“Esse projeto nasce do desejo de circular com duas obras significativas da Cia Juntaostrem, mantendo seu caráter descentralizador e sua vocação para levar arte onde o público está”, afirma Marina Galeri, dramaturga e atriz da companhia.
. Serão três apresentações de “Ô de casa! Uma peça-áudio-interativa”, no Centro de Apoio e Convivência (CAC), Centro Cultural Alto Vera Cruz e Centro Cultural Pampulha. “A besta fera dos cabelo negro” também terá três sessões, no Centro Cultural Zilah Spósito, Kolping Vila Belém e Centro Cultural São Bernardo. As duas peças ainda serão apresentadas no Galpão 4 do Complexo Cultural Funarte MG.
. Primeira montagem da companhia, “Ô de casa!” tem dramaturgia de Marina Galeri e Marina Linhares. Criada durante a pandemia e já apresentada em Belo Horizonte e Sete Lagoas, a peça acompanha a rotina de uma família do interior que aguarda uma visita importante.
. A montagem leva ao palco elementos como gastronomia, oralidade, religiosidade, linguajar, histórias, cantigas e o imaginário dos “causos” de Minas Gerais. Voltado especialmente para pessoas com deficiência visual e idosos, o espetáculo conta com dramaturgia audiodescrita e estímulos sensoriais ligados ao olfato, tato e paladar.
. A direção é coletiva, com coordenação de cena de Dayse Belico e mentoria em acessibilidade de Luciane Kattaoui e Dudu Melo. O elenco é formado por Ben Johnson Pereira, Marina Galeri, Marina Linhares, Raphael Breno e Rogério Alves.
. Já “A besta fera dos cabelo negro” estreou em 2024 e tem dramaturgia e direção de Marina Galeri. A história acompanha um viajante em busca do medo, representado pela “besta fera”, durante uma jornada por diferentes cidades e emoções humanas. Ao final do percurso, ele percebe que o medo precisa ser enfrentado dentro de si.
. Com rimas, humor e linguajar caboclo, a montagem aborda o enfrentamento dos medos e incorpora elementos do sincretismo religioso mineiro. O musical também traz referências aos sons do congado, à musicalidade afro-brasileira e à estética popular do interior.
. As apresentações terão interpretação em Libras. O elenco reúne Ben Johnson Pereira, Glaydson Luiz, Huderson Rodrigues, Marina Galeri, Marina Linhares, Raphael Breno e Rogério Alves. Nesta circulação, o espetáculo também terá consultoria criativa do ator e diretor Rodrigo Jerônimo, fundador do Grupo dos Dez, e mantém a preparação musical e vocal de Bruno Messias.
. Descentralização e acessibilidade
A circulação mantém como um de seus eixos a valorização da cultura popular mineira. Segundo Marina Galeri, cofundadora da companhia, a Juntaostrem “tem como marca a valorização da cultura popular mineira: da oralidade ao sincretismo religioso e constrói obras que dialogam com o cotidiano, os afetos e o imaginário popular”.
. O projeto também estabelece parcerias com instituições para ampliar o acesso às atividades. “Sempre buscamos por palcos distantes, e neste projeto buscamos ampliar o acesso de públicos historicamente afastados dos espaços culturais centralizados por meio de parcerias com o Centro de Referência da Pessoa Idosa (CRPI), dois CRAS de BH (Alto Vera Cruz e Zilah Spósito) e o Lar das Cegas – Associação Louis Braille. Essas instituições atuarão na mobilização de seus públicos atendidos, incluindo pessoas idosas, pessoas com deficiência visual e jovens em situação de vulnerabilidade social, enquanto nós, da Cia Juntaostrem vamos garantir o transporte de ida e volta até a Funarte, viabilizando sua participação nas apresentações”, revela a diretora teatral.
. A acessibilidade também estará presente nas sessões realizadas ao longo da circulação. “Todas as apresentações do projeto “Cia Juntaostrem – 7 Estações!” contarão com pelo menos um recurso de acessibilidade, como intérprete de Libras e dramaturgia audiodescritiva, além de elementos sonoros e olfativos que ampliam a acessibilidade, assegurando fruição cultural com equidade”, explica Marina Galeri.
. Além dos espetáculos, a programação inclui atividades de formação artística. “Fazemos nosso papel para o fortalecimento da rede cultural das periferias e a oferta de duas oficinas artísticas gratuitas, de desenho e dança, promovemos o acesso à arte como processo criativo”.
. Para a companhia, a circulação também busca contribuir para a valorização da memória e da identidade mineiras. “Os impactos culturais do projeto “Cia Juntaostrem – 7 Estações!” são o fortalecimento do teatro acessível e itinerante, a ampliação da participação cidadã por meio da cultura e a valorização da identidade e da memória coletiva mineira. Os efeitos multiplicadores se refletem na inspiração a outras iniciativas culturais e na sensibilização de instituições quanto à importância da inclusão e descentralização como princípios estruturantes de políticas culturais”, conclui.
. Serviço
Espetáculo A besta fera dos cabelo negro
Data: 22/8, sábado
Horário: 15h
Local: Centro Cultural Zilah Sposito- R. Carnaúba, 286 - Zilah Sposito
Data: 29/8, sábado
Horário: 15h
Local: Kolping Vila Belém - R. Barbosa, 355 - São Salvador
Data: 5/9, sábado
Horário: 15h
Local: Centro Cultural São Bernardo Rua Édna Quintel, 320 - Bairro São Bernardo
Data: 25/09 e 26/09, sexta e sábado
Horário: 19h
Local: Galpão 4 do Complexo Cultural Funarte MG – Rua Januário, 68. Centro
Espetáculo Ô de casa! Uma peça-áudio-interativa
Data: 24/09 e 27/09, quinta e domingo
Horário: 19h e 16h30
Local: Galpão 4 do Complexo Cultural Funarte MG – Rua Januário, 68. Centro