O desempenho recente da empresa ajuda a explicar o resultado. A companhia encerrou o último exercício com lucro líquido de R$ 4,9 bilhões e realizou investimentos recordes de R$ 6,6 bilhões em 2025 — o maior volume já registrado. Ao mesmo tempo, a Cemig tem ampliado sua capacidade de execução e fortalecido sua posição financeira, em meio às transformações do setor elétrico.
. O cenário também se reflete nas avaliações das agências de risco. Em 2025, a Moody’s Local Brasil elevou o rating da Cemig e de suas subsidiárias integrais, Cemig Distribuição e Cemig Geração e Transmissão, de “AA+” para “AAA”, com perspectiva estável. A Fitch Ratings já havia promovido a companhia ao mesmo nível em 2024. A empresa também mantém classificação “brAA ” pela S&P Global Ratings.
. “Superar a marca de R$ 40 bilhões em valor de mercado é um reconhecimento claro do trabalho que a Cemig vem realizando nos últimos anos. A melhora no rating acompanha esse movimento e reflete uma companhia mais sólida, eficiente e com maior capacidade de investimento, preparada para sustentar um novo ciclo de crescimento”, afirma o presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho.
. No campo dos investimentos, a empresa projeta o maior ciclo de expansão de sua história. O plano estratégico para o período de 2026 a 2030 prevê aportes de R$ 44 bilhões, com foco na modernização da infraestrutura elétrica em Minas Gerais, no aumento da confiabilidade do sistema e na preparação para a abertura total do mercado de energia.
. Para 2026, estão previstos investimentos de R$ 6,7 bilhões, com concentração no segmento de distribuição, diante da ampla área de concessão da companhia no estado e da busca por melhorias no fornecimento para mais de 9,5 milhões de clientes.
. Segundo o presidente da empresa, a estratégia está alinhada aos desafios estruturais do setor elétrico. “Hoje, 100% do nosso investimento é realizado em Minas Gerais em um momento de muita discussão em transição energética. E não existe essa opção sem rede resiliente. Por isso, estamos ampliando significativamente a infraestrutura, com aumento do número de subestações, expansão da rede trifásica para o agronegócio e implantação de dupla alimentação em praticamente todo o estado”, afirma o executivo.