Além da performance extraordinária a partir do texto da australiana Suzie Miller, Débora esteve envolvida em diversos projetos cinematográficos, todos ainda inéditos nos cinemas: “Quinze Dias”, adaptação do best-seller homônimo de Vitor Martins; “Pele de Rinoceronte”, que aborda um caso de feminicídio acontecido nos anos 70, sob a perspectiva de uma advogada, uma jornalista e da própria vítima; “Cacilda Becker em Cena Aberta", um retrato sensível e original sobre vida e obra da grande dama do teatro brasileiro; e “A Cuidadora", em que ela, dirigida pelo marido Fernando Fraiha e assinando a coprodução, divide a cena com a atriz franco-brasileira Juliana Carneiro da Cunha. “Nem sei como consegui, porque estava também com a peça em cartaz. Mas eram projetos que eu queria muito fazer”, pondera a mineira.
. QUEM É
- Atriz conquistou os principais prêmios do país com “Prima Facie”, monólogo que em 2025 atraiu mais de 55 mil espectadores aos teatros de oito estados
- Ano foi fértil no campo das produções cinematográficas e consolidou parceria da belo-horizontina com o marido Fernando Faiha no longa “A Cuidadora”
- Expectativa é que artista faça uma participação especial na continuação de “Avenida Brasil”, que protagonizou em 2012
Além dos filmes previstos para estrear em 2026, 2025 também marcou o retorno de Débora ao universo infanto-juvenil em “Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa”, inspirado no personagem alegre e caipirão de Mauricio de Sousa. No longa, também dirigido por Faiha, Débora interpretou a professora Marocas. “Foi uma experiência especial participar desse filme que não é só para as crianças, mas também para a família. Já tinha trabalhado com o público infantil, tanto quando comecei (ela estreou no teatro infantil em Belo Horizonte, ainda criança), quanto em ‘Chiquititas' (como Estrela, uma personagem da quinta temporada da novela). Acho importante que se façam filmes voltados para esse público, até porque estamos formando as plateias do futuro", opina a atriz.
. Mas foi mesmo em “Prima Facie” que Débora se destacou este ano. Com o monólogo, ela voltou a se apresentar em Belo Horizonte, sua cidade-natal, em temporada entre setembro e outubro no CCBB. Os ingressos, a preços populares, eram colocados à venda às quartas-feiras e, em poucos minutos, se esgotavam. Estar na capital mineira, onde a família mora e ela começou a carreira, foi marcante e ela registrou nas redes sociais: “Ficar em cartaz durante cinco semanas em BH foi sonho. Já tô com saudade de comer pão de queijo todo dia, de dançar na Gruta, do Mercado Novo, do Mercado Central, da praça da Liberdade, de ir até Inhotim, do Minas Tênis, de encontrar tanta gente querida, de olhar além e ver montanha e da companhia inseparável do meu pai", escreveu a filha do também ator e diretor Rogério Falabella, a quem define como “enorme referência".
. Quanto à volta à TV, a mineira tem sido procurada para falar sobre uma possível participação em “Avenida Brasil 2”, continuação da novela de grande sucesso de João Emanuel Carneiro exibida em 2012. Em dezembro, publicou uma foto ao lado da amiga Adriana Esteves (com quem protagonizou embates antológicos nos papéis de Nina/Rita e Carminha) e agitou as redes sociais. “Preparando as brigas pra Avenida Brasil 2”, escreveu um internauta. “Agora você vai me chamar de senhora com a voz aveludada”, escreveu outra, se referindo a uma frase de sua personagem. Por enquanto, nem Globo nem atriz confirmam se o retorno ou participação especial realmente acontecerão. A previsão é que “Avenida Brasil 2” estreie em janeiro de 2027. O último trabalho de Débora em novelas foi como Lucinda, em “Terra e Paixão” (2023).