Revista Encontro

Astronomia

Confira a primeira imagem real de um buraco negro

Astrônomos conseguiram registrar o objeto que está a 55 milhões de anos-luz da Terra

João Paulo Martins
Pela primeira vez na história, cientistas conseguem fotografar um buraco negro - Foto: Twitter/EU_Commission/Reprodução

Nesta quarta, dia 10 de abril, os apaixonados pela Ciência ganharam de "presente" a primeira fotografia de um buraco negro já feita em todo a história. A imagem ainda corrobora com a teoria da Relatividade Geral formulada pelo renomado físico alemão Albert Einstein em 1905. A informação foi divulgada pelo site português Observador.

O corpo celeste se encontra no centro da galáxia Messier 87, a 55 milhões de anos-luz da Terra e pode ser visto nas proximidades da constelação de Virgem. Sua massa equivale a 6,5 bilhões de sóis e é muito maior do que o que existe no centro da Via Láctea.

A incrível foto do buraco negro foi possível graças ao projeto Event Horizon Telescope (Telescópio de Horizonte de Eventos), que corresponde a uma rede mundial de radiotelescópios combinados com dados obtidos por estações de interferometria de linha de longa linha de base espalhadas pela Terra.

O objeto celeste recém diulgado possui um diâmetro de 100 bilhões de km e o anel que pode ser visto à sua volta segue as mesmas dimensões dele.

Dentro do buraco negro, como mostra o Observador, as leis da Física são deixadas de lado em decorrência do chamado ponto de singularidade. No entorno dele existe o horizonte de eventos cuja gravidade é tão forte que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar à sua força de atração. Justamente o brilho causado pelas partículas sendo "engolidas" nessa região é que permite o registro astronômico do fenômeno.

Para chegar a essa impressionante image, o grupo internacional de cientistas vem trabalhando há 13 anos com ajuda da União Europeia. A intenção deles, conforme o portal português, é fotografar o buraco negro Saggitarius A, que fica no centro da Via Láctea, e o da galáxia Messier 87. O primeiro está a 25 mil anos-luz da Terra e massa equivalente a quatro milhões de sóis.
Porém, conseguiram registrar primeiro o objeto muito mais distante.
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