Revista Encontro

Reconhecimento

As melhores empresas para trabalhar em MG, segundo pesquisa GPTW 2026

Troféus foram entregues às companhias premiadas em cerimônia realizada na noite de terça-feira (16/6)

Alex de Oliveira
Em 2026, o setor financeiro assumiu a liderança entre os premiados - Foto: Divulgação
A grande noite do prêmio Great Place to Work (GPTW) Minas Gerais 2026, que homenageou 75 organizações que se destacaram pela excelência em sua cultura organizacional e gestão de pessoas, aconteceu nesta terça-feira (16/6), em Belo Horizonte. Com os votos dos próprios profissionais, que julgam a realidade do seu cotidiano corporativo por meio de pesquisas internas, o modelo de avaliação global aplicado em mais de 170 nações, o GPTW consolidou-se como o principal termômetro de cultura corporativa no mundo. 
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Neste 2026, os dados mostram um retrato diferente do registrado no ano passado: o setor financeiro assumiu a liderança entre os premiados, a retenção de talentos cresceu de forma consistente, e a participação feminina nas empresas avançou – ainda que de maneira desigual conforme o nível hierárquico.
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Pela primeira vez, o setor de Serviços Financeiros e Seguros ultrapassou Tecnologia da Informação em número de empresas premiadas: são 19 companhias do segmento financeiro contra 16 de TI. Para Daniela Diniz, diretora de Comunicação e Relações Institucionais do GPTW Brasil, o movimento vem de longe. “As instituições financeiras passaram por uma profunda modernização, incorporando práticas mais avançadas de gestão de pessoas e desenvolvimento de lideranças. Ao mesmo tempo, a competição por talentos se intensificou, levando essas empresas a investir de forma mais consistente na experiência do colaborador”, avalia.
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Profissionais do Cartório 1º Ofício de Registro de Imóveis de BH celebram o primeiro lugar entre as pequenas empresas - Foto: DivulgaçãoUm dado que chama atenção está na composição dos quadros: 45% dos funcionários das premiadas são mulheres em 2026, ante 41% no ano anterior – a maior participação registrada nos anos recentes. O avanço ocorre em paralelo a uma reorganização mais ampla dos processos internos. “Muitas empresas passaram a atuar de forma mais estruturada na atração, desenvolvimento e permanência de talentos femininos, revisando processos seletivos, políticas de carreira e programas de liderança”, examina Diniz.
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Na média gerência e nas outras posições de liderança, as mulheres também avançaram: de 31% para 34% na média gerência, e de 40% para 44% nas demais posições. A exceção está no topo. O percentual de mulheres CEOs recuou de 20% para 19% entre 2025 e 2026. Diniz contemporiza: “O recuo foi de apenas um ponto percentual, o que não indica uma queda abrupta. Além disso, esse percentual é quase o dobro da média das melhores empresas para trabalhar no Brasil, cujo indicador de mulheres em cargos de CEO é de 10%”, compara.
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Empresas celebraram ter sido reconhecidas por suas boas práticas - Foto: DivulgaçãoOutro movimento que atravessa a pesquisa é o da retenção. O percentual de colaboradores com até dois anos de empresa caiu de 47% em 2025 para 41% em 2026 – e estava em 51% em 2024. Os profissionais com mais tempo de casa ganharam peso: a faixa de 6 a 10 anos saltou de 11% para 14%. Diniz enxerga o dado conectado a fenômenos do pós-pandemia: “Estamos mais distantes hoje daquele período de alta rotatividade. A maior permanência de profissionais sugere que as empresas se adaptaram ao novo contexto organizacional e passaram a oferecer práticas que fazem mais sentido a uma nova forma de se relacionar com o trabalho”.
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Curiosamente, o que mantém essas pessoas nas empresas também mudou. Oportunidade de crescimento segue como principal fator de permanência, mas perdeu força: era o motivo apontado por 38% dos respondentes em 2025 e caiu para 35% em 2026. Remuneração e benefícios subiram de 11% para 16%, e a estabilidade avançou dois pontos percentuais. No movimento contrário, o alinhamento de valores recuou seis pontos percentuais no período, chegando a 11%. Trata-se de um ajuste de contexto, sinaliza Diniz. 
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“Valores e propósito continuam relevantes, mas quando há maior preocupação com segurança financeira, aspectos como remuneração e estabilidade naturalmente ganham peso nas decisões profissionais. O trabalhador atual continua buscando significado no trabalho, mas também demonstra uma visão mais equilibrada sobre suas necessidades”, afiança ela, que prossegue lembrando que a composição setorial da lista influencia o resultado: “Temos, nesta edição, uma maior participação de empresas do setor financeiro, que tem um perfil de profissional que costuma valorizar mais remuneração e benefícios do que profissionais de outros setores”.
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No campo da inovação, o Índice de Velocidade de Inovação (IVR) registrou a mudança mais significativa da edição. O percentual de empresas premiadas no estágio “acelerado” – o mais alto da métrica – recuou de 40% em 2025 para 24% em 2026. O estágio “funcional”, intermediário, subiu de 26% para 43%. Diniz interpreta o movimento como uma fase de consolidação: “Em muitos casos, indica a institucionalização das práticas de inovação. Após um período marcado por grandes transformações e experimentações, diversas organizações passaram a priorizar processos mais estruturados e sustentáveis. O desafio agora não é apenas gerar ideias, mas garantir execução, escalabilidade e resultados consistentes”, opina. O contraste com as não premiadas é expressivo: 62% delas estão no estágio de atrito, contra 33% entre as premiadas.
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O pilar com maior média de confiança entre os colaboradores foi “Cuidar – a prática cultural que, conforme a descrição do GPTW, se manifesta menos em benefícios formais e mais na qualidade das relações cotidianas. “O sentimento de cuidado vai muito além de benefícios. Ele se manifesta na qualidade das relações, na atuação das lideranças e na coerência entre discurso e prática”, situa Diniz. “Os colaboradores percebem cuidado quando sentem que são vistos como pessoas e não apenas como recursos produtivos”, completa.
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O Trust Index – índice geral de confiança medido pela pesquisa – se manteve em 89 pelo terceiro ano consecutivo. Entre as declarações com maiores médias nas premiadas, três atingiram nota 98: tratamento igualitário independentemente de cor ou etnia, de orientação sexual e de gênero. A afirmação “este é um lugar amistoso para trabalhar” teve o maior diferencial entre premiadas (94) e não premiadas (87) – um gap de 7 pontos.
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Primeira colocada entre as grandes empresas: representantes da Localiza&CO recebem premiação - Foto: DivulgaçãoDas 75 empresas premiadas, 20 aparecem pela primeira vez no ranking. Duas estão presentes em todas as 13 edições. Para Diniz, o que diferencia quem permanece ao longo do tempo é tratar cultura como prioridade estratégica permanente, e não como projeto pontual: “Essas empresas conseguem preservar valores essenciais mesmo diante de mudanças de mercado, crescimento ou renovação de lideranças”, conclui. Confira abaixo a lista das premiadas.
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MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR EM MINAS GERAIS 2026


Grandes empresas (mais de 1.000 colaboradores)

  1. Localiza&Co
  2. Alcoa Alumínio
  3. Algar
  4. Banco Mercantil
  5. SEST SENAT
  6. Kinross Brasil Mineração S.A.
  7. Milplan
  8. Eletrozema S/A
  9. AeC Centro de Contatos
  10. CNH

Médias empresas (100 a 999 colaboradores)

  1. BHS Soluções Digitais Ltda
  2. Sicoob Credicopa
  3. Versigent Conceição dos Ouros
  4. Embracon
  5. Lear Corporation
  6. Grupo UbyAgro
  7. Queima Diária
  8. Montreal Informática
  9. Unidas Locadora S.A.
  10. Globalfruit
  11. Somai
  12. Supergasbras
  13. Sabin Diagnóstico e Saúde
  14. Sicoob Divicred
  15. Cadence
  16. TQI
  17. iCrop
  18. Sicoob Sarom
  19. Grupo Inter Aduaneira
  20. Avvale Brasil Ltda
  21. Unicred Evolução
  22. Pottencial Seguradora
  23. Atkins Réalis
  24. Framework
  25. Sicoob Coopacredi
  26. Sicoob Centro União
  27. Alctel Telecom
  28. A3 Data
  29. Sicoob Crediriodoce
  30. Shippify Tecnologia
  31. YouX
  32. Sicoob Credicom
  33. Sicoob Credplus
  34. IOASYS Desenvolvimento de Software Ltda
  35. Lev Term
  36. Arqia
  37. Sodecia Automotive Minas Gerais Ltda
  38. BH Airport
  39. Irani
  40. Grupo Tsuge
  41. Sicoob Credivass
  42. Sicoob Credilivre
  43. Sicoob Credisudeste
  44. IGL – Importação e Comércio de Materiais de Construção Ltda (Grupo IGL)
  45. Sicoob Credimepi

Pequenas empresas (30 a 99 colaboradores)
  1. Cartório 1º Ofício de Registro de Imóveis de BH
  2. ABGI Brasil
  3. Progesys
  4. Ofício do 2º Registro de Imóveis de Montes Claros
  5. Cartório 2º Ofício de Notas de Belo Horizonte
  6. Jungle Consultoria e Soluções Sociais Ltda
  7. JDC Tech e People
  8. Conquista Intermediadora de Negócios
  9. iGreen Energy
  10. Rumo Soluções
  11. Ipê Digital
  12. Profitto
  13. Rede Inova Drogarias Ltda
  14. Sicoob Credivaz
  15. Bridge Transportes e Logística Ltda
  16. NTW Contabilidade e Gestão Empresarial
  17. UaiRango
  18. Unimed São Sebastião do Paraíso
  19. Cooperativa de Crédito Carlos Chagas Ltda. – Sicoob Carlos Chagas
  20. Sicoob Credicampina

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