Revista Encontro

Perfil

Fundadora da Tyyli, Lígia Lapertosa fala sobre casamento, carreira e BH

Empresária vive nova fase aos 32 anos, prepara celebração religiosa com Pedro Dalla Stella e relembra lugares e afetos da capital mineira

Lilian Monteiro

Lígia Lapertosa é empresária, designer de moda, criadora de conteúdo e comunicadora - Foto: Adalberto Rodrigues/Divulgação

São muitos os predicados que definem a identidade da designer de moda, empresária, comunicadora e criadora de conteúdo Lígia Lapertosa Dalla Stella. No entanto, neste momento, o amor está no ar. Um sentimento de “apaixonamento diário” a faz ter coração e mente abertos para a nova fase de sua vida. Aos 32 anos, está recém-casada com o advogado e fundador da Salácia Capital, Pedro Sprenger Dalla Stella, de 38. A cerimônia civil da mineira de Belo Horizonte com o paranaense de Curitiba ocorreu em junho deste ano, e a celebração religiosa será em outubro.

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Ao se apresentar, Lígia revela que se vê, antes de tudo, como uma pessoa curiosa e apaixonada por criar. A moda foi o caminho para transformar a criatividade em profissão, mas a mulher por trás da marca é bem mais ampla: “Sou mineira, filha, irmã, tia, amiga, agora esposa, empreendedora e uma pessoa que valoriza as relações e as experiências que vou construindo ao longo da vida”.
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A fundadora da marca Tyyli também tem seu lado sonhador, mas sem deixar de ser prática. O que mais a define é a capacidade de transitar entre a imaginação e a realização: “Posso passar horas pensando em uma roupa, imagem ou ideia, mas também quero entender como aquilo vai sair do papel, ser produzido e chegar às pessoas”. 
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Dividindo-se entre BH e São Paulo — cidades que representam o equilíbrio entre suas raízes e novas possibilidades —, ela carrega os valores ensinados pelos pais, Maria Cristina e Maurício: acolhimento, independência e a importância de fazer as coisas com verdade. Para Lígia, preservar a essência é fundamental. Ao lado das irmãs Luiza e Norah, aprendeu que, independentemente de onde estiver, suas raízes em BH funcionam como uma espécie de porto seguro.
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Como mulher de negócios, ela lembra que a Tyyli — ateliê especializado em atendimento personalizado e sob medida para noivas e festas — cresceu junto com ela. Ao longo de 15 anos, aprendeu a desenhar, escolher tecidos, acompanhar a produção e gerenciar a equipe, descobrindo no processo a sua própria identidade profissional. Essa capacidade de comunicação também se estende às redes sociais, onde tem 22,1 mil seguidores e preza pela autenticidade: “Conteúdo bom precisa ter verdade. As pessoas que me acompanham reconhecem ali partes da mesma Lígia que existe fora da internet”.
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Em 2026, a empresária realiza um de seus maiores desejos: o casamento com Pedro, oficializado no civil em 27 de junho. Para ela, viver esse sonho supera as expectativas: “Existe uma diferença entre sonhar com uma vida e começar, de fato, a construí-la a dois. Hoje, penso mais em casa, família e projetos em conjunto”. A maternidade também faz parte dos planos, mas sem pressa: “É um desejo que existe em mim, mas gosto de pensar que cada coisa tem o seu tempo”.
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Diante da rotina agitada, Lígia busca balancear compromissos com momentos de pausa, seja para tomar sol, ir à praia com o marido surfista ou curtir uma manhã de skincare. Os próximos passos já estão definidos com a determinação que lhe é característica: uma celebração de três dias em outubro na praia de Paúba, em São Sebastião (SP). Ainda assim, ela mantém espaço para as surpresas do caminho: “Quero continuar fazendo planos, mas sem fechar as portas para aquilo que eu ainda nem consigo imaginar”.
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Objetos

Memória afetiva
 
- Foto: Arquivo Pessoal“Esta boneca é um dos objetos mais inusitados e afetivos que tenho. Meu pai me deu no Dia das Crianças quando eu já tinha 20 e poucos anos. Justamente por isso, talvez, ela tenha se tornado ainda mais especial. Foi um gesto tão espontâneo e carinhoso que acabou virando uma memória que guardo com muito amor. Tenho um carinho enorme por ela.”
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De geração em geração
 
- Foto: Arquivo Pessoal“Todas as mulheres da família usam esse medalhão no casamento desde a época da minha bisavó, Maria Rolla Rebello Horta. É uma tradição e, talvez, um dos objetos de maior significado para mim. Ele pertenceu à minha avó, Luiza Jardim, à minha mãe e, agora, chegou a minha vez. Vou usá-lo no meu casamento religioso, em outubro, e acho lindo pensar que vou carregar um pedacinho das mulheres que vieram antes de mim.”
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Do passado se faz futuro
 
- Foto: Thaís Netto/Divulgação “Minha aliança tem um significado enorme porque foi feita com o ouro derretido de uma joia que pertencia à avó do Pedro. É uma história construída com uma peça que veio da família dele para dar forma a uma nova joia que passa a representar a nossa família. Acho esse simbolismo lindo. É como se o passado se encontrasse com o presente para dar início a algo novo.”
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Noiva e profissional
 
- Foto: Victor Barros/Divulgação “Meu vestido de noivado é especial por muitos motivos. Foi uma criação minha, executada pela equipe da Tyyli, e também o primeiro vestido de noiva que vesti na vida. Por trabalhar há tantos anos na área, já criei e acompanhei as histórias de inúmeras mulheres. No entanto, vestir um vestido de noiva pela primeira vez para o meu próprio noivado foi completamente diferente. Ele representa o momento em que minha profissão e minha vida pessoal se encontraram da forma mais bonita.”
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Pensar em Você
 
- Foto: Arquivo Pessoal“O Pedro me deu este pequeno Buda depois de visitar um templo budista em São Paulo. Gosto da história por trás dele: ele poderia ter conhecido o lugar e apenas seguido o dia, mas lembrou-se de mim. É isso que torna certos presentes especiais — não necessariamente o objeto em si, mas o fato de alguém ter pensado em você enquanto vivia outra experiência. Hoje, ele está na nossa casa e virou uma lembrança constante desse gesto de carinho.”
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Convite para a vida toda

- Foto: Adalberto Rodrigues/Divulgação “Nosso convite de casamento acabou virando um quadro. A criação é de uma grande amiga e madrinha da nossa união; a arte e a montagem foram feitas em Minas, e o bordado manual é do Sul. É um objeto que reúne pessoas, lugares e afetos essenciais para nós. O mais bonito é saber que, depois de cumprir a missão de convidar, ele ganhou uma segunda vida dentro da nossa casa e na das pessoas que amamos.”
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 A BH que eu amo
 
Mirante próximo à Praça do Papa “É um dos lugares de que mais gosto em BH e tem uma memória especial porque foi um dos primeiros locais onde levei o Pedro. Gosto da vista e da sensação de estar ali, vendo a cidade de cima. É um daqueles lugares que têm tanto a ver com Belo Horizonte quanto com a minha própria memória afetiva.”
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Restaurante Hacienda “Faz parte da minha história e guarda muitas memórias boas. Uma das mais especiais foi quando levei o Pedro pela primeira vez para conhecer minhas amigas. Apresentar quem você ama aos seus amigos é uma forma de começar a misturar mundos. Ali ele passou a conhecer um pouco mais da minha vida, das minhas amizades e da minha BH no começo da nossa história.”
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Shopping DiamondMall
 
“Tem um significado especial porque acompanha uma parte importante da minha trajetória profissional. A Multiplan acreditou na minha versão como comunicadora e me deu espaço. Acompanhei de perto a evolução do shopping e fiz parte da sua expansão. Por isso, existe uma ligação tanto afetiva quanto profissional.”
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Mercado Central
 
“Faz parte das minhas memórias de infância. Hoje não é um lugar que frequento tanto, mas ia muito com meu pai e, por isso, tenho uma relação de carinho com ele. Os cheiros, os sabores, o movimento, as pessoas, os queijos e os doces fazem parte da nossa cultura. É um espaço que me conecta com as minhas raízes e com uma BH mais familiar, que vivi desde pequena.”
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Tyyli Atelier 
 
“O ateliê atual da Tyyli representa uma conquista. Durante anos, ele funcionou na casa dos meus pais. Foi ali que tudo começou, a marca cresceu e construí grande parte da minha história com a moda. Hoje, este espaço representa independência, trabalho, criatividade e todas as escolhas que fiz na minha trajetória. É um lugar que materializa uma parte importante do meu sonho de juventude.”
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Lagoa da Pampulha 
 
“Um lugar de que gosto muito e que guarda uma memória simples, mas especial: tive ali alguns dos meus melhores (e piores) treinos e provas de corrida. Gostava da sensação de correr ao redor da lagoa e de ter aquele momento só meu ou compartilhado com as amigas. Hoje não corro mais, mas tenho um carinho enorme por essa lembrança.”
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São Bento 
 
“Frequentei o bairro durante toda a infância e adolescência. Lá fica a escola em que estudei e onde vivi as primeiras experiências de independência, como andar a pé sozinha e circular pela cidade com mais liberdade. Restaurantes e locais daquela época fecharam, novos espaços surgiram, mas algumas ruas continuam carregando as mesmas memórias. Na avenida Bento Simão fiz alguns dos meus primeiros treinos de corrida — foi um dos lugares onde comecei a construir minha própria relação com a cidade.”

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