Revista Encontro

Emagrecimento

Depois da caneta, a fila é para o cirurgião plástico

A perda drástica de peso impulsionada pelas novas medicações está gerando uma corrida aos consultórios para o tratamento da flacidez e do excesso de pele

Alex de Oliveira e Lilian Monteiro
As queixas dos novos magros são muitas, especialmente em áreas do corpo como abdômen, braços, mamas, coxas e face. - Foto: Shutterstock
Aos 41 anos, a enfermeira Vanessa Rios carrega décadas de luta contra a balança, tendo chegado aos 127kg. No passar do tempo, apelou a “fórmulas loucas”, com dietas e comprimidos, até chegar à cirurgia bariátrica. Emagreceu. E, em seguida, se submeteu a uma série de plásticas para reparar o excesso de pele. Há três anos, porém, ela teve um reganho de 15 kg e a incômoda queixa de “estômago alto” a levou de volta aos consultórios. 
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Desta vez, foi aconselhada por seu médico a usar a caneta emagrecedora. Hesitou por receio do envelhecimento rápido e da flacidez excessiva causada por medicamentos como o Mounjaro (tizerpatida) e o Wegovy (semaglutida). Mas aceitou o tratamento, sempre sob acompanhamento endocrinológico. Após a perda de peso e melhoria dos exames laboratoriais, investiu numa abdominoplastia, numa mastopexia com prótese, em um argon plasma e um remodelamento costa. O custo, R$ 55 mil. 
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A trajetória da enfermeira ilustra um fenômeno: a grande procura por procedimentos de cirurgia plástica entre pessoas que passaram por emagrecimentos expressivos após o uso das chamadas canetas emagrecedoras. A perda significativa de volume corporal pode deixar excesso de pele, causar flacidez, perda de massa muscular e modificar o contorno de diferentes regiões do corpo. 
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No Brasil ainda não há estatísticas, mas dados de 2024 da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos mostram que 39% dos usuários dessas canetas podem fazer algum procedimento cirúrgico e 41% pensam em recorrer a tratamentos estéticos não cirúrgicos para lidar com as consequências do pós-emagrecimento.
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Vanessa Rios sempre lutou contra a balança e o emagrecimento rápido via bariátrica ou caneta emagrecedora a levou às cirurgias plásticas - Foto: Arquivo PessoalAs queixas dos novos magros são muitas, especialmente em áreas do corpo como abdômen, braços, mamas, coxas e face. No rosto, por exemplo, a redução de gordura pode evidenciar sulcos e aparecimento de rugas que antes eram menos perceptíveis. Mais do que uma questão de aparência, o excesso de pele pode provocar desconforto físico e repercussões na qualidade de vida. 
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Fernando Lamana, cirurgião plástico especializado em cirurgia de mama e contorno corporal em Belo Horizonte, observa o movimento em seu consultório. Nos últimos dois anos, períodos de circulação da tirzepatida no país, a demanda por cirurgias para tratar flacidez extrema, segundo ele, cresceu. Antes, eram sobretudo pacientes bariátricos – cerca de 10% do total atendido – que chegavam com esse tipo de queixa. 
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Hoje, segundo o cirurgião, mais de 90% das pacientes que passam por seu consultório já usaram ou estão em uso de alguma caneta emagrecedora, e a proporção de quem busca tratar flacidez, e não mais perder peso, se inverteu: o que antes representava 30% da demanda agora responde por 70%.
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Fernando Lamana, cirurgião plástico especializado em cirurgia de mama e contorno corporal em Belo Horizonte - Foto: Jade Martins/Divulgação Lamana reconhece o valor dos medicamentos GLP-1 na redução de risco cardiovascular e no tratamento da síndrome metabólica e da resistência à insulina, mas descreve uma flacidez que, às vezes, “é até desfigurante e não responde bem aos tratamentos dermatológicos”. Ele, inclusive, informa que procedimentos com microagulhamentos, radiofrequência, ultrassom ou bioestimuladores de colágeno costumam ser insuficientes diante de perdas de peso que que chegam entre 20% e 30% do peso corporal em um ano – um grau de flacidez pouco comparável ao de emagrecimentos mais graduais.
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Cuidados
 
De acordo com o cirurgião plástico André Miolo, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a decisão de operar após grandes perdas ponderais deve ser guiada pela estabilidade do paciente. “A cirurgia plástica não deve competir com o emagrecimento, mas entrar quando o processo estiver amadurecido”, pontua. Ele avalia parâmetros como massa muscular, nutrição e comorbidades para definir o momento ideal.
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Além da questão estética, o médico destaca o caráter funcional do procedimento: dobras cutâneas causam assaduras, dermatites e limitação física, impactando diretamente a qualidade de vida. Contudo, emagrecer não garante prontidão cirúrgica. É indispensável uma avaliação laboratorial minuciosa e a checagem das condições clínicas gerais do paciente.
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Nesse contexto, o uso de medicamentos para emagrecimento exige rigor. O cirurgião alerta que agonistas de GLP-1 retardam o esvaziamento gástrico, sendo vital que cirurgião e anestesiologista (conforme a American Society of Anesthesiologists) saibam a dose exata do uso e a última aplicação. “As condutas perioperatórias são individualizadas. O paciente jamais deve suspender ou manter a medicação por conta própria”, adverte.
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"A cirurgia plástica não deve competir com o emagrecimento, mas entrar quando o processo estiver amadurecido", afirma André Miolo, cirurgião plástico membro titular aa Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) - Foto: Arquivo PessoalA segurança também determina a extensão da operação. Miolo desencoraja a tentativa de corrigir várias regiões de uma só vez. O tratamento responsável pode exigir etapas, considerando porte, duração, risco tromboembólico e recuperação. Afinal, cirurgias de contorno corporal envolvem riscos reais, como sangramento e infecção (alerta também endossado pela American Society of Plastic Surgeons).
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Por fim, a principal orientação é a prevenção: optar por um cirurgião credenciado pela SBCP e realizar o procedimento em estrutura hospitalar adequada. “A cirurgia plástica não é uma correção para o emagrecimento, mas uma possível complementação dele”, conclui.
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Cada um, cada qual

Miolo cita que entre as cirurgias mais frequentemente indicadas pós-uso de canetas emagrecedoras estão a abdominoplastia, muitas vezes associada ao tratamento de todo o tronco; a mastopexia, com ou sem prótese dependendo de cada caso; a braquioplastia, para o excesso de pele nos braços; o lifting de coxas; e, em perdas maiores, os chamados body liftings, que tratam de maneira mais ampla o contorno corporal. Em alguns pacientes também existe indicação de tratamento da face e do pescoço. 
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Hoje, o perfil dos procedimentos varia por faixa etária. Mulheres a partir dos 40 anos concentram queixas de flacidez facial, o que tem antecipado a indicação de lifting: uma cirurgia que, até poucos anos atrás, era reservada a pacientes de 50 e 60 anos. A técnica também mudou – o chamado Deep Plane, que reposiciona a musculatura da face em vez de apenas dar pontos de sustentação, tem produzido resultados descritos como mais naturais e permitido operar pacientes mais jovens. Pálpebras também afrouxam com o emagrecimento acelerado, o que tem elevado a procura pela blefaroplastia. 
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Mulheres na faixa dos 30 aos 40 anos buscam primeiro mama e abdômen; entre 20 e 30 anos, a cirurgia de mama costuma vir antes da abdominoplastia. Mastopexias hoje são feitas majoritariamente com prótese posicionada atrás do músculo – uma inversão em relação à técnica predominante há dez anos, quando a prótese ficava na frente –, o que Fernando Lamana atribui à sustentação insuficiente que a pele afinada pelo uso das canetas emagrecedoras oferece ao implante.
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O que dizem os números 

Segundo o mais recente relatório global da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), o Brasil realizou mais de 2,35 milhões de procedimentos cirúrgicos em 2024 – 13,5% do total mundial –, consolidando a liderança do país no ranking de cirurgias plásticas. O mercado de estética como um todo – incluindo procedimentos não cirúrgicos, além de cosméticos, entre outros – deve movimentar R$ 28 bilhões neste ano no país e alcançar R$ 48 bilhões até 2030, segundo projeções do mercado, com cerca de 800 mil empregos diretos estimados para a década.
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Em paralelo, o mercado brasileiro de canetas emagrecedoras – hoje concentrado em semaglutida e tirzepatida – deve saltar de R$ 11 bilhões, em 2025, para R$ 20 bilhões neste ano, segundo o banco de investimento UBS BB. Já o Itaú BBA projeta pelo menos R$ 50 bilhões até 2030. A queda da patente da semaglutida, em março deste ano, deve baratear o tratamento e ampliar ainda mais essa base, ainda que os efeitos não sejam imediatos: laboratórios interessados em produzir versões do medicamento dependem de registro na Anvisa, que analisa hoje 14 pedidos. Para cirurgiões como Lamana, a tendência é que a fila por procedimentos de contorno corporal se alimente por mais tempo.
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A cobertura desses procedimentos por planos de saúde ainda é incerta. A Resolução CFM nº 2.429/2025, que atualizou e unificou as normas anteriores sobre o tratamento cirúrgico da obesidade e de doenças metabólicas, reconhece a obesidade grave como fator que desencadeia outras doenças, e o Superior Tribunal de Justiça, no Tema 1069, fixou entendimento de que cirurgias plásticas pós-bariátricas – abdominoplastia, mastopexia, cruroplastia, braquioplastia – têm caráter funcional e reparador, não meramente estético, quando há comprometimento documentado, como infecções de repetição ou limitação de movimento. A extensão desse entendimento a pacientes que emagreceram apenas com medicamentos, porém, não é automática. 
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Não há, segundo Lamana, uma recomendação formal das sociedades científicas sobre o momento ideal para operar. Na prática empírica dele, pacientes chegam a uma perda de peso mais definitiva após seis meses de uso das canetas emagrecedoras, embora a redução continue, em menor ritmo, até completar um ano. Ele costuma indicar cirurgia a partir desse marco, com suspensão do medicamento dez dias antes do procedimento e retomada cerca de duas semanas depois – um intervalo que, segundo sua observação, reduz complicações como infecção, seroma e abertura de pontos, efeito que ele atribui à melhora da resposta inflamatória crônica do tecido adiposo proporcionada pelo medicamento.
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Tratamentos sem cirurgia

A intervenção cirúrgica não é a única saída para este paciente. Há tratamentos estéticos pós-emagrecimento que também têm alta demanda. Ou seja, há opções e depende de cada caso. O médico dermatologista Lucas Miranda, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e fundador da Clínica Lucas Miranda, em Belo Horizonte, assegura que as intervenções não cirúrgicas podem ajudar bastante.
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"O tratamento precisa acompanhar o novo momento da pessoa, sem exageros e, principalmente, sem prometer aquilo que nenhuma tecnologia consegue entregar", diz Lucas Miranda, dermatologista - Foto: Arquivo Pessoal“Temos tecnologias capazes de estimular o colágeno, melhorar a firmeza e recuperar parte da sustentação perdida. Mas não existe um único aparelho que resolva tudo. O mais importante é entender o que aconteceu com aquela pele depois do emagrecimento e, a partir daí, escolher o tratamento”, afirma.
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A radiofrequência, os  lasers fracionados ou o APhen Peel®, para rugas já existentes e que se aprofundaram com a perda de peso, são algumas das opções de tratamento. No entanto, o médico dermatologista avisa que, muitas vezes, o melhor resultado não vem de uma tecnologia isolada, mas da combinação de tratamentos que atuam em necessidades diferentes. “Podemos trabalhar sustentação, estímulo de colágeno, textura e rugas dentro de um mesmo planejamento e, quando existe indicação, associar também bioestimuladores de colágeno”, define.
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O especialista lembra, no entanto, que existe um limite que deve ser respeitado. Quando sobra muita pele depois de uma grande perda de peso, alerta, nenhum aparelho vai reproduzir o resultado de uma cirurgia. “Nos casos de flacidez leve a moderada, ou quando o paciente não deseja operar, conseguimos montar protocolos interessantes para melhorar a firmeza, a qualidade da pele e o contorno”, diz.
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“Eu não gosto de pensar simplesmente em tratar a flacidez pós-emagrecimento. Eu avalio quanto peso aquele paciente perdeu, em quanto tempo, como está a pele, onde houve maior perda de sustentação e quais sinais de envelhecimento ficaram mais aparentes. A partir daí, escolhemos o que realmente faz sentido para aquele rosto ou para aquele corpo. O tratamento precisa acompanhar o novo momento da pessoa, sem exageros e, principalmente, sem prometer aquilo que nenhuma tecnologia consegue entregar”, finaliza Lucas Miranda.
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“Não existe o milagre da perfeição”
 
O médico cirurgião plástico Alexandre Alcides Mattos de Meira, coordenador da Cirurgia Plástica da Rede Mater Dei de Saúde e regente do Serviço de Residência do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG), confirma que o uso das canetas emagrecedoras disparou. Porém, segundo ele, o consumo ocorre tanto por extrema necessidade entre pacientes obesos e diabéticos quanto para uso, segundo ele, recreativo, “por pessoas sem indicação absoluta que buscam o refinamento do contorno corporal. Observo um aumento expressivo, principalmente na população de maior poder aquisitivo, devido ao alto custo dos medicamentos. O uso é realmente amplo e representa um percentual considerável.”
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Alexandre Meira, coordenador da Cirurgia Plástica da Rede Mater Dei de Saúde e regente do Serviço de Residência do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais (HUCM-MG) - Foto: TAE Digital/DivulgaçãoMembro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e presidente da regional mineira da instituição no biênio 2018/2019, Meira destaca que os fármacos não atuam apenas na perda de peso, mas possuem “efeito anti-inflamatório e reduzem a compulsão alimentar”. No entanto, ressalta que, embora os pacientes emagreçam e melhorem seus exames, há riscos decorrentes do uso inadequado.
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“Especialmente em relação à anestesia. É preciso comunicar ao médico e suspender a medicação de 7 a 14 dias antes do procedimento. A utilização inadvertida na véspera de uma intervenção pode aumentar o risco anestésico e gerar complicações cirúrgicas”, alerta. Meira afirma que, com a orientação correta e boa indicação, é possível obter ganhos na qualidade de vida e nos resultados estéticos.
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Expectativas irreais
 
O médico aponta outro problema: a expectativa irreal sobre os resultados. “A influência impactante e irresponsável das redes sociais cria ilusões sobre as cirurgias e os medicamentos. A pessoa posta fotos com os melhores ângulos, luzes e tratamentos digitais, gerando a falsa ideia de perfeição. Isso não existe. O alinhamento no pré-operatório é dificílimo e indispensável. Se o resultado não estiver alinhado ao que o paciente espera, ele continuará infeliz, pois buscava algo inatingível.”
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Sobre as canetas, o cirurgião enfatiza a necessidade de reeducação alimentar e exercícios físicos para preservar a massa magra. Ele lembra ainda que, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), toda cirurgia plástica é estética e reparadora, e o ideal é que o paciente esteja no peso adequado. Pacientes com IMC acima de 30 apresentam risco significativamente maior, o que exige avaliação individualizada.
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Mais acessível
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro genérico da semaglutida no Brasil, desenvolvido pela farmacêutica EMS sob o nome Ozivy; a substância, indicada para diabetes tipo 2 e perda de peso, deverá ser lançada com custo no mínimo 35% inferior ao do medicamento de referência. Avaliando esse cenário, o cirurgião plástico Alexandre Meira destaca que a redução de custos e o avanço de pesquisas — incluindo futuras versões orais — expandirão o acesso da população aos benefícios terapêuticos desses fármacos, cujos ganhos clínicos superam os riscos quando há correta indicação. O especialista alerta, contudo, contra o uso abusivo e a automedicação comuns no país, enfatizando que a prescrição exige avaliação rigorosa, exames específicos e uma abordagem multidisciplinar integrada entre endocrinologista, cirurgião plástico, nutrólogo e suporte psicológico ou psiquiátrico. 

 
 

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