Revista Encontro

Artes

CASACOR Minas recebe exposição com obras de Tati, Quim e Ismael de Dedé

"O Saber do Coração: Cores que Nascem de Dentro" reúne trabalhos marcados pela experiência, intuição, memória e uso expressivo das cores

Da redação
Obra de Tati é uma das expostas na mostra - Foto: Victor Hugo Rocha/Divulgação
A Papazoglu Galeria apresenta, de terça-feira (15) a domingo (20), a exposição “O Saber do Coração: Cores que Nascem de Dentro”, na Galeria CASACOR Minas. A coletiva reúne obras de Tati, Quim e Ismael de Dedé, artistas que desenvolveram suas linguagens a partir da experiência, da intuição e de processos próprios de criação.

.
Com curadoria de Costantino Papazoglu, a mostra dialoga com o tema da 31ª CASACOR Minas Gerais, “Mente e Coração”, ao abordar formas de conhecimento relacionadas ao fazer, à observação e à sensibilidade. A cor é um dos elementos que aproximam os trabalhos apresentados, aparecendo nas obras como instrumento de expressão, invenção e construção de memórias.
.

“Participar da CASACOR com a Papazoglu é uma oportunidade de colocar a arte em diálogo com outros campos da criação sem deslocá-la de seu centro: a obra, a trajetória dos artistas e a singularidade de cada linguagem”, afirma Costantino Papazoglu, idealizador da galeria e curador da exposição.
.

Os três artistas têm em comum a construção de produções autorais fora dos percursos acadêmicos tradicionais. Apesar dessa aproximação, cada um desenvolve repertório próprio, estabelecendo diferentes relações com a matéria, a cor e o gesto criativo.
.

Tati, nome artístico de Tatiane, começou a desenhar ainda adolescente, utilizando tinta de caneta sobre papel colorido. Posteriormente, passou a experimentar outros materiais e suportes, como telas, tintas e pincéis.
.

Em 2019, participou de uma exposição coletiva na Galeria de Arte Popular Zildo Paria, em Belo Horizonte. Quatro anos depois, integrou outra coletiva na Praça da Estação. Sua pintura aproxima características da arte naïf de uma atmosfera surrealizante, com figuras, composições policromáticas e cores vibrantes.
.

Quim, nome artístico de Joaquim Dimas Fidelis, nasceu em 1958, em Nelson de Sena, distrito de São João Evangelista, no Vale do Rio Doce. Sem formação acadêmica, constrói suas pinturas a partir de lembranças da infância, paisagens rurais e urbanas, cenas do cotidiano e figuras imaginadas.
.

Antes de se dedicar à produção artística, trabalhou em diferentes ofícios, como carroceiro, servente, pedreiro e pintor de paredes. Em suas obras, memória e invenção se encontram em um processo no qual as escolhas de cores e composições são realizadas durante o próprio ato de pintar.
.

Já Ismael de Dedé, de Lagoa da Canoa, em Alagoas, faz parte da Família Antônio de Dedé, ligada à tradição da arte popular em madeira. Filho do mestre Antônio de Dedé, o artista produz esculturas, totens, bancos e personagens.

As peças apresentam figuras humanas, animais e santos, além do uso de cores vivas, pontos e listras. O trabalho mantém elementos do repertório familiar, ao mesmo tempo em que incorpora características próprias desenvolvidas pelo artista. “Queremos que o público perceba essas obras antes de tudo como arte, como resultado de trajetórias, pesquisas e linguagens próprias. São trabalhos que carregam histórias e processos singulares, e é esse conteúdo artístico que desejamos apresentar”, completa Costantino.

.