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BH sedia encontro internacional de música dedicada às infâncias

Mocilyc Brasil 2026 reúne apresentações e atividades formativas gratuitas em diferentes espaços da capital entre 11 e 16 de setembro

Da redação
Orquestra Amare é um dos grupos que participa do evento - Foto: Divulgação
Belo Horizonte recebe, entre esta sexta-feira (11) e 16 de setembro, o 17º Encontro da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha (Mocilyc Brasil 2026). Com programação gratuita, o evento terá cerca de 80 apresentações artísticas e mais de 30 atividades formativas em diferentes espaços culturais e educacionais da capital.

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Realizado pela Escola de Música da UFMG, pela Fundação Dirce Figueiredo e pelo Movimento da Canção Infantil Latino-americana e Caribenha (Mocilyc), o encontro reunirá participantes do Brasil e do exterior. Durante seis dias, artistas, educadores, pesquisadores e estudantes participarão de palestras, conferências, oficinas, encontros e apresentações.
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A programação terá representantes de diferentes países da América Latina e do Caribe, além de um grupo convidado de Portugal, dedicado à criação de música e teatro para bebês. Outros 14 grupos terão trabalhos exibidos ao público por meio de videoclipes selecionados pela curadoria.
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As atividades serão realizadas em espaços como o CCBB Belo Horizonte, a Funarte MG, o Teatro Francisco Nunes e o Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Na UFMG, a programação passará pelo Conservatório, Escola de Música, Centro Pedagógico, Casa da Infância, Emei Alaíde Lisboa, CAD 1 e Praça de Serviços do campus Pampulha.
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Na abertura oficial, cerca de 200 crianças subirão ao palco em uma apresentação conjunta. Participam os grupos de canto coral do Centro de Musicalização Integrado (CMI/UFMG), Coralitos e Música para Todos, da UFMG, além do Grupo de Canto Coral e da Orquestra Amare, da Fundação Dirce Figueiredo de Matozinhos.
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Entre os participantes internacionais está a Fundación Nueva Cultura, da Colômbia, que chega a Belo Horizonte com uma delegação de 32 integrantes, incluindo três grupos musicais e 22 crianças. A Fundação Dirce Figueiredo também apresentará a Marimbanda, formada por crianças e jovens que desenvolvem trabalhos de percussão e marimba.
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Todas as apresentações artísticas serão gratuitas e abertas ao público, sujeitas à lotação dos espaços. Os ingressos serão distribuídos a partir de 30 minutos antes de cada atividade.
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Com o tema “Música, infância e diversidade”, o encontro parte de uma concepção de música para as infâncias que não se restringe às obras produzidas por adultos para o público infantil. A proposta também considera processos de criação, experimentação e performance realizados pelas próprias crianças, reconhecendo a participação delas na produção artística e cultural.
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A programação busca colocar em diálogo experiências, culturas e territórios da América Latina e do Caribe a partir da produção musical feita para, com e pelas crianças. “A produção musical com e para crianças na América Latina e no Caribe é muito potente, mas ainda pouco reconhecida pelas políticas culturais e pelo mercado. Existe uma rede de artistas, educadores e pesquisadores que há décadas cria, pesquisa e ensina música pensando a infância não como um público menor, mas como um campo de criação, escuta e pensamento. Esse movimento vem crescendo, sobretudo pela aproximação entre arte, educação, pesquisa e ação cultural, mas ainda enfrenta desafios de circulação, financiamento e visibilidade. O Mocilyc tem um papel importante justamente porque cria esse lugar de encontro: artistas de diferentes países compartilham repertórios, metodologias, pesquisas e modos de compreender a infância”, comenta Reginaldo Santos, um dos coordenadores do encontro ao lado de Angelita Broock e Juliana Daher.

O Mocilyc surgiu a partir do primeiro encontro realizado em 1994, na Casa de las Américas, em Havana, Cuba. Desde então, o movimento reúne artistas, educadores, pesquisadores e agentes culturais de diferentes países em torno da criação musical dedicada às infâncias.

Os encontros internacionais são realizados a cada dois anos e circulam por diferentes países da América Latina e do Caribe. Em 2026, o Brasil recebe o evento pela terceira vez. Esta será a segunda edição realizada em Belo Horizonte.

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