A iniciativa tem como objetivo reunir informações sobre o número de benzedeiras e raizeiras na cidade, as regiões onde atuam, as práticas realizadas e as principais necessidades desses grupos. Os dados coletados serão utilizados para a elaboração e o aprimoramento de políticas públicas voltadas ao reconhecimento, valorização e fortalecimento dessas comunidades tradicionais em Belo Horizonte.
. O Diretor de Reparação e Promoção da Igualdade Racial da PBH, ligado à Subsecretaria de Direitos Humanos, Gabriel Souza, explica que as “benzedeiras e raizeiras são guardiãs e guardiões de saberes tradicionais transmitidos entre gerações, relacionados ao cuidado, à espiritualidade, ao uso de plantas medicinais e às práticas de cura populares”.
Ele também destacou a relevância do levantamento para a preservação desses saberes. “Esses conhecimentos fazem parte do patrimônio cultural e da diversidade de saberes presentes nos territórios da cidade. A participação é voluntária e muito importante para que possamos dar visibilidade a esses saberes e fortalecer políticas públicas que respeitem e valorizem as tradições populares de cuidado”, disse.