O resultado indica retomada do ritmo no curto prazo, impulsionada principalmente por segmentos ligados ao consumo essencial e recorrente. Entre os destaques estão os setores de artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, além de equipamentos de informática, que seguem refletindo um comportamento mais seletivo por parte das famílias.
. Na comparação com novembro de 2024, o varejo mineiro registrou crescimento de 1,1%, desempenho ligeiramente inferior ao observado no Brasil (1,3%), mas ainda positivo em um contexto de desaceleração do consumo no país. O dado contrasta com o ritmo mais intenso observado no mesmo período do ano anterior, quando o crescimento nacional foi significativamente maior.
. Para a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves, o cenário aponta para uma adaptação do setor às atuais condições econômicas. “Mesmo com restrições no orçamento das famílias, o comércio mineiro tem mostrado capacidade de resposta. O consumidor está mais cauteloso, mas continua priorizando itens essenciais e de maior valor percebido”, avalia.
. No acumulado de janeiro a novembro, Minas Gerais apresentou crescimento de 0,1% no comércio ampliado, enquanto o Brasil registrou retração de 0,3% no mesmo período. Já no acumulado de 12 meses, o desempenho do estado ficou estável (0,0%), frente a uma queda de 0,2% no cenário nacional, reforçando a posição relativamente mais sólida do varejo mineiro.
. O comércio ampliado também teve resultado positivo em novembro, com alta de 0,9% em Minas Gerais na comparação mensal, acima do avanço nacional (0,7%). O desempenho foi puxado principalmente pelo segmento de material de construção, enquanto o setor de veículos segue pressionado, refletindo o ambiente de crédito mais restrito e os juros elevados.
. Segundo Fernanda Gonçalves, o momento exige atenção estratégica por parte dos empresários. “Os dados mostram que Minas Gerais está conseguindo sustentar um desempenho melhor que o do Brasil, mas o cenário ainda é desafiador. Planejamento financeiro, gestão de estoques e leitura cuidadosa do perfil do consumidor serão decisivos para atravessar os próximos meses”, afirma.
A avaliação da Fecomércio MG indica que, apesar da perda de fôlego em alguns segmentos, o comércio mineiro encerrou novembro com sinais de equilíbrio e resiliência, mantendo desempenho acima da média nacional em um contexto econômico ainda marcado por cautela e desaceleração do consumo.