Revista Encontro

Saúde

Mais Médicos já registra 200 desistências

Inscrição dos profissionais termina na próxima sexta

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- Foto: Pixabay

Após cerca de 200 profissionais terem desistido de ingressar no programa Mais Médicos, o Ministério da Saúde informou na última terça, dia 4 de dezembro, que vai reabrir as vagas a partir desta quarta (5). Esses profissionais enviaram comunicado aos municípios dizendo que não iriam assumir o posto. As informações sobre as vagas de desistência serão atualizadas diariamente, conforme o ministério.

As inscrições do edital de convocação para o programa vão até a próxima sexta (7), prazo para os interessados aderirem e escolherem o município de atuação. Podem se inscrever somente médicos com registro no Brasil. Os profissionais têm até o dia 14 deste mês para apresentação nas respectivas cidades. Pelo cronograma, 18 de dezembro é a data para a publicação da lista dos médicos homologados, para iniciarem as atividades.

De acordo com o ministério, o principal motivo alegado pelos médicos para desistência é incompatibilidade de horário com outras atividades profissionais. Outra parcela informou que foi aprovada para residência médica, recebeu nova proposta de trabalho ou problemas pessoais.

"Os médicos que decidirem não comparecer às atividades devem informar ao município alocado, que comunicará a desistência ao Ministério da Saúde. A pasta tem feito contato com os profissionais alocados por meio do endereço eletrônico informado na inscrição, além de ligações telefônicas.
Mais de três mil ligações foram feitas no início desta semana", diz a assessoria do ministério por meio de nota à imprensa.

A jornada do programa prevê 40 horas semanais, para equipes da área de Saúde da Família. Segundo a pasta, até as 18h da última terça (4), das 34.653 inscrições, 23.951 foram concluídas e 8.405 vagas estavam preenchidas, sendo que 3.276 médicos já se apresentaram ou começaram a trabalhar.

"O edital do programa Mais Médicos é uma seleção para a ocupação de vagas de médicos nos municípios. Assim, como todo processo seletivo, os participantes possuem autonomia em assumir ou não a vaga selecionada, Em caso de necessidade, o Ministério da Saúde irá realizar novas chamadas até que complete o quadro de vagas do programa", informa a assessoria da pasta.

Vale lembrar que o novo edital foi lançado para substituir os mais de oito mil médicos cubanos que deixaram de atender após o governo de Cuba anunciar a saída do programa por discordar de mudanças anunciadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

(com Agência Brasil).