Arminda.

A rota é finalizada no distrito de Santo Antônio do Pirapetinga (Bacalhau), surgido no século XVIII que abriga o Santuário do Bom Jesus do Bacalhau — um dos maiores centros de peregrinação da região —, além das ruínas da Igreja do Rosário. 

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