Revista Encontro

Retrofit

Após 17 anos vazia, antiga Escola de Engenharia será requilificada pela PBH

Projeto de R$ 150 milhões prevê reunir 2,4 mil servidores e criar espaços para comércio, serviços, cultura e convivência no Hipercentro

Da redação
A transferência definitiva do imóvel ainda depende do fim das restrições do período eleitoral e deverá ser efetivada após as eleições - Foto: Fernando Antônio Borges/PBH
Depois de 17 anos sem uso, o antigo complexo da Escola de Engenharia da UFMG, no Hipercentro de Belo Horizonte, deverá ganhar uma nova função. A Prefeitura recebeu da União a guarda provisória do imóvel e pretende transformar o conjunto em um espaço institucional com capacidade para receber até 2,4 mil servidores municipais, além de áreas destinadas a comércio, serviços, cultura e convivência.

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A transferência definitiva do imóvel ainda depende do fim das restrições do período eleitoral e deverá ser efetivada após as eleições. A partir daí, o município poderá avançar nas etapas necessárias para a implantação do projeto, que tem investimento inicial estimado em aproximadamente R$ 150 milhões.
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A requalificação abrange mais de 30 mil metros quadrados de área construída e prevê a recuperação de dois edifícios. O Arthur da Costa Guimarães, voltado para a Rua Espírito Santo, é tombado e será preservado. Já o Álvaro da Silveira fica voltado para a Avenida do Contorno. Ambos deverão passar por retrofit, com modernização da infraestrutura e adaptação aos novos usos.
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A previsão é que os pavimentos superiores concentrem unidades da administração municipal, enquanto o térreo e o segundo pavimento possam receber estabelecimentos comerciais, serviços e atividades culturais. Um terceiro prédio existente no complexo será mantido sob gestão do Governo Federal.
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A iniciativa faz parte do programa Somos Centro, da Prefeitura, voltado à requalificação da região central. Segundo o secretário municipal de Política Urbana, Leonardo Castro, a proposta busca combinar a instalação de unidades administrativas com outros usos para o espaço.
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“O objetivo principal desse projeto, além da requalificação, é viabilizar espaços de trabalho para os servidores do município. A ocupação desse conjunto vai permitir também uma nova relação com o espaço público e com as atividades comerciais e culturais da região”, afirma.
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Com a circulação diária dos servidores, a Prefeitura espera aumentar o movimento em uma área atualmente marcada pela baixa presença de estabelecimentos comerciais. A expectativa é beneficiar negócios já instalados no entorno e estimular a chegada de padarias, restaurantes, cafés, lojas, livrarias e outros serviços.
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O município ainda avalia qual modelo será adotado para a implantação e manutenção do complexo, incluindo a possibilidade de uma Parceria Público-Privada (PPP). A estimativa é que as obras levem um ano e meio. Somadas as etapas de estruturação e contratação, o cronograma total poderá chegar a dois anos e meio.
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Projeto prevê praça e novas passagens para pedestres

Além da recuperação dos edifícios, a proposta prevê mudanças no interior do quarteirão. Galpões de pequeno porte e não tombados, localizados na área voltada para a Rua dos Guaicurus, deverão ser demolidos. No lugar, a previsão é construir um edifício cultural suspenso, deixando livre o nível da rua para a circulação de pedestres e o acesso a uma praça pública interna de aproximadamente 1.700 metros quadrados.
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O projeto também prevê um pátio interno e conexões entre as ruas dos Guaicurus, da Bahia e Espírito Santo e a Avenida dos Andradas, com o objetivo de ampliar a circulação de pedestres pelo quarteirão.
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“A demolição dessas edificações permite criar um espaço físico com pátio interno que possibilite a integração e a conexão entre as quatro ruas que circundam essa quadra”, explica Leonardo Castro.
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Mais de 2.600 metros quadrados deverão ser destinados a áreas permeáveis e arborizadas, entre jardins e espaços de convivência. A proposta também contempla medidas de acessibilidade e soluções para favorecer a ventilação e a iluminação naturais.

Apesar da abertura de novas áreas públicas, o complexo não terá uso habitacional. Segundo o projeto, a configuração arquitetônica e a estrutura dos edifícios são consideradas mais adequadas para atividades institucionais, comerciais, culturais e de serviços.

Com a ocupação dos prédios, a abertura dos térreos e a criação dos espaços de convivência, a Prefeitura pretende reinserir na dinâmica do Hipercentro um quarteirão que permaneceu sem uso por quase duas décadas.

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