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O resultado representa um avanço de uma posição em relação à edição de 2025, quando a UFMG ocupava o quarto lugar. A diferença de pontuação para a Unicamp, segunda colocada, também diminuiu, passando de 2,63 para 0,47 pontos.
. Organizado pelo jornal Folha de S. Paulo, o ranking está na 12ª edição e considera cinco indicadores: ensino, pesquisa, mercado de trabalho, inovação e internacionalização. A UFMG conquistou o segundo lugar na categoria mercado, o terceiro em ensino, o quarto em pesquisa, o quinto em inovação e o 17º em internacionalização.
. De acordo com uma análise do Escritório de Governança e Dados Institucionais (EGDI), a universidade vem apresentando uma evolução contínua no levantamento. Em 2024, ocupava a quinta posição geral, passando para a quarta em 2025 e chegando ao terceiro lugar neste ano. Esta é a primeira vez que a instituição aparece como a melhor universidade federal do país no ranking. “É uma curva muito positiva, a Universidade tem subido em diferentes critérios”, afirma o diretor do EGDI, professor Dawisson Belém Lopes.
. O levantamento também aponta que a UFMG supera mais de 97% das instituições federais de ensino superior nas dimensões mercado, ensino, inovação e pesquisa, além de 92% no indicador internacionalização.
. Ensino e mercado de trabalho são destaques
Entre os indicadores avaliados, o ensino apresentou uma das principais evoluções da UFMG, com avanço de nove posições em relação ao levantamento anterior, segundo o diretor do EGDI.
. “Chegamos ao segundo lugar nessa dimensão, e nos posicionamos junto com a USP e a Unicamp num pódio muito sustentado, com bom distanciamento em relação ao segundo bloco. É, de fato, um ranqueamento que nos projeta com força no cenário acadêmico nacional”, afirma o diretor.
. Outro destaque é o desempenho da instituição no indicador mercado de trabalho, em que aparece na segunda colocação. A categoria considera a percepção de empregadores e acadêmicos sobre a inserção profissional dos formados pelas universidades.
. “Mercado quer dizer, basicamente, empregabilidade. É uma dimensão aferida com base em surveys. O próprio Datafolha entrevista empregadores e acadêmicos para avaliar essa inserção no mercado de trabalho e mede a qualidade das universidades por meio da reputação”, explica Dawisson, que é docente do Departamento de Ciência Política da Fafich.
. Ciências Contábeis da UFMG lidera ranking nacional
Além da classificação geral das instituições, o RUF 2026 avaliou o desempenho de 42 carreiras, duas a mais do que na edição anterior. A seleção considera os cursos de maior demanda no país, conforme o Censo da Educação Superior de 2024.
. Das 42 carreiras analisadas, a UFMG oferece 41, ficando de fora apenas Serviço Social. Entre os cursos da instituição, Ciências Contábeis conquistou a primeira colocação nacional, enquanto outras dez graduações ficaram em segundo lugar: Arquitetura e Urbanismo, Artes Plásticas e Visuais, Computação, Direito, Economia, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Publicidade e Propaganda.
. Em quatro dessas carreiras, a diferença de pontuação para a primeira colocada foi inferior a um ponto. Fonoaudiologia ficou a 0,09 ponto da liderança, seguida por Enfermagem (0,34), Computação (0,46) e Artes Visuais (0,69).
. Outros 13 cursos da UFMG alcançaram a terceira posição nacional: Administração de Empresas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Elétrica, Farmácia, Filosofia, Letras, Medicina Veterinária, Pedagogia, Psicologia, Química e Relações Internacionais.
As 17 graduações restantes avaliadas pelo ranking aparecem entre a quarta e a sétima posições em suas respectivas áreas.
O levantamento completo está disponível no site do Ranking Universitário Folha 2026.