O documento será apresentado à secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Correa, e propõe diretrizes para a regulamentação de baterias e sistemas de armazenamento de energia (BESS), considerados estratégicos para a modernização do setor elétrico.
. Entre as participantes confirmadas estão a primeira-dama do Estado, Christiana Renault, a vice-presidente da OAB, Helena Delamonica, que também preside a Comissão Nacional de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, além de Milena Pedrosa, presidente do Invest Minas.
. “Minas Gerais, em especial, reúne exemplos consistentes de liderança feminina que atravessam energia, meio ambiente e gestão pública. A presença de figuras como Marília Carvalho, atual presidente da Copasa e ex-Secretária de Meio Ambiente do Estado, simboliza exatamente essa convergência entre técnica, gestão e visão estratégica”, afirma Marina Meyer. Segundo ela, ao reunir essas lideranças no Palácio da Liberdade, o evento reconhece trajetórias e reposiciona o papel da mulher como agente central na construção do futuro energético. Também estará presente Milena Pedrosa, Presidente do Invest Minas.
. No centro do debate estão os sistemas de armazenamento de energia, especialmente as baterias (Battery Energy Storage Systems – BESS), apontadas como uma das principais frentes de inovação no setor. “O armazenamento de energia elétrica, especialmente por meio de sistemas de baterias (Battery Energy Storage Systems – BESS), deixou de ser uma promessa tecnológica para se tornar a nova fronteira institucional do setor elétrico brasileiro”, diz Marina Meyer.
. As baterias representam um novo vetor de eficiência, flexibilidade e segurança para o sistema elétrico, viabilizando maior integração de fontes renováveis, resposta à demanda, estabilidade da rede e novos modelos de negócio - temas essenciais para a transição energética justa e sustentável.
. “Sua incorporação ao sistema desafia conceitos clássicos da regulação, como a separação estanque entre geração, transmissão, distribuição e consumo, exigindo uma releitura jurídico-regulatória compatível com os princípios constitucionais da eficiência, da modicidade tarifária e da segurança do suprimento”, acrescenta.
. A iniciativa conta com apoio do Governo de Minas Gerais e envolve o diálogo com empresas e instituições do setor energético, como Cemig e Gasmig.
Nesse contexto, a Comissão de Energia da OAB-MG busca se consolidar como um agente de articulação entre setor público, mercado e sociedade. “A Comissão fortalece a construção de soluções jurídicas e regulatórias que estimulem inovação, competitividade e desenvolvimento econômico sustentável em Minas Gerais”, afirma Meyer.