Revista Encontro

Economia

Queda da Selic pode favorecer comércio no fim do ano, avalia CDL/BH

Entidade avalia que redução dos juros pode sustentar confiança do consumidor e ajudar empresas na preparação para as vendas do último trimestre

Da Redação (com informações da CDL)
Taxa Selic atual é de 13,75% ao ano, após o Copom reduzi-la em 0,25 ponto percentual neste mês - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A redução da taxa Selic pode contribuir para um ambiente econômico mais favorável ao comércio e aos serviços, segundo avaliação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Para a entidade, a trajetória de queda dos juros pode ajudar a sustentar a confiança do consumidor na proximidade de datas importantes para o varejo, como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal.

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“O novo corte mantém o canal de expectativas positivas justamente na entrada do último trimestre do ano”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Segundo o presidente, a continuidade do processo de redução dos juros ocorre em um período relevante para o comércio, já que os últimos meses do ano concentram uma parcela importante das vendas do setor. A entidade avalia, porém, que os efeitos da medida sobre o crédito devem aparecer de forma gradual, diante do nível de endividamento das famílias.
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“O último trimestre é o período mais importante do ano para o varejo, ainda que o alívio no crédito seja lento e limitado pelo alto endividamento das famílias”, explica.

Na avaliação da CDL/BH, a redução do custo do capital de giro também pode auxiliar as empresas na formação de estoques para o fim do ano e no planejamento de campanhas promocionais, ainda que os efeitos iniciais sejam limitados. A entidade recomenda que os comerciantes mantenham disciplina financeira e atenção na concessão de crediário.

“Esperamos que a queda dos juros marque mais uma etapa no processo de ajuste da política monetária, de forma gradual e responsável. Um ambiente de maior previsibilidade é fundamental para que as empresas possam planejar investimentos, ampliar contratações e manter sua contribuição para o crescimento econômico do país”, avalia Souza e Silva.

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