Revista Encontro

Gastronomia

Mais difundido do Brasil, Queijo Minas Artesanal ganha mapeamento inédito

Atlas criado pelos irmãos Denise e Eduardo Girão reúne os mapas das 10 microrregiões produtoras do QMAl, com informações históricas e culturais

Da redação
Material também apresenta uma linha do tempo sobre a trajetória do queijo, cuja tradição atravessa cerca de três séculos em Minas Gerais - Foto: Studio Tertúlia/Divulgação
Um dos produtos mais tradicionais da gastronomia brasileira acaba de ganhar um levantamento inédito sobre sua história e diversidade. O Queijo Minas Artesanal (QMA) é o tema do Atlas do QMA, publicação criada pelos irmãos Denise e Eduardo Girão, fundadores da empresa Só Queijo Cura, especializada em comunicação, consultoria e eventos ligados ao universo dos queijos artesanais.
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A obra reúne mapas das dez microrregiões reconhecidas como produtoras do Queijo Minas Artesanal, além de informações históricas, culturais e produtivas. O material também apresenta uma linha do tempo sobre a trajetória do queijo, cuja tradição atravessa cerca de três séculos em Minas Gerais.
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Produzido a partir de leite cru de vaca, o Queijo Minas Artesanal é elaborado em aproximadamente 3,5 mil queijarias espalhadas pelo estado, responsáveis por uma produção anual de cerca de 21 mil toneladas. O regulamento do produto foi o primeiro dedicado a um queijo artesanal de leite cru no Brasil e seus modos de fazer foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
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Embora seja frequentemente chamado apenas de “Queijo Minas”, o produto apresenta características bastante diversas conforme a região onde é fabricado. Aspectos como clima, relevo, manejo dos animais e técnicas de produção influenciam diretamente no sabor, na textura e na aparência dos queijos.
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Segundo Eduardo Girão, ampliar o conhecimento sobre o produto é uma forma de contribuir para sua preservação. “As pessoas só valorizam aquilo que têm a oportunidade de conhecer melhor, de apreciar com qualidade, de criar conexão. Nesse sentido, para que o Queijo Minas Artesanal continue a existir apesar de tantos desafios, a informação é fundamental. Quanto mais pessoas o compreenderem de maneira ampla, melhor percebido será esse alimento que é das mais antigas tradições da queijaria brasileira”, afirma.
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Com formato dobrável, impressão colorida e conteúdo distribuído nos dois lados, o Atlas do QMA foi concebido tanto para consulta quanto para exposição - Foto: Studio Tertúlia/DivulgaçãoO atlas busca justamente destacar essa diversidade, apresentando informações sobre as origens do queijo, métodos de produção, aspectos sensoriais, fatos históricos e até os animais responsáveis pelo fornecimento do leite utilizado na fabricação.
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Para Denise Girão, o projeto surgiu da necessidade de reunir e organizar informações que ajudem o público a compreender melhor o papel do Queijo Minas Artesanal na cultura alimentar brasileira. “Trazer esse conteúdo, dessa forma, era desejo e necessidade. Em nossos trabalhos a gente percebeu uma certa dificuldade de compreensão sobre o que de fato é o QMA e o que ele representa no universo de queijos do estado e do país. No nosso atlas, as pessoas vão encontrar informações essenciais e completas, de uma forma bela e que une os fatos sobre esse ícone queijeiro à nossa forma de enxergá-lo. Nele está a identidade do nosso estado e da Só Queijo Cura”, complementa Denise.
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Com formato dobrável, impressão colorida e conteúdo distribuído nos dois lados, o Atlas do QMA foi concebido tanto para consulta quanto para exposição. A publicação é voltada a apreciadores de gastronomia, cultura e história, além de profissionais que atuam em áreas relacionadas ao setor queijeiro.

Arquitetada por Denise Girão e pesquisada por Eduardo Girão, a iniciativa reúne o conhecimento acumulado pelos irmãos desde a criação da Só Queijo Cura, em 2016. Com atuação voltada à difusão da cultura queijeira brasileira, a empresa desenvolve projetos de consultoria, ensino, eventos e comunicação relacionados ao universo dos queijos artesanais.

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