Revista Encontro

Impactos

Queimadas afetaram mais de 46 mil clientes da Cemig em Minas

Companhia registrou 92 ocorrências no sistema elétrico entre janeiro e agosto; somente na Grande BH, cerca de 8,4 mil consumidores foram prejudicados

Da redação
Queimadas em áreas de difícil acesso dificultam o transporte de estruturas e a manutenção das redes danificadas pelo fogo. - Foto: Cemig/Arquivo
Queimadas provocaram 92 ocorrências no sistema elétrico da Cemig entre janeiro e agosto deste ano e afetaram o fornecimento de energia para mais de 46 mil clientes em Minas Gerais. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), foram registrados 27 casos relacionados a incêndios, que prejudicaram cerca de 8,4 mil consumidores.

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Além da interrupção no fornecimento, o fogo pode atingir equipamentos da rede elétrica, como postes, cabos e torres, dificultando e prolongando os trabalhos necessários para restabelecer o serviço. Dependendo da área atingida, a falta de energia também pode afetar o funcionamento de hospitais, comércios e escolas.
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“Vários equipamentos - como postes, cabos e torres - podem ser danificados pelas chamas e isso torna o restabelecimento do serviço mais demorado, o que pode trazer transtornos para os clientes das distribuidoras de energia elétrica. Além disso, o volume alto de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns”, afirma Jorge Magno Alves Pereira, engenheiro de Operação da Distribuição da Cemig.
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Segundo a companhia, grande parte dos focos de incêndio é provocada pela ação humana. O risco aumenta em períodos marcados pela baixa umidade e pela vegetação seca, condições que favorecem o avanço das chamas. “Por isso, é importante que as pessoas se conscientizem dos impactos causados por suas ações, pensem de forma coletiva e evitem dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar muitos estragos, especialmente nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, reforça o especialista da Cemig.
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Entre as medidas indicadas para reduzir os riscos está apagar com água os restos de fogueiras feitas em acampamentos, evitando que brasas sejam carregadas pelo vento até áreas de mata. A orientação também é não descartar pontas de cigarro acesas em estradas ou áreas rurais e não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em locais com vegetação, já que esses materiais podem contribuir para o surgimento de focos de incêndio.
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Mesmo nos casos em que a realização de queimadas é permitida, há restrições. Segundo a Cemig, elas não devem ocorrer a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias ou dos limites das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. O uso do fogo também é proibido em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. A companhia ressalta ainda que provocar queimadas pode ser considerado crime e levar à prisão do responsável.
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Além dos danos provocados diretamente pelo fogo, as características das regiões atingidas podem dificultar os reparos na rede elétrica. “Geralmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”, destaca Jorge.

Para reduzir ocorrências relacionadas a incêndios em sua área de concessão, a Cemig afirma realizar ações preventivas, como a limpeza das faixas de servidão, poda de árvores e arbustos e retirada da vegetação ao redor de postes e torres.

A companhia também afirma que realiza inspeções nas linhas de transmissão com o objetivo de identificar riscos potenciais e reduzir a possibilidade de danos à rede provocados por queimadas.

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