O estudo mede aspectos relacionados a oportunidades, bem-estar e necessidades humanas básicas. Em relação ao ano passado, Belo Horizonte apresentou avanço no índice geral, passando de 68,22 pontos em 2025 para 69,66 em 2026.
. Entre os destaques da capital mineira está o componente Acesso à Educação Superior, no qual a cidade ficou na 7ª posição entre todos os municípios brasileiros, com 72,45 pontos. O indicador considera critérios como número de empregados com ensino superior, mulheres empregadas com ensino superior e desempenho médio no Enem.
. Outro resultado de destaque foi no componente Acesso à Informação e Comunicação, dentro da dimensão Fundamentos do Bem-Estar. Belo Horizonte registrou 93 pontos no quesito, impulsionada pelo aumento do acesso à internet, tecnologias e meios de comunicação.
. Na dimensão Necessidades Humanas Básicas, os melhores desempenhos da capital foram em Água e Saneamento, com 88,90 pontos, e Moradia, com 85,69 pontos.
O prefeito Álvaro Damião afirmou que o resultado indica avanços na gestão municipal e destacou a diferença entre o porte de Belo Horizonte e o de cidades menores que aparecem nas primeiras colocações do ranking.
. “Estamos a 1,5 ponto da capital melhor colocada e a 3,5 pontos da cidade melhor avaliada do país”, afirmou. Segundo ele, embora o IPS utilize critérios rigorosos, é necessário considerar as diferenças estruturais entre os municípios avaliados. O prefeito citou como exemplo a cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, apontada como a mais bem avaliada do país e que possui menos de 5 mil habitantes, enquanto Belo Horizonte tem cerca de 2,5 milhões de moradores e recebe diariamente uma população flutuante ainda maior. “Com trabalho, bons projetos e uso adequado dos recursos, nós queremos chegar ao topo. Passo a passo. Atendendo prioritariamente as pessoas que mais precisam”, completou.
O IPS Brasil é desenvolvido em parceria entre o Imazon, a Fundação Avina, a Amazônia 2030, o Centro de Empreendedorismo da Amazônia e a Social Progress Imperative. Os dados utilizados no levantamento são provenientes de bases públicas como IBGE, DataSUS, Inep e MapBiomas.