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Com texto e roteiro musical de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche e direção artística de Gasparani, o espetáculo combina teatro musical, política, ecologia e memória afetiva. A idealização e a produção artística são de Jô Santana.
. Diferentes fases de Fafá são representadas no palco. A cantora na infância é interpretada por Laura Saab, neta da artista, e Clarah Passos. Helga Nemetik assume a fase de Fafá já como cantora, enquanto Lucinha Lins interpreta a artista nos dias atuais.
. A narrativa se desenvolve em três planos temporais. No presente, acompanha a gravação de um documentário em homenagem aos 50 anos de carreira de Fafá no Teatro da Paz, em Belém. O espetáculo também retorna à infância da cantora, em uma capital paraense atravessada por mitos e lendas amazônicas, e acompanha a construção de sua carreira, da saída de Belém à projeção nacional.
. No primeiro ato, a Amazônia ocupa o centro da narrativa. As lembranças da infância se misturam a lendas como a Cobra Grande, o Boto e o Tamba Tajá. O coro “Carimbó-Siriá”, formado por atores-músicos, acompanha as diferentes fases da artista e ajuda a apresentar suas relações familiares, culturais e religiosas.
. O período também aborda a relação amorosa de Fafá com o músico Raul Mascarenhas, traçando um paralelo com a lenda do boto, além da relação da cantora com o Círio de Nazaré e de seu encontro com o Papa. Entre as músicas presentes no primeiro ato estão “Amazônia”, “Pauapixuna”, “Bom Dia Belém”, “Foi Assim”, “Eu Preciso Aprender a Ser Só”, “Sedução”, “Filho da Bahia”, “Cavalgada”, “Que Me Venha Esse Homem”, “Eu Sou de Lá” e “Ave Maria”.
. Da Amazônia à consagração na MPB
No segundo ato, o espetáculo deixa a atmosfera regional amazônica e acompanha uma Fafá já consagrada na música brasileira. A participação da artista no movimento das Diretas Já é um dos episódios retratados nessa etapa.
. Outra cena traz um grupo de drag queens interpretando músicas como “Abandonada”, “Meu Homem”, “Memórias” e “Sob Medida”, em referência à relação da cantora com a comunidade LGBTQIA+.
. A ligação de Fafá com Portugal também aparece no musical, com uma cena ambientada no Cassino do Estoril ao som de “Nem às Paredes Confesso”. Já o DJ Zé Pedro é retratado durante a criação do álbum “Do Tamanho Certo para o Meu Sorriso”, trabalho inspirado no tecnobrega paraense.
. O repertório do segundo ato inclui ainda “Emoriô”, “Coração do Agreste”, “Bilhete” e “Nuvens de Lágrimas”. O encerramento reúne o Boi de Parintins e a canção “Vermelho”.
Em Belo Horizonte, “Fafá de Belém, o Musical” integra a programação do Palco Instituto Unimed-BH 2026.
Serviço
“Fafá de Belém , O Musical”
“Fafá de Belém , O Musical”
Dias 18 e 29 de setembro, sexta e sábado, às 20h
Grande Teatro do Sesc Palladium (Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro)
Ingressos a partir de R$ 25
Vendas no Sympla