Revista Encontro

Quadrinhos

FIQ BH 2026 vai reunir 400 artistas e terá distribuição gratuita de HQs

Festival Internacional de Quadrinhos acontece de 4 a 8 de novembro, no Minascentro, com entrada gratuita, oficinas, exposições e debates

Da redação (com informações da PBH)
Com o tema "Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania", o FIQ BH reunirá artistas de 25 estados brasileiros - Foto: Glenio Campregher/Divulgação
Cerca de 400 artistas brasileiros e internacionais estarão reunidos em Belo Horizonte entre os dias 4 e 8 de novembro para a 13ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ BH), considerado o maior evento de arte sequencial da América Latina. Com entrada gratuita, o festival será realizado no Minascentro e terá uma programação que inclui feira de quadrinhos, oficinas, exposições, debates, sessões de autógrafos, lançamentos de livros e atividades para o público de diferentes idades.

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Entre os destaques desta edição estão a distribuição gratuita exemplares de histórias em quadrinhos, um desafio de criação de HQs durante 24 horas e o lançamento de publicações, como a adaptação de “Torto Arado” para os quadrinhos. O evento também vai contar com a exibição de filmes, duelos de quadrinistas em tempo real e rodadas de negócios.
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Com o tema “Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania”, o FIQ BH reunirá artistas de 25 estados brasileiros, além do Distrito Federal, e de sete países. A feira de quadrinhos terá 277 mesas destinadas à exposição e venda de publicações nacionais e internacionais.
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Entre os oito convidados internacionais estão Borja González (Espanha), Št%u011Bpánka Jislová (Tchéquia), Barbara Chuleta (Chile), Clara Chotil (França), Fabien Toulmé (França), Nacha Vollenweider (Argentina/Alemanha), Lorenzo de Felice (Itália) e Isabelle Debekker (Bélgica). A programação também contará com a participação de 83 artistas de diferentes estados brasileiros.
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Uma das novidades da edição é o Dia do Quadrinho Grátis, realizado no sábado (7), das 11h30 às 13h. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Editora Devir, distribuirá três mil exemplares de histórias em quadrinhos ao público.
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No mesmo dia, às 14h, começa o desafio “24h de HQ”, que propõe a criação de histórias em quadrinhos em tempo real, com referências à cultura nacional. Organizada pela Inko, a atividade será aberta ao público e seguirá até as 14h de domingo (8).
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O festival também oferecerá 20 oficinas gratuitas, com inscrições presenciais realizadas duas horas antes de cada atividade. Para artistas e profissionais do setor, serão disponibilizadas 12 masterclasses gratuitas, com inscrições pela internet.
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Homenagens 

Dois nomes ligados à produção e ao estudo dos quadrinhos serão homenageados nesta edição: Sonia Maria Bibe Luyten e Marcelo Eduardo Lelis de Oliveira, conhecido como Lelis. Cada um terá uma exposição dedicada à sua trajetória e participará de uma mesa de debate.
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Pioneira nos estudos sobre histórias em quadrinhos e cultura pop japonesa no Brasil, Sonia Maria Bibe Luyten acumula 50 anos de atuação na área. Já o mineiro Lelis, natural de Montes Claros, é ilustrador e quadrinista com trabalhos publicados no Brasil, na França e na Sérvia, além de ter recebido três troféus HQMix.
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Quadrinhos e formação de leitores

A curadoria do FIQ BH 2026 é assinada pela jornalista Mariana Viana e pelo ilustrador Régis Luiz. Com o tema “Caminhos da leitura: quadrinhos e cidadania”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre as transformações no consumo de histórias em quadrinhos e os desafios para ampliar o acesso às publicações.
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Gabriel Nascimento, coordenador artístico do festival ao lado de Afonso Andrade, explica como as mudanças no mercado editorial afetaram a circulação das HQs. “A forma de consumir quadrinhos mudou muito nos últimos 20 anos. Com o fechamento das bancas de revistas, as HQs passam a ocupar mais as livrarias e o mundo digital, e se consolidam principalmente em feiras, premiações e festivais. Isso fez crescer a diversidade e o número de leitores, mas também as publicações subiram de preço”.
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Diante desse cenário, o coordenador aponta a importância dos festivais para ampliar o acesso às diferentes produções e contribuir para a formação de novos leitores. “Não restam dúvidas sobre o potencial da linguagem desse tipo de narrativa para tratar de temas simples, de maneira acessível e sofisticada. Os quadrinhos sempre foram atrativos para formação de novos leitores e, por isso mesmo, entendemos que é papel dos festivais e eventos do segmento pensar em como contribuir para a formação cidadã dessas pessoas, disponibilizando acesso amplo a temáticas, gêneros, estéticas, formatos e autorias. A leitora ou leitor, ao entrar em contato com essas várias vozes, pode elaborar um pensamento crítico e complexo sobre a sua própria história e sociedade”, afirma.
 
Serviço 
13ª edição do FIQ BH 2026 - Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte
Data: 4 a 8 de novembro 
Local: Minascentro (Rua dos Guajajaras, 1.022, Centro)
Horário: quarta à sexta-feira, das 8h às 20h; sábado, de 9h às 21h; e domingo, de 9h às 19h 

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