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As comemorações começam no dia 20 de setembro, com a apresentação de “Sufoco” no Parque Ecológico Pedro Machado, no bairro Santa Maria, na região Oeste da capital. Além da montagem, a programação reúne outros dois espetáculos do repertório do grupo: “Atemporal” e “Corações Trapezistas”.
. “‘Sufoco’ é o espetáculo que está fazendo 15 anos, por isso não poderia faltar na programação. ‘Atemporal’ e ‘Corações Trapezistas’ fazem parte do repertório do grupo e também têm a presença do palhaço Sufoco”, explica Mourão.
. “Sufoco” combina números circenses e releituras de esquetes clássicas da palhaçaria. Ao longo dos 15 anos, o espetáculo passou por transformações, mas preservou sua estrutura original. “Um desafio foi manter o espetáculo sempre novo e atual. A cada apresentação estudamos e pensamos em como melhorar. Novas piadas são incorporadas, novos truques de malabares, novas mágicas, novos cenários e figurinos, mas mantendo a mesma estrutura do espetáculo”, afirma. “Hoje conseguimos levar um show muito interativo e divertido para todas as idades”, completa.
. Enquanto “Sufoco” parte da tradição da palhaçaria, “Atemporal” leva o circo para um futuro pós-apocalíptico para abordar a crise climática. Na história, um cientista vive isolado em um laboratório, cercado por máquinas e experimentos, enquanto tenta encontrar uma fórmula capaz de devolver a vida à Terra após a devastação da natureza. A rotina é alterada pela chegada de um palhaço, que coloca a pesquisa em risco. “É um espetáculo que conversa muito com outras artes. Ele traz forte o teatro e uma estética visual e conceitual do Steampunk, presente na literatura, no cinema, na música e nas artes visuais”, explica Mourão.
. Já “Corações Trapezistas”, com direção de Chico Pelúcio, do Grupo Galpão, aborda o circo como memória e herança familiar. A montagem acompanha um avô e seu neto, dois palhaços de gerações diferentes que percorrem o país levando a arte circense de cidade em cidade. Enquanto o avô deseja reviver os tempos de glória, o neto procura caminhos para o futuro. Juntos, os dois tentam manter vivo um pequeno circo de rua.
. A montagem também presta homenagem aos circos tradicionais e às mulheres circenses que contribuíram para a manutenção dessas companhias ao longo das gerações. “Corações Trapezistas é uma homenagem e um resgate da cultura dos circos tradicionais, que atualmente lutam para sobreviver no Brasil”, define Mourão.
. A discussão proposta pelo espetáculo também atravessa a trajetória do Circo do Sufoco. Para Mourão, as transformações na forma de produzir e apresentar espetáculos exigiram que os artistas encontrassem novos espaços para a atividade circense. “Trabalhar com circo hoje em dia é entender onde é possível e necessário o circo. Vemos que a estrutura de grandes picadeiros se tornou mais difícil, mas o desejo de assistir ao circo continua na cabeça das pessoas”, afirma.
. Nesse cenário, ruas, praças, teatros e centros culturais passam a funcionar como picadeiros. “Fazer um espetáculo que seja possível levar para diferentes espaços se torna algo que aproxima o circo das pessoas novamente”, diz.
. O diálogo com outras linguagens artísticas também faz parte desse processo. “O circo é uma arte que abrange várias outras, como teatro, música, artes plásticas e dança. Entender que o público dessas artes também é público do circo nos fez criar obras que conversam diretamente com essas artes”, explica.
. Para Mourão, porém, a adaptação não significa abandonar características fundamentais da linguagem circense. “Para manter o circo vivo, é necessário não perder uma das bases do circo: ter um espetáculo com muita técnica, emoção, beleza, espanto e surpresas. É entender que não se trabalha com circo, mas se vive de circo. Circo é um estilo de vida, mais que um simples trabalho”.
. Além dos espetáculos, a programação inclui atividades formativas gratuitas. A Oficina de Perna de Pau, com Fernanda Flores, será realizada no Centro Cultural São Geraldo, enquanto a Oficina de Bambolê, com o grupo Bamboliricas, ocorrerá no Centro Cultural Pampulha. As atividades não exigem inscrição prévia, e as datas serão divulgadas no Instagram @circodosufoco.
. Também estão previstas três palestras on-line: maquiagem artística, com Paula Alencar; figurino, com Luiz Dias; e gestão cultural, com Chico Pelúcio. Os encontros serão transmitidos pelo YouTube do Circo do Sufoco, com inscrições por meio de formulário disponibilizado no Instagram @circodosufoco.
. Programação
- 20/09, às 14h: Cortejo – Parque Ecológico Pedro Machado
- 20/09, às 16h: “Sufoco” – Parque Ecológico Pedro Machado
- 21/09, às 9h45: “Atemporal” – EM Dom Jaime de Barros Câmara
- 22/09, às 10h: “Atemporal” – EM Jardim Vitória
- 07/11, às 10h: Cortejo – Praça Cândido Portinari
- 07/11, às 16h: “Sufoco” – Praça Cândido Portinari
- 08/11: às 14h Cortejo – Parque Burle Marx
- 08/11, às 16h: “Sufoco” – Parque Burle Marx
- 12/11: às 14h: Cortejo – Centro Cultural Vila Fátima
- 11/11: às 14h: Cortejo – Centro Cultural Venda Nova
- 12/11, às 15h: “Corações Trapezistas” – Centro Cultural Vila Fátima
- 11/11, às 15h: “Corações Trapezistas” – Centro Cultural Venda Nova
- 15/11, às 10h30: “Sufoco” – Parque Municipal
- Oficina de Perna de Pau - Centro Cultural São Geraldo; e Oficina de Bambolê - Centro Cultural Pampulha. Sem a necessidade de inscrição. As datas serão divulgadas no Instagram @circodosufoco.
- 05/11/26, às 19h - Palestras on-line: Gestão cultural
- 19/11/26 às 19h - Palestra on-line: Maquiagem artística
- 25/11/26 às 19h - Palestra on-line: Figurino
Palestras pelo Zoom. Inscrições no Instagram @circodosufoco.
Serviço
Circo do Sufoco – 15 anos
Espetáculos: “Sufoco”, “Atemporal” e “Corações Trapezistas”
Programação: apresentações, cortejos, oficinas e atividades formativas
Gratuito.