Revista Encontro

Turismo

Carnaval de BH impulsiona hotelaria e projeta alta ocupação em 2026

Setor já registra ocupação média de 50% na cidade, com índices entre 60% e 70% na Centro-Sul e Savassi, segundo a ABIH/MG

Da redação
Nas regiões Centro-Sul e da Savassi, que concentram grande parte da demanda dos foliões, as taxas de ocupação variam entre 60% e 70% - Foto: Julia Lanari/Divulgação
O Carnaval de Belo Horizonte 2026 deve reforçar seu papel como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico, cultural e turístico da capital mineira. A expectativa de crescimento no fluxo de visitantes já se reflete no setor hoteleiro, que projeta alta nas taxas de ocupação durante o período carnavalesco, com impacto direto também em segmentos como alimentação, transporte, comércio e serviços.
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Levantamentos da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Minas Gerais (ABIH/MG) indicam que a ocupação média geral na cidade gira atualmente em torno de 50%, considerando todos os estabelecimentos. Nas regiões Centro-Sul e da Savassi, que concentram grande parte da demanda dos foliões, as taxas variam entre 60% e 70%.
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“O Carnaval de Belo Horizonte impulsiona de forma direta a taxa de ocupação dos hotéis, amplia o tempo de permanência dos visitantes e movimenta toda a cadeia do turismo, gerando emprego e renda em diferentes áreas dos serviços. Trata-se de um evento popular, orgânico e amplamente reconhecido pelos foliões pela segurança, limpeza e organização, atributos que reforçam a confiança do turista em escolher Belo Horizonte como destino. A elevada demanda por hospedagem já registrada para o período confirma o Carnaval de Belo Horizonte como um produto turístico competitivo e cada vez mais relevante no cenário nacional”, afirma Eduardo Cruvinel, presidente da Belotur.
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De acordo com o setor, o comportamento de compra segue o mesmo padrão observado em anos anteriores, com grande parte das reservas sendo realizadas nas duas semanas que antecedem o Carnaval. A expectativa é de que esse período concentre o pico de ocupação, alcançando números semelhantes ou ligeiramente superiores aos de 2025, quando a média na cidade chegou a 75%, ultrapassando 85% na região da Savassi.
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O perfil dos hóspedes também evidencia a diversidade de públicos que o Carnaval de Belo Horizonte atrai. Uma parcela significativa dos turistas vem de outros estados, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, além de uma forte presença de visitantes do interior de Minas Gerais. 
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Além do aumento na ocupação, o Carnaval tem influenciado positivamente a diária média e o tempo de permanência dos foliões. Segundo a ABIH/MG, empresas do setor registraram elevação nas diárias em relação ao ano anterior, reflexo da alta demanda e do perfil de visitantes que optam por estadias mais longas. Ainda assim, Belo Horizonte mantém uma ampla oferta de hospedagem, com opções que atendem desde foliões que buscam alternativas mais econômicas até aqueles que preferem hotéis de padrão mais elevado.
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O tempo médio de permanência dos visitantes ficou em torno de três dias, com parte dos turistas estendendo a estadia para conhecer outros atrativos turísticos da cidade e da Região Metropolitana, reforçando o Carnaval como uma porta de entrada para o turismo em Belo Horizonte ao longo de todo o ano.
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“Durante o período, hotéis de diferentes categorias registram altas taxas de ocupação, muitas vezes acima da média anual, impulsionadas pelo crescimento do fluxo de turistas de outros estados e de visitantes da própria região. O aumento da antecedência nas reservas, do ticket médio das diárias e da permanência dos hóspedes reforça a importância do Carnaval para a sustentabilidade do setor. Grandes eventos como o Carnaval demonstram a força da hotelaria como vetor de desenvolvimento econômico. Quando há planejamento, infraestrutura e integração entre o poder público e a iniciativa privada, os benefícios se estendem a toda a cadeia do turismo”, comenta Flávia Badaró, presidente da ABIH MG.

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