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Ao longo dos dois dias, as atrações ocorrem simultaneamente e contemplam música, artes cênicas, literatura, cultura popular e tradicional, cultura popular urbana, artes plásticas e audiovisual, além de atividades destinadas à infância e à juventude. Em cada unidade participante, serão mais de dez horas de programação por dia.
. Nesta edição, o Descontorno Cultural ocupa dez centros culturais: Jardim Guanabara, na regional Norte; Vila Marçola, na Centro-Sul; São Geraldo, na Leste; Vila Santa Rita e Urucuia, no Barreiro; Pampulha, na Pampulha; Salgado Filho, na Oeste; Padre Eustáquio, na Noroeste; Venda Nova, em Venda Nova; e Usina de Cultura, na Nordeste.
. Uma das novidades de 2026 é a participação de dois centros culturais do Barreiro. Também serão disponibilizadas vans para transportar o público de centros culturais que não recebem atividades nesta edição até aqueles que integram a programação.
. Entre as atrações estão 80 artistas selecionados por meio de chamamento público. Um dos destaques é a batalha Rap Surdo, que promove uma batalha de rimas em Libras e propõe um espaço de expressão, improviso e protagonismo para artistas surdos dentro da cultura hip-hop.
. A programação inclui ainda a performance “Saudação à Ancestralidade”, de Júnia Bertolino, da Cia Baobá Minas, em homenagem ao feminino e à natureza. Para as crianças e famílias, o espetáculo “Brincadeiras Sonoras”, de Edu Pio, apresenta um musical interativo protagonizado pelo personagem Super Pamp e criado especialmente para bebês e crianças pequenas.
. Outra atração é a “Mostra Cênica Urbana”, formada por quatro obras que abordam diferentes temáticas em diálogo com as danças urbanas. Já a oficina “Graffiti e expressão”, ministrada pela artista KROL e voltada para adultos, apresenta a história, técnicas e estilos do graffiti.
. A cultura urbana também aparece no “Trap na Laje”, projeto criado no Aglomerado da Serra que promove shows de artistas convidados e busca ampliar a visibilidade da cena independente do trap. Lu Mattos apresenta o show autoral “Poptrópicosfera”, que combina MPB, pop e rock.
. Artistas voluntários que atuam nos centros culturais durante o ano e selecionados por meio de contrapartidas de projetos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura também integram a programação. Entre eles está o Grupo Trampulim, com o espetáculo “Pratubatê”, experiência musical interativa baseada no ritmo e na percussão coletiva.
. A presidente da Fundação Municipal de Cultura, Bárbara Bof, destaca o papel da mostra na valorização da produção artística realizada em diferentes regiões da capital. “O Descontorno dá protagonismo à arte produzida nas bordas de Belo Horizonte e valoriza o trabalho de artistas de diferentes linguagens e segmentos, que durante todo o ano fortalecem a agenda dos nossos centros públicos culturais. A mostra é também um momento de encontro e celebração dessa produção, aproximando artistas e público e mostrando a força da cultura que acontece nos territórios”, reforça.
. Para o diretor de Promoção dos Direitos Culturais, Frederico Diniz, o evento também estimula a circulação do público pelos espaços culturais da cidade. “O Descontorno é uma oportunidade de aproximar o público de uma produção artística diversa, potente e que acontece em diferentes territórios de Belo Horizonte. Ao promover a circulação das pessoas pelos espaços culturais e pela cidade, a mostra fortalece o acesso à cultura, valoriza os artistas e contribui para a efetivação dos direitos culturais e do direito à cidade”, destaca.
. A edição deste ano homenageia o coletivo Rosas de São Bernardo, formado por sete senhoras que, desde 2008, desenvolvem atividades nos centros culturais da cidade, como recitais, contações de histórias e cantigas de roda. O trabalho busca divulgar a cultura popular, valorizar o protagonismo idoso e preservar o patrimônio cultural comunitário.
. O grupo se apresenta no domingo (13), a partir das 16h, no Centro Cultural Jardim Guanabara, na regional Norte. Em seguida, será realizada a abertura oficial do evento, com a presença de autoridades municipais.
Criado em 2013, o Descontorno Cultural busca ampliar o acesso à cultura e dar visibilidade à produção de artistas das periferias de Belo Horizonte, além de celebrar as atividades desenvolvidas durante o ano nos centros culturais municipais.
Serviço
Programação 11ª Mostra Descontorno Cultural
108 atrações artísticas
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