QUEM É
- Prefeito de Belo Horizonte, assumiu cargo após morte do ex-chefe do executivo municipal Fuad Noman e tem marcado sua digital à frente da capital
- Aos 55 anos, ex-radialista e apresentador da Rádio Itatiaia e da TV Alterosa tem propósito de transformar BH na “Cidade do Sim”
- Vereador por dois mandatos (2016 e 2020), ele afirma querer preparar cidade, especialmente no quesito mobilidade e ocupação do Centro, para daqui a 50 anos
Prefeito de Belo Horizonte. Foi radialista, apresentador da Rádio Itatiaia por quase 30 anos e, da TV Alterosa, por cinco. Criador do Instituto Bacana Demais. Vereador da capital mineira por dois mandatos (2016 e 2020)
“Sou o mesmo, só que com mais responsabilidade, mais experiência e cada vez com mais vontade e disposição para fazer as coisas certas”, garante. Essa percepção de continuidade ajuda a explicar o modo como Álvaro conduz a cidade: sem romper com quem sempre foi, mas consciente do peso institucional que carrega. O gestor não se dissocia do homem que caminha pelas ruas, frequenta o Mercado Municipal, senta nos mesmos bares e mantém intacta a paixão pelo futebol, seja nas arquibancadas, seja diante da televisão.
. Ao assumir o comando de Belo Horizonte em abril deste 2025 após a morte do prefeito eleito Fuad Noman, pegou uma capital cercada por desafios estruturais históricos – mobilidade, saúde, zeladoria, clima e habitação - e identificou um ponto de inflexão logo no início da gestão. Não uma obra específica, mas uma decisão conceitual. “A mudança de mentalidade. A mudança de filosofia”, resume o político. A ideia de transformar BH na “Cidade do Sim”, segundo ele, vai além de um slogan publicitário. Trata-se de uma concepção de governo que busca facilitar a vida de quem quer trabalhar, investir e prosperar na capital, sempre dentro da legalidade, e convocar a população a confiar e participar da gestão pública.
. Essa mudança de postura, diz o prefeito, tem permitido que projetos avancem com mais rapidez: obras estruturantes, intervenções de mobilidade, a requalificação do Centro e programas sociais que saem do papel e se refletem diretamente no cotidiano dos belo-horizontinos. A cidade, em sua visão, precisa ser pensada não apenas para responder às urgências do presente, mas para acolher as próximas gerações.
. A imagem de político próximo, direto e conciliador não é, segundo ele, fruto de cálculo. “Não se trata de marketing”, afirma. É, antes, consequência de uma identidade construída ao longo da vida e profundamente enraizada na cidade. Essa familiaridade com BH lhe dá, segundo diz, a tranquilidade necessária para comandar uma máquina pública complexa como a da capital. “Não tenho nenhuma pretensão maior do que fazer bem o meu trabalho e entregar uma cidade melhor para os futuros prefeitos”, afirma, revelando um discurso que aposta menos na personalização do poder e mais na continuidade institucional.
. Quando projeta o legado que deseja deixar, Álvaro Damião aponta duas frentes centrais: mobilidade urbana e reocupação do Centro. Para ele, Belo Horizonte precisa ser pensada com ousadia, olhando para um horizonte de 50 anos, e não apenas lamentando o que deixou de ser feito no passado. Obras como o chamado “Novo Anel” e outras intervenções de infraestrutura são vistas como passos importantes, mas insuficientes diante do tamanho do desafio. “BH não tem metrô; tem um trem que corta parte da cidade”, provoca. Falar em mobilidade, diz, exige ir além de soluções pontuais e preparar a capital para um salto estrutural.
. Passado cerca de um ano à frente da Prefeitura, o que mais o move, garante, é a relação afetiva dos moradores com a cidade. “Os belo-horizontinos amam a cidade. Temos uma das capitais mais lindas e acolhedoras do Brasil”, afirma. Para ele, fortalecer a autoestima da população passa por trabalho visível, realizações concretas e por uma prefeitura que se reconheça como extensão da própria cidade. “A nossa Prefeitura é do povo. E as pessoas estão sentindo isso”, diz, citando tanto as obras espalhadas pela capital quanto os programas sociais em andamento.