O queijo boursin é conhecido na França como um triplo-creme, de sabor sutil e consistência cremosa.
O maior desafio tecnológico da equipe de pesquisa foi manter elevada a quantidade das bactérias probióticas até o momento do consumo. "Os queijos são considerados bons veículos para bactérias probióticas por apresentarem menor acidez e maior teor de proteínas, o que contribui para manter as bactérias adicionadas. Fizemos testes com os queijos caprinos, que indicaram a sobrevivência das bactérias benéficas à saúde nas concentrações preconizadas internacionalmente. O produto atende às exigências para produtos probióticos", afirma a pesquisadora Karina Olbrich, da Embrapa Agroindústria de Alimentos.
Teste com consumidores
A avaliação de aceitação do queijo cremoso do tipo boursin com probióticos foi realizada com 200 consumidores em dois supermercados do Rio de Janeiro. O produto foi bem aceito, recebendo uma nota média maior que sete em uma escala de nove pontos. Dentre as características sensoriais apreciadas, destacaram-se a cor branca, a textura macia e o gosto ligeiramente ácido.
O queijo caprino boursin é somente um dos produtos derivados do leite de cabra com características probióticas elaborados a partir de tecnologias da Embrapa. No portfólio da empresa pública estão diferentes tipos de queijos e bebidas lácteas adicionadas de bactérias probióticas, como o queijo minas frescal, o tipo coalho com lactobacilos e o leite caprino probiótico fermentado com suco de uva.
(com Agência Embrapa).