A pintura será realizada no Pátio do CCBB BH, das 10h às 18h no sábado e das 10h às 12h no domingo. Não é necessário retirar ingresso para acompanhar a ação, que está sujeita à lotação do espaço.
. Com aproximadamente 2 metros de altura por 5 metros de largura, o mural apresentará um alfabeto ilustrado criado por Grimaldi e associado a elementos do imaginário latino-americano. A composição reunirá ícones gráficos relacionados às culturas de diferentes regiões e países do continente.
. Entre os elementos escolhidos estão o guaraná e a erva-mate, o milho negro dos Andes do Peru, o vinho produzido na América do Sul e a cúmbia, gênero musical originado da fusão entre culturas indígenas, africanas e espanholas. Depois de concluído, o mural será incorporado às mais de 600 obras que compõem a exposição.
. Diretor do Atelier Sinlogo e dedicado à pesquisa do letrismo vernacular sul-americano, Filipe Grimaldi desenvolve trabalhos a partir de símbolos e caligrafias populares. Em suas composições, o artista paulista utiliza palavras, frases e cenas cotidianas relacionadas ao repertório cultural e emocional latino-americano e à memória afetiva popular brasileira.
. Exposição reúne mais de 600 obras
Em cartaz no CCBB BH, “Joaquín Torres García – 150 anos” apresenta um panorama da trajetória e do legado do artista uruguaio. Idealizada pelo curador Saulo di Tarso, com colaboração do Museo Torres García, a exposição reúne pinturas, conjuntos de desenhos, objetos, centenas de manuscritos e documentos históricos.
. A mostra inclui ainda trabalhos de mais de uma centena de artistas brasileiros e estrangeiros, modernos e contemporâneos, estabelecendo diálogos com a produção de Torres García. Em Belo Horizonte, o percurso ganhou um recorte dedicado às relações entre o pensamento do artista, a arte popular e a cultura mineira.
. “A mostra se redesenha e procura incorporar a participação de artistas locais. Essa transformação museográfica que é implementada em cada cidade busca atualizar a presença de Torres García junto a artistas de grande potência no cenário contemporâneo”, destaca Saulo di Tarso.
. A montagem na capital mineira apresenta novas obras de artistas como Advânio Lessa e Randolpho Lamonier. Segundo o curador, as alterações fazem com que a exposição assuma características próprias em cada cidade por onde passa. "Cada cidade transforma a exposição em uma experiência diferente. Em Belo Horizonte, buscamos evidenciar as conexões entre o pensamento de Torres García, a arte popular e a cultura mineira, mostrando como sua obra continua dialogando com questões de identidade, pertencimento e criação coletiva. O Sul, para ele, nunca foi apenas um lugar no mapa, mas uma forma de compreender o mundo", afirma.
. Enquanto a passagem por Brasília privilegiou as relações entre arte, arquitetura e espaço público, a temporada em Belo Horizonte se concentra nas conexões com a arte popular e a cultura de Minas Gerais. O percurso também recebeu mapas históricos dos séculos XVII e XVIII de Pieter Goos e Jodocus Hondius, inseridos na exposição para ampliar os debates decoloniais.
. “América Invertida” está entre os destaques
A exposição aborda ainda a contribuição de Torres García para a aproximação entre experiências das vanguardas europeias e culturas latino-americanas. O percurso contempla o Universalismo Construtivo e o legado do Taller Torres García, grupo que buscava uma linguagem baseada em formas universais, simples e geométricas associadas a referências culturais próprias da América Latina.
. Entre as obras apresentadas está “América Invertida”, imagem em que Torres García propõe uma mudança de perspectiva sobre o lugar da América Latina no mundo. A obra, raramente apresentada fora do Museo Torres García, em Montevidéu, tornou-se um símbolo da afirmação cultural do continente.
. Além do acervo cedido pelo museu uruguaio, a exposição reúne empréstimos de diferentes instituições e coleções.
“Museus como MACBA (Museu d'Art Contemporani de Barcelona), IVAM (Institut Valencià d'Art Modern), MSSA (Museo de la Solidaridad Salvador Allende), MASP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Instituto Rubens Gerchman, Museu Bispo do Rosário, Galeria Sur e coleções privadas importantes cederam obras fundamentais de Torres García e dos artistas selecionados pela curadoria. Todos abraçaram o projeto em torno da celebração dos 150 anos do artista, momento único que permite gerenciar essa quantidade enorme de acordos em torno de um propósito singular e de uma riqueza ímpar”, completa Cynthia Taboada, diretora da Cy Museum e organizadora da mostra.
. A dimensão educativa também integra a proposta da exposição. Segundo Saulo di Tarso, Torres García compreendia a infância como uma forma de “integração da vida” e atribuía às crianças um papel central no projeto da criação moderna.
. Serviço
Exposição Joaquín Torres García – 150 anos
Local: Galerias do 3º Andar e Pátio
Período: até 12 de outubro de 2026, de quarta a segunda, das 10h às 22h
Ingressos gratuitos, disponíveis em ccbb.com.br/bh e na bilheteria do CCBB BH
Pintura de mural com o artista visual Filipe Grimaldi
Local: Pátio
Período: 15/08, das 10h às 18h, e 16/08, das 10h às 12h
Sem necessidade de ingresso, sujeito à lotação do espaço
Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (Praça da Liberdade, 450, Funcionários)
Funcionamento: de quarta a segunda, das 10h às 22h