Revista Encontro

Economia

Mercado de seminovos começa 2026 em alta no Brasil e em Minas

Estado registra mais de 151 mil veículos vendidos em janeiro, enquanto Belo Horizonte soma 37 mil negociações

Da redação
Em janeiro, foram comercializadas 1.340.333 unidades em todo o país - Foto: Freepik
O mercado brasileiro de veículos seminovos começou 2026 com crescimento nas vendas e manutenção da tendência de expansão observada ao longo do último ano. Em janeiro, foram comercializadas 1.340.333 unidades em todo o país, aumento de 9,3% na comparação com o mesmo mês de 2025. Os dados são da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).
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Em Minas Gerais, o volume de negociações chegou a 151.225 veículos, avanço de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A média diária no estado foi de 7.201 transações, consolidando Minas como um dos principais mercados do setor no país.
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Na capital mineira, foram vendidos 37.011 veículos seminovos ao longo do mês. A leve oscilação frente a dezembro acompanha o comportamento sazonal do início do ano, mantendo o mercado em um patamar considerado estável. Belo Horizonte registrou média diária de 1.762 unidades comercializadas.
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Entre os modelos mais vendidos em Minas Gerais, o Volkswagen Gol liderou o ranking, com 7.951 unidades negociadas, seguido pelo Fiat Palio, com 5.580, e pelo Fiat Uno, com 5.192 veículos. Em Belo Horizonte, o Palio ocupou a primeira posição, com 1.264 unidades vendidas, seguido pelo Gol, com 1.251, e pelo Hyundai HB20, com 1.105 unidades.
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Para Glenio Junior, presidente da Associação dos Revendedores de Veículos do Estado de Minas Gerais (Assovemg), os números refletem a estabilidade do setor. “Iniciar o ano com números tão positivos dando sequência ao excelente desempenho do setor, é uma demonstração clara da maturidade do mercado e do comprometimento de todos os elos da cadeia automotiva. Esses resultados nos enchem de orgulho e apontam para um 2026 muito promissor, com a real possibilidade de alcançarmos um novo recorde”.
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O desempenho do segmento ocorre em um cenário de melhora gradual dos indicadores econômicos, que têm favorecido o consumo e o acesso ao crédito. De acordo com o Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV), a confiança dos empresários subiu 0,5 ponto em janeiro, alcançando 92,5 pontos.
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Outro indicador que contribui para o aquecimento do mercado é o avanço do emprego. A taxa de desemprego recuou para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor patamar da série histórica iniciada em 2012, ampliando o potencial de consumo das famílias.
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No cenário inflacionário, a projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 foi revisada de 4% para 3,99%, segundo o Boletim Focus. Para 2027, a estimativa permanece em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 a expectativa é de 3,5%.
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Já em relação à política monetária, a ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, com expectativa de redução para 14,5% no próximo mês, movimento que pode estimular o crédito e beneficiar diretamente o mercado automotivo, sobretudo o segmento de seminovos.
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As projeções das instituições financeiras também indicam crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026. A previsão para a cotação do dólar segue em R$ 5,50 ao final do ano, cenário considerado relativamente estável para o setor.

Com o mercado aquecido, a Assovemg prepara a terceira edição do Congresso Automotivo, marcada para os dias 23 e 24 de maio, no Expominas, em Belo Horizonte. O evento deve reunir revendedores, profissionais e interessados no segmento, com programação voltada à qualificação, troca de conhecimento e estímulo a negócios.

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