Ao longo do dia, produtores, especialistas, representantes do setor público e apreciadores da bebida participam de degustações guiadas, rodas de conversa, experiências sensoriais e debates sobre tradição, economia criativa, turismo gastronômico e fortalecimento da produção artesanal mineira.
. A proposta é apresentar ao público diferentes aspectos do universo da cachaça produzida em Minas, desde os métodos de fabricação até os territórios e histórias ligados aos alambiques espalhados pelo estado.
. A abertura oficial está prevista para as 10h, com o encontro “Café com Prosa e Cachaça”, que reúne convidados para uma conversa sobre tradição e identidade mineira. Em seguida, às 11h, o consultor e sommelier Leo Gomes conduz um painel sobre os desafios e perspectivas do setor, abordando temas como legalização, valorização da cadeia produtiva e fortalecimento da atividade no estado.
. Participam da discussão representantes da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).
. Segundo Leo Gomes, iniciativas voltadas à valorização da bebida ajudam a aproximar o público da produção artesanal mineira. “Ações como essa ajudam a quebrar preconceitos históricos e aproximam o público de um produto sofisticado, complexo e genuinamente brasileiro”, afirma.
. Durante a tarde, a programação segue com um debate sobre economia criativa e o papel da cachaça na movimentação cultural e gastronômica do hipercentro de Belo Horizonte. A conversa será conduzida por Leo Gomes e pelo empresário e colunista Túlio D’Angelo, do Bar Palito.
. Túlio acredita que este movimento reafirma a importância da bebida para o estado. “Quando valorizamos a cachaça mineira, valorizamos também o conhecimento técnico, pequenos produtores, mão de obra especializada e uma estética genuinamente brasileira".
. Encerrando o evento, às 16h30, a sommelier Pollyanna Ávila, do Grupo Trintaeum, conduz a experiência sensorial “A Mulher na Produção e Serviço da Cachaça”, com degustação guiada e discussões sobre a presença feminina no setor.
. Além da programação cultural e gastronômica, o encontro também reforça a relevância econômica da bebida em Minas Gerais. Dados do Anuário da Cachaça 2025, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apontam que o estado lidera o país tanto em número de produtores quanto em quantidade de marcas registradas.
. Atualmente, Minas Gerais reúne mais de 500 estabelecimentos produtores e ultrapassa 2,4 mil marcas oficialmente cadastradas. Regiões como Salinas, no Norte de Minas, consolidaram-se como referências nacionais da produção artesanal e ajudam a impulsionar o turismo gastronômico ligado à bebida.
. Programação:
21/05 (quinta-feira)
- 10h - Solenidade de abertura com autoridades, imprensa e produtores: “Café com prosa e cachaça”
- 11h - O futuro da Cachaça Mineira, legalização e valorização - Painel de discussão com produtores e técnicos - Lucas Rocha, da Emater, Lucas Silva Ferreira, do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e Sandra Regina, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) - Mediação Leo Gomes.
- 15h - “Economia Criativa” - A promoção da cachaça mineira nos corredores do baixo centro. Leo Gomes (Pinga & Prosa) e Túlio D’angelo (Bar Palito).
- 16h30 - “A mulher na produção e serviço da cachaça” - Degustação guiada pela sommelier de cachaça Pollyanna Ávila (Trintaeum Restaurante).