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Pais de primeira viagem dormem mal até os filhos fazerem 6 anos

Isso foi constatado por um estudo realizado na Inglaterra

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- Foto: Pexels

Uma pesquisa da Universidade de Warwick, na Inglaterra, em parceria com o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica, descobriu que depois do nascimento do primeiro filho, os pais costumam  dormir mal ao longo de seis anos. Só após esse prazo retomam o sono de qualidade, que tinham antes da gestação. A informação foi divulgada pela emissora estatal alemã Deutsche Welle.

Publicado na última segunda, dia 25 de fevereiro, na revista científica Sleep, o estudo analisou dados coletados na Alemanha com pais que tinham acabado de ter o primeiro, o segundo ou o terceiro filho. Foram entrevistados anualmente mais de 2,5 mil mulheres e 2,2 mil homens entre 2008 e 2015.

Os participantes tiveram de avaliar a qualidade do sono em uma escala de zero a 10, e foram questionados sobre quantas horas, em média, eles dormiam num dia normal da semana e também aos sábados e domingos.

"Embora ter filhos seja uma grande fonte de alegria para a maioria dos pais, as exigências e responsabilidades associadas a esse papel levam a um sono mais curto e a uma menor qualidade do sono até seis anos após o nascimento do primeiro filho", comenta o pesquisador Sakari Lemola, um dos autores do estudo, em entrevista para a emissora alemã.

A pesquisa também concluiu que, no início, o nascimento do bebê gera efeitos mais fortes na qualidade do sono das mães. Nos três primeiros meses após darem à luz, as mulheres estavam dormindo, em média, uma hora a menos do que antes da gravidez. Ao mesmo tempo, a duração do sono dos pais sofreu um decréscimo de 15 minutos.

"As mulheres tendem a experienciar mais distúrbios do sono do que os homens após o nascimento de uma criança pois as mães ainda exercem o papel de cuidadora principal com mais frequência do que os pais", afirma Lemola.

Quando os filhos estão com idades variando de 4 a 6 anos, a duração do sono das mães ainda é cerca de 20 minutos mais curta em comparação com antes da gravidez, enquanto a dos pais segue 15 minutos menor.

Os efeitos da maternidade e da paternidade no sono foram mais acentuados naqueles que tiveram o primeiro filho, em comparação com os pais experientes. Nos primeiros seis meses do bebê, os efeitos também foram mais fortes nas mães que estavam amamentando do que nas que não puderam fornecer o aleitamento.

Ainda segundo a pesquisa, fatores financeiros (renda familiar mais alta) ou psicossociais (pais que ajudam na criação dos filhos) não parecem proteger os progenitores de terem o sono afetado durante os primeiros anos da criança.

(com Deutsche Welle).