A morte, ocorrida em 14 de agosto, foi comunicada apenas nesta quinta-feira (27) por sua galeria, David Zwirner, e também divulgada no site oficial da artista. Segundo o comunicado, Kusama continuou pintando até os últimos dias de vida e manteve sua crença de que o amor poderia salvar o mundo, um pensamento que atravessou sua trajetória artística.
. Em Brumadinho, parte dessa história permanece viva. O Inhotim abriga uma galeria dedicada à artista e uma obra na área externa do museu. No Eixo Laranja, a Galeria Yayoi Kusama reúne dois trabalhos emblemáticos: “I’m Here, but Nothing” (2000) e “Aftermath of Obliteration of Eternity” (2009), obra que aborda a fugacidade da vida.
Já no Eixo Rosa, a céu aberto, está “Narcissus Garden” (1966/2009), instalação que remete ao gesto provocador realizado por Kusama na Bienal de Veneza de 1966, quando espalhou 1.500 esferas espelhadas pelo gramado em frente ao pavilhão da Itália e passou a vendê-las com a frase “seu narcisismo à venda”. A intervenção se tornou um dos momentos mais marcantes e visionários da arte contemporânea.
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