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Antes do leilão, as obras poderão ser vistas presencialmente entre esta quarta-feira (19) e 25 de agosto, na Rugendas Galeria de Arte, no Belvedere Mall, em Belo Horizonte. O conjunto reúne trabalhos de diferentes períodos da arte brasileira e chega ao público no ano em que são celebrados os 130 anos de nascimento de Guignard.
. Entre as obras está “Retrato de Vera Anunziata”, pintado por Guignard em 1943. O trabalho foi uma das três peças escolhidas pelo próprio artista para o Salão Nacional de Belas Artes daquele ano e, desde então, permaneceu fora do circuito expositivo.
. O leilão também reúne “Retrato de Lupe Deane”, de 1944, outro trabalho de Guignard. A pintura foi apresentada na retrospectiva dedicada ao artista pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1974, e integrou posteriormente a exposição “O Olhar Modernista de JK”, em 2006.
. No conjunto, o retrato aparece ao lado de outra representação de Lupe Deane, desta vez realizada em 1941 por seu marido, o pintor Percy Deane.
Guignard mudou-se para Belo Horizonte em 1944, a convite do então prefeito Juscelino Kubitschek. Na capital mineira, fundou a Escola de Belas Artes e participou da formação de uma nova geração de artistas do Estado.
. Anita Malfatti e pintura escondida
Outro destaque do acervo é “Retrato de Dora”, de Anita Malfatti, produzido em 1934 e apresentado no II Salão Paulista de Belas Artes, no ano seguinte.
. Pesquisas recentes realizadas pelo Cecor/UFMG identificaram a existência de um nu oculto sob a pintura atualmente visível.
Também integra o núcleo de retratos “Retrato do Motta”, de Djanira, datado de 1959. A obra foi reproduzida em uma publicação oficial do Ministério da Educação e Cultura e apresentada em uma retrospectiva da artista realizada no Museu Nacional de Belas Artes.
. No verso da tela há ainda uma dedicatória ao poeta José Shaw da Motta e Silva, último marido de Djanira.
De Tarsila a Miguel Rio Branco
Além dos retratos, o leilão reúne obras de Tarsila do Amaral, algumas delas reproduzidas no catálogo raisonné da artista, e um óleo produzido por Milton Dacosta em Nova York, em 1945.
. A seleção inclui ainda trabalhos de Anatol Wladyslaw, Ivan Serpa, Maria Leontina, Emeric Marcier, Enrico Bianco, Glauco Rodrigues, Regina Vater, Miguel Rio Branco e Aldemir Martins, entre outros.
Produzidas entre 1925 e 1998, as 60 obras permitem percorrer diferentes momentos da produção artística brasileira ao longo de mais de sete décadas. Entre elas estão trabalhos que participaram de salões, retrospectivas, bienais e exposições em museus, além de peças reproduzidas em livros, catálogos raisonné e outras publicações.
. Durante a visitação que antecede o leilão, o público também poderá ter acesso a informações sobre procedência, histórico expositivo e documentação relacionada às obras.
. Coleção formada ao longo de dez anos
A Coleção Errante foi formada ao longo de dez anos pelo empresário e colecionador mineiro Vinicius Veloso. A proposta do acervo envolve a circulação das obras por meio de exposições e empréstimos a diferentes públicos e instituições.
. A decisão de levar parte da coleção a leilão marca uma nova etapa do projeto, que passará a direcionar maior atenção à produção contemporânea, mantendo no acervo trabalhos considerados fundamentais para sua narrativa.
. “Depois de dez anos formando esse acervo, chegou o momento de permitir que parte dessas obras siga novos caminhos. Quero concentrar meu trabalho na produção contemporânea, mantendo na coleção apenas obras fundamentais para essa narrativa, sem perder de vista a história que cada uma delas carrega”, afirma Vinicius Veloso.
Serviço
Grande Leilão Coleção Errante
Exposição: 19 a 25 de agosto de 2026
Horário: segunda a sexta, das 11h às 19h; sábado e domingo, das 10h às 15h
Local: Rugendas Galeria de Arte – Belvedere Mall (Espaço Térreo)
Endereço: Av. Luiz Paulo Franco, 1011, lojas 70 e 79 – Belvedere – Belo Horizonte (MG)
Leilão virtual: 25 de agosto de 2026
Horário: 20h
Formato: transmissão ao vivo pela Plataforma Leilões BR